quinta-feira, 18 de setembro de 2003

O bailado de Isabel (5) :-


18 de Setembro 13:00
categoria 2 (ventos de 160 km/h)
34.9N 76.1W
28 km/h NW


[hurricane Isabel 05]
[imagem: NOAA]

Os ventos fortes já cá chegaram. As árvores são agora a maior ameaça. Numa terra onde há centenas de vezes mais árvores do que pessoas, é o mesmo que dizer uma grande ameaça. Talvez só minorada pelo facto de, no Inverno passado, ter havido uma enorme tempestade de gelo que destruiu muitas das que estavam mais frágeis.

Estamos sem luz e o acesso à internet é agora feito por modem. O rádio a pilhas também serve para nos mantermos informados.

Acho muito interessante a fotografia que aqui posto. Repare-se que é claramente visível, a noroeste, a dispersão da tempestade devida à interacção da massa do furacão com a placa continental.

O bailado de Isabel (4) :-


18 de Setembro 11:00
categoria 2 (ventos de 160 km/h)
34.4N 75.7W
28 km/h NW


[hurricane Isabel 04]
[imagem: The Weather Channel]

Os furacões são fenómenos muito previsíveis. Mas, mesmo assim, não deixa de ser interessante constatar quão precisa foi a previsão, avançada há 5 dias, de que Isabel iria chegar à costa da Carolina do Norte na tarde de quinta-feira.

Os furacões - também chamados de tufões ou ciclones, noutras regiões do mundo - são fenómenos de larga escala temporal e espacial. São gigantescas massas de ar que se formam nos oceanos e se vão alimentado, ao longo de vários dias, das correntes quentes dos trópicos, até perderem toda a sua energia ao interagirem com as massas continentais.

Essa larga escala temporal e espacial torna-os objectos poderosos, mas "domesticáveis" - têm um enorme poder de destruição, mas é possível prever com grande antecedência o seu comportamento. E isso é um ponto a nosso favor.

Ao contrário, os tornados são fenómenos de pequena escala temporal e espacial. Pequenas perturbações locais na atmosfera, levam à formação de tornados, os quais nunca duram mais do que umas dezenas de minutos, e não se propagam por mais do que alguns kilómetros. Com ventos que podem atingir os 500 km/h (os de um furacão nunca passam dos 250 km/h), os tornados são fenómenos temíveis devido à sua imprevisibilidade.

A Natureza é uma coisa curiosa. Imagine-se um fenómeno com a dimensão de um furacão e a imprevisibilidade de um tornado. Ou um vírus contagioso como o ébola, mas com um período de incubação igual ao do HIV. Ou, ainda, um animal com a capacidade reprodutora de uma tartaruga gigante e "armado" com uma inteligência humana.

Às vezes, fico com a impressão que o "Anthropic Principle" faz todo o sentido.

A minha costela turca :-


Andei durante semanas a hesitar, mas hoje arranjei coragem e entrei. Ia morrendo de susto quando li o que por lá se escreve. Há dias em que me apetecia ser turco.

quarta-feira, 17 de setembro de 2003

Mensagens codificadas (3) :-


O meu blogue preferido "liga-me", mas não me "linka".

Descobri que o Nietzsche & Schopenhauer não é escrito por quem eu pensava. Ou será? O meu cérebro está num estado de elevada degenerescência.

O Adufe deu início a uma rúbrica, por causa de uma pergunta que aqui foi feita: Quem é que imagina que Paulo Portas possa verdadeiramente acreditar no "milagre de Nossa Senhora de Fátima"?

O Filipe Nunes voltou finalmente a postar; o Miguel Cabrita diz que alguns dos posts que aqui se publicam são um pouco caniches; a Mariana Vieira da Silva anda a chamar as coisas pelos nomes; e o Pedro Adão e Silva foi fazer surf para o Bali, quando as ondas por aqui estão muito maiores. Relativiza-se Portugal.

NR: No seguimento de um post anterior, a tradução para inglês do Cão de Guarda, feita automaticamente pelo Google, passa a estar disponível na Coluna Invertebrada, à esquerda.

Gatos de Schrödinger (3) :-


A computação quântica é uma ideia que anda a borbulhar na cabeça de físicos e matemáticos desde a altura do Feynman. E nos últimos anos, tem vindo a fazê-lo muito mais intensamente.

