Esta manhã tinha várias ideias para posts que tinha pensado deixar aqui ficar hoje. Neste momento desapareceram completamente! Há momentos onde as palavras perdem o seu sentido habitual. Só ficam os sentimentos, o espanto, o horror, a incompreensão. Como é possível? Para quê? Como pode ser planeado com tanta frieza e calculismo a morte de seres humanos completamente inocentes, trabalhadores, imigrantes, jovens, crianças...???? É possível ? Foi. Temos de acreditar.
M.L.
quinta-feira, 11 de março de 2004
terrorismos
quando cheguei a La Paz, quase meia-noite de um dia de greves, de bloqueios, de violência, e deparei com um restaurante-bar-pontodeencontro judeu, repleto de jovens, fiquei admirado, muito admirado. já no Titicaca peruano encontrara 3 raparigas israelitas de 20-21 anos, e ficara surpreendido. afinal, depois de 2-3 anos no exército, com bombas a explodir ao lado, precisavam da Amazónia ou do salar de Uyuni, 'para refazerem a cabeça'
depois disso, na primeira manifestação em defesa da Palestina, em Lisboa, não consegui suportar mais que uma palavra anti-israelita, como se os dois lados da barricada pudessem separar os bons e os maus
estes atentados em Madrid justificam todo o repúdio. e mesmo que Aznar e PP se sirvam dele para uma manifestação, se eu fosse espanhol, estaria nela. contra o terrorismo dos muros da vergonha no Médio Oriente ou contra as bombas das ETA, contra os terrorismos
zé
Mais gastos à vista
Partidas da sociedade de consumo! Se há criatura anti-consumista, acho que sou eu. Por educação, feitio, eu sei lá, mas a verdade é que penso várias vezes antes de comprar qualquer coisa e não me tenho dado mal com isso.
Quando apareceram os DVD fiquei interessada, como toda a gente, é certo que têm grandes vantagens sobre as gravações de vídeo, mas os preços dos primeiros leitores eram assustadores. Adiante, achei que era um bem completamente supérfluo. E, já agora, porque entre um filme em vídeo e uma ida ao cinema a segunda opção vence aos pontos – nada se compara para mim à magia da sala escura, e ao grande ecran.
Depois os “leitores” de DVD começaram a baixar de preço vertiginosamente e a fazer pensar, mas a tal costela anti-consumista dizia-me que o que devia comprar era um leitor/gravador e esses ainda eram incomportáveis. Portanto, mais uma vez... adiante !
Só que agora apanhei um golpe baixo. Passo pela Fnac e descubro que alguns dos meus filmes de culto aparecem em versão DVD. Muitos deles nem mesmo em vídeo sabia que alguma vez tivessem sido editados. Pronto. Lá terá de ser. Parte-se o mealheiro e entra um leitor de DVD em mais uma casa portuguesa.
M.L.
Quando apareceram os DVD fiquei interessada, como toda a gente, é certo que têm grandes vantagens sobre as gravações de vídeo, mas os preços dos primeiros leitores eram assustadores. Adiante, achei que era um bem completamente supérfluo. E, já agora, porque entre um filme em vídeo e uma ida ao cinema a segunda opção vence aos pontos – nada se compara para mim à magia da sala escura, e ao grande ecran.
Depois os “leitores” de DVD começaram a baixar de preço vertiginosamente e a fazer pensar, mas a tal costela anti-consumista dizia-me que o que devia comprar era um leitor/gravador e esses ainda eram incomportáveis. Portanto, mais uma vez... adiante !
Só que agora apanhei um golpe baixo. Passo pela Fnac e descubro que alguns dos meus filmes de culto aparecem em versão DVD. Muitos deles nem mesmo em vídeo sabia que alguma vez tivessem sido editados. Pronto. Lá terá de ser. Parte-se o mealheiro e entra um leitor de DVD em mais uma casa portuguesa.
M.L.
Dias felizes e dias infelizes
Frase de um post de Luís Rainha no BdE:
«Quem nunca teve um daqueles dias tão recheados de más notícias, correrias, desgraças de formatos e cores variáveis, que parece mesmo pesar-nos demais no peito, emitindo ao entardecer pequenos presságios de dor à laia de aviso de colapso iminente?«
É tal e qual assim. O recheio dos dias tem a mania de vir em cachos de momentos maus ou momentos bons. É um raio de uma magia qualquer. Toda a gente passa por momentos onde parece que as forças dos deuses todos se uniram para nos tramar. Não há nada que não corra mal. Quando se pensa que já tudo aconteceu, descobrimos que ainda há um pequenino azar para nos cair em cima.
O bom, é que a fórmula inversa também funciona. É por revoadas. Há ocasiões onde parece que uma fada azul ou um anjo de azas brancas anda a tomar conta de nós. Tudo nos corre bem. Como se a sorte atraísse mais sorte. E esta fórmula, comigo, tem a mania das grandezas e não se fica por “dias” é mesmo “épocas”. Ao contrário do Luís tive ontem um dia glorioso, completamente doirado, onde tudo o que desejava milagrosamente aconteceu. Quase tenho medo de respirar ainda assim a bola de sabão mágica rebente, e este momento desapareça. Se não rebentar, pode ser que me esteja a aproximar de uma dessas épocas onde a alegria atrai alegria. É a noção, que a linguagem brasileira tornou popular, de “pensamento positivo”. Só que acho que para se pensar positivo temos de ter um ponto de partida já positivo. Nos momentos mais cinzentos não se encontra um ponto sólido para firmar a escada para começarmos a subir. Deve ser por isso que Portugal anda deprimido e pessimista. Olhamos à volta e é difícil encontrar o tal ponto positivo. A não ser que se considere que uma vez que não pode estar pior, agora o caminho só pode ser para cima...