Mas embora ainda estejamos longe da transição de fase, o certo é que já há alguns textos que conseguem descrever, em linguagem clássica, o que é que se entende por computação quântica. Um deles é este, escrito por Jacob West do Caltech.

O bailado de Isabel (3) :-


16 de Setembro 23:00
categoria 2 (ventos de 180 km/h)
28.5N 71.7W
11 km/h NNW


[hurricane Isabel 03]
[imagem: Earth Observatory, NASA]

A intensidade dos ventos parece ter diminuido consideravelmete nas últimas horas, embora se espere que possa vir a aumentar novamente, antes de Isabel chegar a terra na tarde de quinta. Tudo depende da forma como decorrer a interacção entre duas massas gigantes de ar: aquela associada ao furacão e a da corrente de ar quente do Golfo que é presença constante, durante o verão, na costa este norte-americana.

O estado de emergência foi hoje à tarde declarado pelo Governador da Carolina do Norte. Cerca de 100 mil pessoas já foram evacuadas dos Outer Banks e outras tantas poderão vir a sê-lo a qualquer momento. Há zonas em que a evacuação é obrigatória e outras em que ainda é voluntária.

Hoje tínhamos à porta de casa, uma folha impressa com uma série de instruções e regras de como proceder no caso de o furacão atingir fortemente esta zona. Perante o cenário pouco provável de termos que evacuar, já sabemos que nos virão bater à porta para zarparmos em direção a Oeste. O depósito do carro já está cheio.

Todos estes "preparativos" são feitos com uma enorme serenidade e apoiados por uma impressionante rede pública de gestão de informação e de decisão. Enganam-se muito os que pensam que não existem estruturas públicas eficientes nos EUA. Sobre isto, escreverei um dia mais tarde. Há muito para se dizer sobre o assunto. Muito, mesmo.

À tarde comprámos alguma comida enlatada e várias garrrafas de àgua - os garrafões de um galão já estavam esgotados. A isso juntámos uma garrafa de Merlot tinto da Califórnia e 250 gramas de um paio único. Não há nada como uma tarde de chuva intensa a meio da semana. Já só falta escolher o CD. Legião Urbana? ...

terça-feira, 16 de setembro de 2003

Os neurónios do Pacheco Pereira :-


A discussão em torno da quantidade de neurónios activos no cérebro de Pacheco Pereira despertou-me imensa curiosidade.

Primeiro, porque não é todos os dias que a discussão polí­tica atinge tão elevada elaboração linguística. Quero dizer, a expectativa é que os polí­ticos se chamem nomes uns aos outros, e não que elaborem a sua argumentação com recurso a palavras complicadas como "neurónio".

Segundo, porque o porta voz do CDS/PP terá dito que Pacheco Pereira só utiliza "metade dos neurónios" de cada vez que se refere a Paulo Portas. E isso fez-me deitar no sofá e elaborar uma questão profunda: Quanto é que é "metade dos neurónios". Será um? Serão dois? Ou 50 mil milhões?

Por fim, esta polémica leva-me a questionar sobre quantos neurónios terá Paulo Portas activos, quando fala "a Portugal e aos Portugueses".

Começemos pelo princípio. A palavra "neurónio" pertence a uma categoria muito restrita de palavras que perderam, por completo, o sentido na elaboração semântica do discurso político português. Entre outras, enquadram-se aí palavras como "inteligência"; "gestão"; "visão"; "planeamento"; "investimento" e "inovação".

Mas o recurso recente à palavra "neurónio" deixou-me optimista. Depois de já na passada semana o presidente do IEP se ter referido à "teoria do caos" para justicar a queda de uma ponte no IC19, já faltará concerteza pouco para termos o Manuel Monteiro a falar de "quarks", ou o Bagão Félix a falar de "buracos negros".

Mas se é verdade que a nossa relação com as palavras parece estar a melhorar, o mesmo já não se poderá dizer da nossa relação com os números.

Dizer "metade dos neurónios" é vago. Muito vago, até. E se a metade do Pacheco Pereira for maior do que a totalidade do Pires de Lima? Ou se um quarto dos neurónios do primeiro forem tantos como a média ponderada, pelos anos de militância, do número de neurónios de todos os dirigentes do CDS/PP? Será que 75 mil milhões é um número suficiente para se poder falar de Paulo Portas? Ou serão precisos 80 mil milhões? E já agora, qual é o papel das sinapses nesta história toda?