M.L.
«Quem nunca teve um daqueles dias tão recheados de más notícias, correrias, desgraças de formatos e cores variáveis, que parece mesmo pesar-nos demais no peito, emitindo ao entardecer pequenos presságios de dor à laia de aviso de colapso iminente?«
É tal e qual assim. O recheio dos dias tem a mania de vir em cachos de momentos maus ou momentos bons. É um raio de uma magia qualquer. Toda a gente passa por momentos onde parece que as forças dos deuses todos se uniram para nos tramar. Não há nada que não corra mal. Quando se pensa que já tudo aconteceu, descobrimos que ainda há um pequenino azar para nos cair em cima.
O bom, é que a fórmula inversa também funciona. É por revoadas. Há ocasiões onde parece que uma fada azul ou um anjo de azas brancas anda a tomar conta de nós. Tudo nos corre bem. Como se a sorte atraísse mais sorte. E esta fórmula, comigo, tem a mania das grandezas e não se fica por “dias” é mesmo “épocas”. Ao contrário do Luís tive ontem um dia glorioso, completamente doirado, onde tudo o que desejava milagrosamente aconteceu. Quase tenho medo de respirar ainda assim a bola de sabão mágica rebente, e este momento desapareça. Se não rebentar, pode ser que me esteja a aproximar de uma dessas épocas onde a alegria atrai alegria. É a noção, que a linguagem brasileira tornou popular, de “pensamento positivo”. Só que acho que para se pensar positivo temos de ter um ponto de partida já positivo. Nos momentos mais cinzentos não se encontra um ponto sólido para firmar a escada para começarmos a subir. Deve ser por isso que Portugal anda deprimido e pessimista. Olhamos à volta e é difícil encontrar o tal ponto positivo. A não ser que se considere que uma vez que não pode estar pior, agora o caminho só pode ser para cima...
M.L.
quarta-feira, 10 de março de 2004
Chineses
Quando li esta notícia,
“Depois da divulgação de panfletos anti-aborto pela SOS Vida, o representante de Taiwan em Portugal exige um pedido de desculpas por parte da associação, além de uma declaração por parte do Governo português” ,
pareceu-me uma inevitabilidade de todo este triste processo. É que ainda por cima, se há povo que adore crianças é o povo chinês. Eu conheço mais ou menos bem certos aspectos da China e não aprecio todos. De um modo geral até ponho grandes reservas a alguma da sua forma de pensar e a muitos dos seus valores. Mas se há coisa simpática, para uma mentalidade europeia é a sua forma de tratar crianças sobretudo pequeninas. Eles adoram crianças. Creio que o golpe do “filho único” deve ter sido mais duro ainda ali do que o seria para outros povos. Portanto aquela ideia terrível do pedo-canibalismo calculo que se chega lá aidna somos atingidos por um míssil sem percebermos o que se passou.
M.L.
“Depois da divulgação de panfletos anti-aborto pela SOS Vida, o representante de Taiwan em Portugal exige um pedido de desculpas por parte da associação, além de uma declaração por parte do Governo português” ,
pareceu-me uma inevitabilidade de todo este triste processo. É que ainda por cima, se há povo que adore crianças é o povo chinês. Eu conheço mais ou menos bem certos aspectos da China e não aprecio todos. De um modo geral até ponho grandes reservas a alguma da sua forma de pensar e a muitos dos seus valores. Mas se há coisa simpática, para uma mentalidade europeia é a sua forma de tratar crianças sobretudo pequeninas. Eles adoram crianças. Creio que o golpe do “filho único” deve ter sido mais duro ainda ali do que o seria para outros povos. Portanto aquela ideia terrível do pedo-canibalismo calculo que se chega lá aidna somos atingidos por um míssil sem percebermos o que se passou.
M.L.
Ideias Feitas
Embirro com ideias feitas.
Esta é uma frase parva porque ninguém gosta de ideias feitas, já o nome é ofensivo! Só que as nossas são originais e correctas, as dos outros é que são "feitas"... Mas creio que me faço compreender: há muitas noções que, porque são partilhadas por uma maioria, são tidas como verdades incontestáveis e nunca nos interrogamos sobre elas.
Ultimamente andamos a recuperar o conceito de auto-estima. E isto porque durante muitos e muitos anos, era considerado egoísmo e feio, pensarmos em nós. A pessoa bem formada pensava sempre primeiro nos outros e deixava-se ficar para último. Era assim que "devia ser". Até que houve quem protestasse, que por exemplo não se podia dar o que não se tinha e quem não recebia amor dificilmente o dava, etc., etc. A conhecida história/metáfora de que num avião um adulto acompanhado de uma criança, se fôr necessário recorrer às máscaras de oxigénio deve primeiro colocar a sua e só depois, lúcido, colocar a da criança. O que quer dizer que vai tudo no mesmo sentido, para se viver em sociedade temos de gostar dos outros mas também, e se calhar primeiro, gostar de nós mesmos. Uma volta de quase 180 graus.
O que é giro, é que se cumprirmos os célebres "mandamentos" - e nada mais correcto e isento do que os mandamentos da lei de Deus - diz-se que os 10 se podem resumir em "Amar a Deus sobre todas as coisas" e...."Amar o próximo como a nós mesmo". Não vem cá com ideias de amar mais do que a nós! É tal e qual - ao próximo como a nós mesmo.