Por último, não queria deixar de fazer referência ao cérebro de Paulo Portas.

Ao contrário de dirigentes como Pires de Lima, ou Nobre Guedes, Paulo Portas tem muitos neurónios e muitas sinapses. Tem, aliás, muitos mais do que os necessários para produzir os discursos elementares que faz sobre nação, defesa, justiça, imigrantes e solidariedade social.

E é isso que faz dele um político perigoso. Ele sabe exactamente - ao contrário de muitos dos que o rodeiam - que aqueles são discursos elementares que pretendem ressonar com os instintos mais básicos da sociedade portuguesa.

Quem é que imagina que Paulo Portas possa acreditar verdadeiramente no "milagre de Nossa Senhora de Fátima"?

O bailado de Isabel (2) :-


15 de Setembro 23:00
categoria 3 (ventos de 195 km/h)
26.1N 70.2W
11 km/h NW


[hurricane Isabel 02]
[imagem: NASA]

Estamos a chegar ao ponto sem retorno. Entre o furacão e a costa dos EUA já só quase existe a corrente do Golfo - uma corrente de ar quente que servirá como potencial alimentador da tempestade. Esta é a noite em que todas as borboletas terão que bater as asas para afastar Isabel.

Amanhã é dia para se começar a tomar algumas precauções, se se confirmar o mais provável. Àgua engarrafada e comida enlatada, é o mais importante. O depósito do carro cheio com gasolina, algum dinheiro na carteira, uma lanterna, um rádio a pilhas, o telemóvel e o portátil com as baterias carregadas, completam a lista.

Embora a mais de 200 km da costa, o sítio onde nos encontramos poderá vir a sentir, com alguma intensidade, os efeitos de Isabel. Mas nada que se compare com aquilo que sentirão as gentes do mar; com aquilo que já sentem. As ondas começam a crescer. É preciso olhar pelos barcos...

Dog of Guard :-


Há uns meses, encontrei uma edição norte-americana de um livro escrito há 150 anos por dois portugueses.

José da Fonseca e Pedro Carolino, escreveram, em 1855, um livro original e ousado para a altura. Com o longuíssimo título "O Novo Guia da Conversação, em Portuguez e Inglez, em Duas Partes: The New Guide of the Conversation, in Portuguese and English, in Two Parts", o livro pretendia ser um guia de vocabulário português e inglês, destinado aos estudantes portugueses da época.

A edição norte-americana, que tive a sorte de encontrar, é de 2001 e tem o sugestivo nome "English as She is Spoke". O mais inesperado, é que esta não é a primeira edição deste livro nos Estados Unidos. De facto, já é - que eu saiba - a terceira. A questão que se põe é saber porque é que este livro obscuro despertou, e continua a despertar, tanto interesse nos Estados Unidos.

Embora tenha sido escrito com todas as boas intenções do mundo, o livro é uma autêntica obra de arte no que à má tradução diz respeito. José da Fonseca e Pedro Carolino tiveram a visão de editar um livro de vocabulário português e inglês. Só que... não tinham dicionário de inglês-português, nem percebiam patavina de inglês.

Na altura, o mundo francófono era a referência dos intelectuais, pelo que o livro foi escrito com a ajuda de dois dicionários: um de português-francês e outro de francês-inglês. Claro que não demorou muito tempo até que este se tornasse uma referência do humor não intencional.

Poucos anos depois da sua primeira edição (Paris, J. P. Aillaud), o livro foi editado nos Estados Unidos com prefácio escrito pelo famoso Mark Twain. Escreveu este: «Nobody can add to the absurdity of this book, nobody can imitate it successfully, nobody can hope to produce its fellow; it is perfect, it must and will stand alone: its immortality is secure». E assim o é, 150 anos depois.

E por falar em traduções. Que tal a tradução automática que o Google faz do Cão de Guarda?

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

O bailado de Isabel (1) :-


15 de Setembro 17:00
categoria 3 (ventos de 200 km/h)
25.6N 70.0W
13 km/h NW


[hurricane Isabel 01]
[crédito da fotografia: NOAA]

Desgraçadas borboletas! Ao que tudo indica, o Isabel vai chegar à costa este dos EUA lá para quinta-feira à hora de almoço. Embora tenha perdido potência nos últimos dias, não deixa de ser preocupante saber que o fará com ventos próximos dos 200 km/h. E, infelizmente, vai fazê-lo num dos sítios mais bonitos e frágeis da costa este norte-americana: os Outer Banks, na Carolina do Norte.

Por lá, ainda há praias extensas e selvagens; e tartarugas gigantes. Os Outer Banks são a terra de pescadores bravos como já há poucos. E são o cemitério de barcos do Atlântico - o Vera Cruz VII afundou lá em 1903 e o Oriente quatro anos depois. Na lindíssima vila de Ocracoke, viveu o pirata Barba Negra até ao dia em que foi morto a mando do governador inglês da Virgínia. Os Outer Banks são uma terra do mar. E como todas as terras do mar, são uma terra frágil.

De todos os sítios onde Isabel poderia terminar o seu bailado, os Outer Banks são o que menos o merecia. Por serem únicos. Pode ser que ao se aproximar, Isabel se aperceba da sua singularidade. E decida então ir terminar o bailado nas profundas àguas do Atlântico.

sábado, 13 de setembro de 2003

Volto já :-


[hurricane Isabel 0] Volto na segunda à noite.

Entretanto, espero que esta coisa, de nome Isabel, não tenha a veleidade de se dirigir para estas bandas enquanto eu estiver blogosfericamente ausente.

E, já agora, há um pedido de desculpas a fazer à formiga. Pelo encontro falhado da passada quinta-feira, no "El Farol" de Santa Fé.

Mas fica a promessa de que por lá passarei na próxima semana. Para que possamos falar do deserto a 2 mil metros de altitude e dos índios que por lá ainda vivem. E, ainda, da mais bela sala de ópera do mundo e das galerias de arte da Canyon Road. Pelo meio, teremos que falar da ciência que se faz lá para os lados do "Santa Fe Institute" e do "Los Alamos National Laboratory". E, enquanto falamos destas coisas todas, podemos ir comendo umas tapas e bebendo uma sangria. No fim, à sobremesa, poderemos tentar decidir sobre que "efeito borboleta" será necessário provocar, para que uma frequência de ressonância seja gerada nos cérebros de alguns dos dirigentes políticos portugueses...

Até para a semana.

[crédito da fotografia: NOAA]

sexta-feira, 12 de setembro de 2003

"Onzes" de Setembro (2) :-


O adufe chama a atenção para uma frase infeliz no meu post anterior.

No segundo parágrafo, afirmo "Sem nada que o fizesse prever, o Público decidiu evocar a passagem dos 30 anos sobre o golpe de estado militar no Chile." Obviamente que a primeira impressão com que se fica é a de que eu acho que não era expectável a referência, por parte da comunicação social, à passagem dos 30 anos sobre o violento golpe de estado militar no Chile.

Infelizmente, a minha intenção não era essa, embora assim o possa parecer. No seguimento do que está escrito no primeiro parágrafo do post anterior, aquilo que eu pretendia afirmar era: «Andávamos nós aqui na blogosfera a discutir a questão do Chile e dos Estados Unidos e de repente acordamos e o jornal Público faz referência aos dois acontecimentos». É nesse sentido que eu considero "inesperado"; no sentido em que se repetiu na biosfera a polémica iniciada na blogosfera. Sobre isto, assumo que as palavras possam não ter sido as mais bem escolhidas.

Mas o adufe ficou incomodado com outras afirmações feitas no mesmo post. Só que sobre essas não há retorno possível.

A referência legítima, por parte da comunicação social, aos 30 anos do "11 de Setembro" do Chile, não siginifica que se possa construir uma ponte simbólica entre um edifício-sede do poder militar americano destruído por um atentado terrorista, e um general chileno assassino apoiado pelo mesmo poder 30 anos antes. Essa simbologia de que terá sido feita "justiça" é o que está estampado na capa do Público. É isso que eu considero uma "pornográfica tentativa de sedução" dirigida a uma certa esquerda em que não me revejo. E, se calhar, é também a essa simbologia que o Pacheco Pereira se refere e até é capaz de ter razão.

"Onzes" de Setembro :-


Pois é. Aquilo que se pensava ser exclusivo da blogosfera utrapassou as fronteiras cibernáuticas e foi parar direitinho à biosfera; mais propriamente à capa do jornal Público de ontem.