M.L.
Esta é uma frase parva porque ninguém gosta de ideias feitas, já o nome é ofensivo! Só que as nossas são originais e correctas, as dos outros é que são "feitas"... Mas creio que me faço compreender: há muitas noções que, porque são partilhadas por uma maioria, são tidas como verdades incontestáveis e nunca nos interrogamos sobre elas.
Ultimamente andamos a recuperar o conceito de auto-estima. E isto porque durante muitos e muitos anos, era considerado egoísmo e feio, pensarmos em nós. A pessoa bem formada pensava sempre primeiro nos outros e deixava-se ficar para último. Era assim que "devia ser". Até que houve quem protestasse, que por exemplo não se podia dar o que não se tinha e quem não recebia amor dificilmente o dava, etc., etc. A conhecida história/metáfora de que num avião um adulto acompanhado de uma criança, se fôr necessário recorrer às máscaras de oxigénio deve primeiro colocar a sua e só depois, lúcido, colocar a da criança. O que quer dizer que vai tudo no mesmo sentido, para se viver em sociedade temos de gostar dos outros mas também, e se calhar primeiro, gostar de nós mesmos. Uma volta de quase 180 graus.
O que é giro, é que se cumprirmos os célebres "mandamentos" - e nada mais correcto e isento do que os mandamentos da lei de Deus - diz-se que os 10 se podem resumir em "Amar a Deus sobre todas as coisas" e...."Amar o próximo como a nós mesmo". Não vem cá com ideias de amar mais do que a nós! É tal e qual - ao próximo como a nós mesmo.
M.L.
terça-feira, 9 de março de 2004
Prós e Contras
Nem sempre oiço este programa da RTP. Começa tarde e acaba tardíssimo para as minhas horas normais de sono e, além disso, não aprecio a moderadora. Pertence aquela escola agressiva de inquirir as pessoas que, não sei se as incomoda a elas mas a mim que assisto, incomoda-me muito. Mas ontem abri uma excepção porque o tema me interessava muito e os participantes abriam o apetite. É claro que, dado a escolha dos participantes o tema não deveria ser “educação” e sim “novas famílias” e esse aspecto foi realçado quando as coisas começaram a aquecer por várias vezes.
Bem, vamos ao Vilas-Boas. Era uma das atracções como é óbvio, mas foi uma decepção. Sou suspeita, porque já aqui disse que sempre detestei o homem, mas ontem nem dava para detestar o suficiente. Deve ter ouvido tantas ou tão poucas que agora só falava de leis. Mas o homem não é militar? Não é “psicólogo”? Agora é jurista? A verdade é que jogou completamente à defesa, afinal não disse nada daquilo que disseram que ele disse! Tadinho! Bom, é certo que muitas vezes o que se diz retirado do contexto assume aspectos que parecem perfeitos disparates. Isso é frequente, mas a pessoa quando o nota imediatamente faz publicar um esclarecimento. Ainda muito recentemente se deu um caso destes com uma notícia da Lusa. Ora o Sr. Major não só não chamou a atenção como reforçou as suas declarações na TV. Só ontem veio com a conversa de que tinha sido outro o seu discurso. Batoteiro!
O Miguel Vale de Almeida estava ali por causa do major. Era óbvio. Se o tema fosse apenas educação, além da M.ª Emília Brederode e Eduardo Sá, deveria estar ou outro pedagogo ou na sociologia, dentro da sociologia da família. Claro que se o tema vier a ser “novas famílias” o painel já será mais correcto. Mas afinal, com tanta falta de luta pelo lado Vilas-Boas o discurso do Miguel teve de ser muito mais sereno. E foi. Vinha documentado, mas como a conversa não foi por ali, os temas ficaram apenas levantados.
O que achei completamente extraordinário foi a escolha das famílias, representativas. Gostei mesmo muito que, como família monoparental, viesse um pai e uma filha. E um pai excelente. Pareceu-me uma muito boa escolha, mas ficou a faltar a mãe com um ou vários filhos. Acho que havia espaço para os dois casos, e devemos reconhecer que é muito mais frequente a monoparentalidade ser representada pela mãe e filhos. Também foi correcto (até pela polémica recente) a presença de uma família homossexual. E aquela mostrou-se uma boa mãe, dificilmente se lhe poderia apontar qualquer coisa. Faltou contudo a representação de algo, frequentíssimo, que é a família “reconstruída”. É talvez, estatisticamente, o mais vulgar, haver filhos de um primeiro e um segundo casamento – onde estavam eles?
Agora o que foi delicioso foi a escolha da “família tradicional”. Calculo que a produção do programa é anti-família- tradicional. Só pode. E não poderia ter feito melhor trabalho. É que “aquilo” é inacreditável em 2004. Vamos ver:
Obviamente de um meio social bem elevado. Marido de profissão liberal, encontra a mulher na faculdade e casam. Ela com um curso superior rigorosamente igual ao dele, arruma a sua formação e dedica-se a ser a fada do lar. Começam a ter filhos. Até ao momento 3, mas ainda são jovens ele afirma, com um sorriso significativo, que esperam ter muitos mais. Ele falou todo o tempo de antena enquanto a mulher sorria e abanava a cabeça. Aparentemente nem lhes passa pela cabeça que os anos em que ela andou a estudar poderiam ter sido melhor aproveitados. Talvez um curso de puericultura, ou ciências domésticas... O modelo que transmitiram chegava a ser engraçado, de tão antiquado era. Quantas famílias encontramos em Portugal representadas por aqueles dois? Só para rir.
Quanto á Educação que era o motivo do programa, deve ficar para outro programa... Falou um professor e um aluno, o primeiro dizendo coisas um pouco controversas. A Mª Emília argumentou bastante bem em relação a alguns comentários de César das Neves que não se vê bem a que título ali estava. Eduardo Sá tentou sempre levantar a bandeira do bom senso e tolerância familiar. Enfim um debate a prosseguir depois desdobrando o “dois em um” – um sobre Novas Famílias, e outro sobre Educação
M.L.
Bem, vamos ao Vilas-Boas. Era uma das atracções como é óbvio, mas foi uma decepção. Sou suspeita, porque já aqui disse que sempre detestei o homem, mas ontem nem dava para detestar o suficiente. Deve ter ouvido tantas ou tão poucas que agora só falava de leis. Mas o homem não é militar? Não é “psicólogo”? Agora é jurista? A verdade é que jogou completamente à defesa, afinal não disse nada daquilo que disseram que ele disse! Tadinho! Bom, é certo que muitas vezes o que se diz retirado do contexto assume aspectos que parecem perfeitos disparates. Isso é frequente, mas a pessoa quando o nota imediatamente faz publicar um esclarecimento. Ainda muito recentemente se deu um caso destes com uma notícia da Lusa. Ora o Sr. Major não só não chamou a atenção como reforçou as suas declarações na TV. Só ontem veio com a conversa de que tinha sido outro o seu discurso. Batoteiro!
O Miguel Vale de Almeida estava ali por causa do major. Era óbvio. Se o tema fosse apenas educação, além da M.ª Emília Brederode e Eduardo Sá, deveria estar ou outro pedagogo ou na sociologia, dentro da sociologia da família. Claro que se o tema vier a ser “novas famílias” o painel já será mais correcto. Mas afinal, com tanta falta de luta pelo lado Vilas-Boas o discurso do Miguel teve de ser muito mais sereno. E foi. Vinha documentado, mas como a conversa não foi por ali, os temas ficaram apenas levantados.
O que achei completamente extraordinário foi a escolha das famílias, representativas. Gostei mesmo muito que, como família monoparental, viesse um pai e uma filha. E um pai excelente. Pareceu-me uma muito boa escolha, mas ficou a faltar a mãe com um ou vários filhos. Acho que havia espaço para os dois casos, e devemos reconhecer que é muito mais frequente a monoparentalidade ser representada pela mãe e filhos. Também foi correcto (até pela polémica recente) a presença de uma família homossexual. E aquela mostrou-se uma boa mãe, dificilmente se lhe poderia apontar qualquer coisa. Faltou contudo a representação de algo, frequentíssimo, que é a família “reconstruída”. É talvez, estatisticamente, o mais vulgar, haver filhos de um primeiro e um segundo casamento – onde estavam eles?
Agora o que foi delicioso foi a escolha da “família tradicional”. Calculo que a produção do programa é anti-família- tradicional. Só pode. E não poderia ter feito melhor trabalho. É que “aquilo” é inacreditável em 2004. Vamos ver:
Obviamente de um meio social bem elevado. Marido de profissão liberal, encontra a mulher na faculdade e casam. Ela com um curso superior rigorosamente igual ao dele, arruma a sua formação e dedica-se a ser a fada do lar. Começam a ter filhos. Até ao momento 3, mas ainda são jovens ele afirma, com um sorriso significativo, que esperam ter muitos mais. Ele falou todo o tempo de antena enquanto a mulher sorria e abanava a cabeça. Aparentemente nem lhes passa pela cabeça que os anos em que ela andou a estudar poderiam ter sido melhor aproveitados. Talvez um curso de puericultura, ou ciências domésticas... O modelo que transmitiram chegava a ser engraçado, de tão antiquado era. Quantas famílias encontramos em Portugal representadas por aqueles dois? Só para rir.
Quanto á Educação que era o motivo do programa, deve ficar para outro programa... Falou um professor e um aluno, o primeiro dizendo coisas um pouco controversas. A Mª Emília argumentou bastante bem em relação a alguns comentários de César das Neves que não se vê bem a que título ali estava. Eduardo Sá tentou sempre levantar a bandeira do bom senso e tolerância familiar. Enfim um debate a prosseguir depois desdobrando o “dois em um” – um sobre Novas Famílias, e outro sobre Educação
M.L.
Sondagens e reacções naturais
Há um fenómeno muito engraçado quanto às sondagens de opinião. Eu, declaro já, que não percebo mesmo nada do assunto. Números não é comigo, ponto final. Tenho de acreditar que quem faz esses estudos sabe o que faz, e não posso criticar uma coisa que não sei.
Mas, o interessante é ver que quando o que as sondagens vêm ao encontro daquilo que nós pensamos, ficamos reforçadíssimos e a sentir como éramos inteligentes porque já sabíamos aquilo que os números vêm confirmar. Se por azar dizem o contrário do que pensamos, fica-se logo com a ideia de que o trabalho foi mal feito, não é possível aquele resultado.
Eu contra mim falo, porque sinto exactamente o que acabei de escrever! Também me irrito quando não se confirma o que penso e fico toda contente no caso oposto.