Sem nada que o fizesse prever, o Público decidiu evocar a passagem dos 30 anos sobre o golpe de estado militar no Chile. E fê-lo com honras de primeira página. Na mesma página, note-se, onde é evocada a passagem dos dois anos sobre os atentados terroristas em território norte-americano.

As reacções não se fizeram esperar. Alguma direita, sente-se ofendida com a referência ao General Pinochet. E alguma esquerda, só não se manifesta, porque foi apanhada de surpresa e não estava à espera de tamanha prenda.

Mas a capa do jornal Público é tudo menos inocente e "politicamente correcta". É, aliás, uma grande provocação. Porquê fazer capa com as fotografias de Pinochet e do Pentágono, se os símbolos máximos de um e de outro "11 de Setembro" são o palácio de La Moneda e as torres do World Trade Center?

A substituição de símbolos civis por militares não foi, obviamente, acidental. Foi, até, um gesto muito malandro. Ao fim e ao cabo, foi o poder militar americano - que se pensava imbatível, mas cuja sede máxima aparece na fotografia da capa com a fachada caída - que ajudou Pinochet a destituir um governo de legitimidade democrática.

E isto é um claro piscar de olhos à esquerda, como há muito não se via lá para os lados da Rua do Viriato. Só que pela esquerda que me toca, não aceito tão pornográfica tentativa de sedução.

P.S. É simplista a afirmação de que o dia de ontem foi sentido de forma diferente, em sítios diferentes. Mas não há forma alguma de lutarmos contra o relativismo, no que toca a emoções. Para duas crianças suecas, o dia de ontem foi trágico. E não teve nada a ver com o Chile ou com os Estados Unidos. Teve sim a ver com um assassinato inexplicável. O assassinato de uma mulher, ministra sueca dos negócios estrangeiros e adepta incondicional da adesão da Suécia ao euro.

quinta-feira, 11 de setembro de 2003

9.11 :-


[Chad drawing]
Desenho de Chad, Canadá

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Quem é que os compreende? :-


Amanhã, dia 11 de Setembro, a direita e a esquerda vão andar às turras para ver qual dos "11 de Setembro" é mais grave: o de há 30 anos no Chile, ou o de há 2 anos nos Estados Unidos.

Investimentos :-


«If you think education is expensive, try ignorance.»
Derek Bok, antigo Presidente da Universidade de Harvard.

terça-feira, 9 de setembro de 2003

Gatos de Schrödinger (2) :-


Ora aqui está uma excelente forma de pôr esses processadores Pentium a laborar em nome da Humanidade.

A ideia é simples: Os modelos que descrevem as alterações climáticas na Terra são matematicamente muito complexos. De tal forma complexos, que é necessário recorrer aos mais rápidos supercomputadores do mundo para os resolver.

Só que estes, para além de terem que resolver as horrorosas equações diferenciais dos modelos, têm também que analisar os dados referentes às milhentas observações de indicadores climáticos que são feitas diariamente lá em baixo (cima?) na biosfera. E isto é muito penoso, mesmo para o mais rápido supercomputador do mundo.

Por outro lado, os muitos milhões de computadores pessoais deste planeta passam a maior parte do tempo a vegetar. Quer dizer, ler um post no Cão de Guarda não é propriamente vegetar, mas também não exige assim tanto esforço como isso ao Pentium-zinho que por aí têm.

Pois bem, seguindo a ideia original dos caçadores de extraterrestres (SETI) e inspirados pelo sucesso de muitos outros projectos, os tipos das alterações climáticas lembraram-se de pedir ao mundo para utilizar os PCs de cada um de nós na análise dos Gigabytes de informação que eles andaram a recolher por esse planeta azul fora.

O lançamento público da coisa é só dia 12, mas por aqui pode-se ir aprendendo mais.

Up again :-


O servidor está de regresso. Finalmente...

Ops :-


As imagens do Cão de Guarda não estão disponíveis, porque o servidor onde elas estão alojadas está em baixo. Regresse mais tarde para as ver. Entretanto, passe uma vista de olhos pelos outros posts.

Gatos de Schrödinger (1) :-


[rotating neutron star]
Estrela de neutrões em rotação [simulação]