E, a propósito, lembro-me sempre, de que há bastantes anos havia no meu serviço uma comissão de trabalhadores. Acontece que eu era uma espécie de "presidente da mesa". Apareciam muitas propostas que eram discutidas e votadas. Um dos colegas fazia muitas propostas e fundamentava-as mas, por vezes, perdia. Dizia então: "Deixa-me explicar melhor; não entenderam" e voltava a argumentar. Votava-se e ele perdia. Repetia: "Desculpa, não entenderam, com certeza. Eu explico melhor" E isto sucessivamente até eu já me rir de gargalhada e dizer: "Desculpa lá! Toda a gente percebeu, só que não concordam!!!!" Lembro-me muitas vezes deste meu amigo, pois se ele estava tão certo de ter razão como era possível não concordarem com ele!?! Todos nós somos um bocadinho assim.
M.L.
Mas, o interessante é ver que quando o que as sondagens vêm ao encontro daquilo que nós pensamos, ficamos reforçadíssimos e a sentir como éramos inteligentes porque já sabíamos aquilo que os números vêm confirmar. Se por azar dizem o contrário do que pensamos, fica-se logo com a ideia de que o trabalho foi mal feito, não é possível aquele resultado.
Eu contra mim falo, porque sinto exactamente o que acabei de escrever! Também me irrito quando não se confirma o que penso e fico toda contente no caso oposto.
E, a propósito, lembro-me sempre, de que há bastantes anos havia no meu serviço uma comissão de trabalhadores. Acontece que eu era uma espécie de "presidente da mesa". Apareciam muitas propostas que eram discutidas e votadas. Um dos colegas fazia muitas propostas e fundamentava-as mas, por vezes, perdia. Dizia então: "Deixa-me explicar melhor; não entenderam" e voltava a argumentar. Votava-se e ele perdia. Repetia: "Desculpa, não entenderam, com certeza. Eu explico melhor" E isto sucessivamente até eu já me rir de gargalhada e dizer: "Desculpa lá! Toda a gente percebeu, só que não concordam!!!!" Lembro-me muitas vezes deste meu amigo, pois se ele estava tão certo de ter razão como era possível não concordarem com ele!?! Todos nós somos um bocadinho assim.
M.L.
Dia do Filho
Ontem foi Dia da Mulher. Para mim, hoje é o Dia do Filho. O meu rapaz faz anos e o post de hoje é para ele. PARABÉNS, meu querido!
Do meu ponto de vista, este é o dia mais importante do ano, se calhar também pelo facto do rapaz ter sido exemplar único. Quem põe os ovos todos no mesmo cesto tem tendência a cuidar exageradamente dele. Mas acho que fiz obra asseada!
O que tem graça é que em todos os 9 de Março vem a ladainha comum à esmagadora maioria dos pais:
“Já tantos??!”
“Ainda ontem nasceu!”
“Como o tempo passa depressa!!!”
Mas eu fico bem feliz por ver como este tempo passou. Afinal passou tão bem, e a nossa resistência às inevitáveis tempestades da vida tem resultado. Ver crescer um filho é dos momentos de felicidade que a vida nos pode dar, de felicidade pura, transparente, luminosa. Uma imagem que ainda me aquece, quando me sinto menos bem, é recordá-lo a correr muito, calcanhares a baterem no rabo, de braços abertos para mim. Já lá vão tantos anos mas aquela carinha radiosa a correr ao meu encontro é uma imagem de luz que me justifica ter vivido. Pensamos então que tudo vale a pena. Obrigada, querido.
M.L.
Do meu ponto de vista, este é o dia mais importante do ano, se calhar também pelo facto do rapaz ter sido exemplar único. Quem põe os ovos todos no mesmo cesto tem tendência a cuidar exageradamente dele. Mas acho que fiz obra asseada!
O que tem graça é que em todos os 9 de Março vem a ladainha comum à esmagadora maioria dos pais:
“Já tantos??!”
“Ainda ontem nasceu!”
“Como o tempo passa depressa!!!”
Mas eu fico bem feliz por ver como este tempo passou. Afinal passou tão bem, e a nossa resistência às inevitáveis tempestades da vida tem resultado. Ver crescer um filho é dos momentos de felicidade que a vida nos pode dar, de felicidade pura, transparente, luminosa. Uma imagem que ainda me aquece, quando me sinto menos bem, é recordá-lo a correr muito, calcanhares a baterem no rabo, de braços abertos para mim. Já lá vão tantos anos mas aquela carinha radiosa a correr ao meu encontro é uma imagem de luz que me justifica ter vivido. Pensamos então que tudo vale a pena. Obrigada, querido.
M.L.
segunda-feira, 8 de março de 2004
8 de Março
É engraçado observar como um facto tão pacífico e, até certo ponto, aparentemente consensual, pode gerar posições tão fortes e antagónicas. Refiro-me a ter sido consagrado o 8 de Março como o Dia da Mulher. E, como quase sempre que as posições se extremam, rapidamente se perde a razão. Porque, no meu ponto de vista, o que acontece é misturarem-se conceitos e ideias e nessa caldeirada começamos a discutir coisas diferentes. Vamos ver se consigo expor as minhas ideias com alguma clareza:
Há quem recuse celebrar este dia. Afirme que só faria sentido se existisse um Dia do Homem. E é verdade. Se pensarmos neste dia como de defesa e protecção, como se se tratasse de uma minoria social, entendo que haja quem não o aceite. Na mesma linha o Dia da Criança e o Dia da Mulher, pode ser um pouco... enfim, ofensivo. Também eu reajo um pouco às revistas "femininas", e fez-me confusão o "Sic Mulher". Parece-me que é uma separação exclusivamente sócio-cultural e de estereótipos Mas, a verdade verdadeira, é que não sendo uma minoria, o género feminino ainda é tratado por todo o mundo de um modo discriminatório. Que tem havido, sobretudo nos países do norte, um avanço espectacular no último século e sobretudo nas últimas décadas, é um facto inquestionável. Mas que o "nascer-se mulher" é ainda enfrentar um mundo de dificuldades, creio ser consensual. Lá por ser desagradável, não quer dizer que não seja AINDA um facto que não se pode varrer para debaixo do tapete. Já sei, já sei, que há cada vez mais excepções,( ainda bem!) mas são, por enquanto, excepções.
Mas há a outra faceta. Por algum motivo se escolheu o 8 de Março. Não se pensa que o 1º de Maio, por ser o Dia do Trabalhador seja duma minoria e necessitar protecção, pois não?.As mulheres do 8 de Março são as operárias americanas que enfrentaram o mundo do trabalho. Não são as mulheres-criança, com necessidade de serem protegidas pelos homens, nem são as mulheres-flores, delicadas, frágeis, que devem ser levadas ao colo. É a Mulher-Força que se comemora neste dia. A que vai lutando lado a lado com os seus companheiros para que este mundo seja mais justo. É claro que sócio-culturalmente há diferenças de género. Não acho nada mal, até porque esses valores atribuidos à mulher são bons valores humanos, valores que qualquer homem não deveria renegar por serem considerados "femininos". Não são femininos nesse sentido, são humanos, e isso é bom e justo. Agrada-me essa diferença de género, por enquanto. E é tão bom um mundo com a diversidade de homens e mulheres.
É verdade, sou mulher, e este é um dia de luta e de festa.
M.L
É engraçado observar como um facto tão pacífico e, até certo ponto, aparentemente consensual, pode gerar posições tão fortes e antagónicas. Refiro-me a ter sido consagrado o 8 de Março como o Dia da Mulher. E, como quase sempre que as posições se extremam, rapidamente se perde a razão. Porque, no meu ponto de vista, o que acontece é misturarem-se conceitos e ideias e nessa caldeirada começamos a discutir coisas diferentes. Vamos ver se consigo expor as minhas ideias com alguma clareza:
Há quem recuse celebrar este dia. Afirme que só faria sentido se existisse um Dia do Homem. E é verdade. Se pensarmos neste dia como de defesa e protecção, como se se tratasse de uma minoria social, entendo que haja quem não o aceite. Na mesma linha o Dia da Criança e o Dia da Mulher, pode ser um pouco... enfim, ofensivo. Também eu reajo um pouco às revistas "femininas", e fez-me confusão o "Sic Mulher". Parece-me que é uma separação exclusivamente sócio-cultural e de estereótipos Mas, a verdade verdadeira, é que não sendo uma minoria, o género feminino ainda é tratado por todo o mundo de um modo discriminatório. Que tem havido, sobretudo nos países do norte, um avanço espectacular no último século e sobretudo nas últimas décadas, é um facto inquestionável. Mas que o "nascer-se mulher" é ainda enfrentar um mundo de dificuldades, creio ser consensual. Lá por ser desagradável, não quer dizer que não seja AINDA um facto que não se pode varrer para debaixo do tapete. Já sei, já sei, que há cada vez mais excepções,( ainda bem!) mas são, por enquanto, excepções.
Mas há a outra faceta. Por algum motivo se escolheu o 8 de Março. Não se pensa que o 1º de Maio, por ser o Dia do Trabalhador seja duma minoria e necessitar protecção, pois não?.As mulheres do 8 de Março são as operárias americanas que enfrentaram o mundo do trabalho. Não são as mulheres-criança, com necessidade de serem protegidas pelos homens, nem são as mulheres-flores, delicadas, frágeis, que devem ser levadas ao colo. É a Mulher-Força que se comemora neste dia. A que vai lutando lado a lado com os seus companheiros para que este mundo seja mais justo. É claro que sócio-culturalmente há diferenças de género. Não acho nada mal, até porque esses valores atribuidos à mulher são bons valores humanos, valores que qualquer homem não deveria renegar por serem considerados "femininos". Não são femininos nesse sentido, são humanos, e isso é bom e justo. Agrada-me essa diferença de género, por enquanto. E é tão bom um mundo com a diversidade de homens e mulheres.
É verdade, sou mulher, e este é um dia de luta e de festa.
M.L
Literatura e Cinema
Recentemente instalou-se nalgumas editoras um costume, que terá as suas razões comerciais, mas que não aprecio por aí além. Depois de um romance ter sido adaptado a filme, a capa do livro pasa a ser montada sobre uma imagem de uma cena desse filme. Muito frequentemente até com a imagem do actor principal.
Está claro que podemos cair na velha tentação da dúvida da origem do-ovo-e–da-galinha: se alguém viu o filme primeiro, pode ser chamado a querer comprar o romance em causa e esse desejo ter sido desencadeado por relembrar a imagem do filme... E isso é bom para as editoras. Mas, se o filme foi inspirado no livro, é porque este surgiu primeiro, não é? E para mim (por isso não aprovar este método) acho muito redutor limitar a imaginação de cada um às imagens, mesmo que muito boas, de um realizador. A personagem que eu encontrei a primeira vez que li qualquer romance, “inventei-a” eu, de acordo com as palavras do escritor. Mesmo sendo presunção, gosto da minha imaginação e desagrada-me que mandem nela. É certo que muitas vezes vejo adaptações e penso:”Mas que bem! Este actor está mesmo a calhar para esta personagem!” É por isso que a adaptação é boa. Mas o romance deve ter vida própria e autónoma. É essa a riqueza da literatura.
M.L.
Está claro que podemos cair na velha tentação da dúvida da origem do-ovo-e–da-galinha: se alguém viu o filme primeiro, pode ser chamado a querer comprar o romance em causa e esse desejo ter sido desencadeado por relembrar a imagem do filme... E isso é bom para as editoras. Mas, se o filme foi inspirado no livro, é porque este surgiu primeiro, não é? E para mim (por isso não aprovar este método) acho muito redutor limitar a imaginação de cada um às imagens, mesmo que muito boas, de um realizador. A personagem que eu encontrei a primeira vez que li qualquer romance, “inventei-a” eu, de acordo com as palavras do escritor. Mesmo sendo presunção, gosto da minha imaginação e desagrada-me que mandem nela. É certo que muitas vezes vejo adaptações e penso:”Mas que bem! Este actor está mesmo a calhar para esta personagem!” É por isso que a adaptação é boa. Mas o romance deve ter vida própria e autónoma. É essa a riqueza da literatura.
M.L.
domingo, 7 de março de 2004
Reflexões sobre o que é Educar
“ Sabem, eu tinha um fato espacial.
Tudo aconteceu assim:
- Papá – disse eu – quero ir à Lua.
- Com certeza – disse ele, voltando a olhar para o livro que estava a ler. Era a obra de Jerome K. Jerome, Três Homens num Bote, obra que ele já devia saber de cor.
- Papá, por favor! – disse eu – Estou a falar a sério.
Desta vez, ele fechou o livro, marcando-o com um dedo, e disse amavelmente:
-Já te disse que estava bem. Podes ir.
-Pois... mas como?
-Eh!? – Parecia levemente surpreendido – Mas... o problema é teu, Clifford.
O Papá era assim. Quando uma vez lhe disse que queria comprar uma bicicleta, ele respondeu-me: “Está bem, compra”, sem sequer pestanejar; por isso fui ao mealheiro que estava na sala de jantar, tencionando tirar o suficiente para comprar a bicicleta. Mas só lá havia onze dólares e quarenta e três cêntimos e, assim só comprei a bicicleta dali a mil milhas de relva cortada. Eu não disse mais nada ao Papá, pois se não houvesse dinheiro no cesto, não havia em mais lado nenhum; o Papá não ligava aos bancos (.......)” etc.
Este texto é da primeira página de um livro de ficção científica, de um autor que eu aprecio muito, Robert A. Heinlein. Mas não é sobre ficção científica que eu gostava de falar e sim sobre educação. Esta situação parece-me exemplar de um correcto momento educativo. É claro que sem se ter lido o romance não se pode saber que este pai já tinha ensinado ao filho como se construía uma cana, se colocava o anzol e qual o melhor isco. Entre o “dar o peixe” e o “mandar à pesca” tem de haver o momento de “ensinar como se pesca”, como é evidente. Mas tenho a firme convicção (e creio saber do que falo, que é a minha profissão) de que o problema mais grave da educação actual é os pais/educadores não encontrarem o ponto certo entre o facilitar exageradamente os gostos e desejos dos seus rebentos, ou o recusarem também radicalmente numa atitude de desinteresse por aquilo que é pedido. Encontrar esse ponto de equilíbrio não é nada fácil, mas é a base do processo educativo, acreditem.
M.L.
Tudo aconteceu assim:
- Papá – disse eu – quero ir à Lua.
- Com certeza – disse ele, voltando a olhar para o livro que estava a ler. Era a obra de Jerome K. Jerome, Três Homens num Bote, obra que ele já devia saber de cor.
- Papá, por favor! – disse eu – Estou a falar a sério.
Desta vez, ele fechou o livro, marcando-o com um dedo, e disse amavelmente:
-Já te disse que estava bem. Podes ir.
-Pois... mas como?
-Eh!? – Parecia levemente surpreendido – Mas... o problema é teu, Clifford.
O Papá era assim. Quando uma vez lhe disse que queria comprar uma bicicleta, ele respondeu-me: “Está bem, compra”, sem sequer pestanejar; por isso fui ao mealheiro que estava na sala de jantar, tencionando tirar o suficiente para comprar a bicicleta. Mas só lá havia onze dólares e quarenta e três cêntimos e, assim só comprei a bicicleta dali a mil milhas de relva cortada. Eu não disse mais nada ao Papá, pois se não houvesse dinheiro no cesto, não havia em mais lado nenhum; o Papá não ligava aos bancos (.......)” etc.
Este texto é da primeira página de um livro de ficção científica, de um autor que eu aprecio muito, Robert A. Heinlein. Mas não é sobre ficção científica que eu gostava de falar e sim sobre educação. Esta situação parece-me exemplar de um correcto momento educativo. É claro que sem se ter lido o romance não se pode saber que este pai já tinha ensinado ao filho como se construía uma cana, se colocava o anzol e qual o melhor isco. Entre o “dar o peixe” e o “mandar à pesca” tem de haver o momento de “ensinar como se pesca”, como é evidente. Mas tenho a firme convicção (e creio saber do que falo, que é a minha profissão) de que o problema mais grave da educação actual é os pais/educadores não encontrarem o ponto certo entre o facilitar exageradamente os gostos e desejos dos seus rebentos, ou o recusarem também radicalmente numa atitude de desinteresse por aquilo que é pedido. Encontrar esse ponto de equilíbrio não é nada fácil, mas é a base do processo educativo, acreditem.
M.L.
Emails
Podemos classificar nossos amigos de diversas maneiras conforme os mails que nos enviam.
Amigos "On-Line":
Mal acabamos de enviar um mail a resposta já está de volta.
Amigos "Off-Line":
Depois de um ano e oito meses a resposta vem... e sem referência.
Amigos "ADSL":
Aqueles que pensam que toda a gente tem banda larga. Só mandam mails enormes com animações em flash, vídeos, mp3, mpeg, etc...
Amigos "Tarados":
Só mandam badalhoquices, incluindo animais e bizarrias. Quase nos matam de vergonha quando abrimos os mails deles com alguém nas redondezas.
Amigos "Vale a pena ver de novo":
Aqueles que nos mandam aqueles mails que circulam na internet há mais de cinquenta anos como se fosse a primeira vez. Depois de seis meses, voltam a mandar.
Amigos "Fox Mulder":
Acreditam em todas teorias de conspiração e reenviam-nas para toda gente. Ainda fazem o comentário para todos lerem com atenção.
Amigos "Madre Tereza":
Estão sempre a enviar mails de pessoas com doenças, crianças desaparecidas, necessidade de dadores de sangue, etc.
Amigos "Paulo Coelho":
Enviam permanentemente totens, correntes, esoterismo, numerologias, etc.
Amigos "de Peniche":
Mandamo-lhes dez mails e eles não retribuem nem com meio.
Amigos "Bin Laden":
Só mandam mails bomba: ou têm vírus ou não abrem.
Amigos "Telegrama":
Nao usam acentuacao nem pontuacao
Amigos "Morse":
Aq q so sb esc em cod.
Amigos "Só Quando Precisam":
Aqueles que só se lembram de te mandar mails se for para pedir alguma coisa.
Amigos "Jack in the Box":
Encaminham o texto dentro de um anexo, que está dentro de um anexo, que está dentro de um anexo, que está dentro de um anexo, que está entro de...
Amigos "Sem Noção":
Mandam no mínimo 118 mails por dia. Pensam que temos bastante tempo para os ler.
M.L.
Amigos "On-Line":
Mal acabamos de enviar um mail a resposta já está de volta.
Amigos "Off-Line":
Depois de um ano e oito meses a resposta vem... e sem referência.
Amigos "ADSL":
Aqueles que pensam que toda a gente tem banda larga. Só mandam mails enormes com animações em flash, vídeos, mp3, mpeg, etc...
Amigos "Tarados":
Só mandam badalhoquices, incluindo animais e bizarrias. Quase nos matam de vergonha quando abrimos os mails deles com alguém nas redondezas.
Amigos "Vale a pena ver de novo":
Aqueles que nos mandam aqueles mails que circulam na internet há mais de cinquenta anos como se fosse a primeira vez. Depois de seis meses, voltam a mandar.
Amigos "Fox Mulder":
Acreditam em todas teorias de conspiração e reenviam-nas para toda gente. Ainda fazem o comentário para todos lerem com atenção.
Amigos "Madre Tereza":
Estão sempre a enviar mails de pessoas com doenças, crianças desaparecidas, necessidade de dadores de sangue, etc.
Amigos "Paulo Coelho":
Enviam permanentemente totens, correntes, esoterismo, numerologias, etc.
Amigos "de Peniche":
Mandamo-lhes dez mails e eles não retribuem nem com meio.
Amigos "Bin Laden":
Só mandam mails bomba: ou têm vírus ou não abrem.
Amigos "Telegrama":
Nao usam acentuacao nem pontuacao
Amigos "Morse":
Aq q so sb esc em cod.
Amigos "Só Quando Precisam":
Aqueles que só se lembram de te mandar mails se for para pedir alguma coisa.
Amigos "Jack in the Box":
Encaminham o texto dentro de um anexo, que está dentro de um anexo, que está dentro de um anexo, que está dentro de um anexo, que está entro de...
Amigos "Sem Noção":
Mandam no mínimo 118 mails por dia. Pensam que temos bastante tempo para os ler.
M.L.
sexta-feira, 5 de março de 2004
Tonino Guerra
(reescrevendo O Mel)
Terá chovido durante cem dias e a água infiltrada
pelas raízes das ervas
chegou à biblioteca banhando as palavras
guardadas
Quando tornou o bom tempo,
o jovem
levou os livros todos por uma escada até ao telhado
e abriu-os ao sol para que o ar quente
enxugasse o papel molhado.
Um mês de boa estação passou
esperava dos livros um sinal de vida.
Uma manhã finalmente as páginas começaram
a ondular ligeiras no sopro do vento
parecia que tinha chegado um enxame aos telhados
e ele chorava porque os livros falavam.
zé
Terá chovido durante cem dias e a água infiltrada
pelas raízes das ervas
chegou à biblioteca banhando as palavras
guardadas
Quando tornou o bom tempo,
o jovem
levou os livros todos por uma escada até ao telhado
e abriu-os ao sol para que o ar quente
enxugasse o papel molhado.
Um mês de boa estação passou
esperava dos livros um sinal de vida.
Uma manhã finalmente as páginas começaram
a ondular ligeiras no sopro do vento
parecia que tinha chegado um enxame aos telhados
e ele chorava porque os livros falavam.
zé
Cá no Paraíso
Lido no D.N. que segundo a Marktest:
«Dois terços dos portugueses querem uma remodelação imediata no Governo de Durão Barroso, contra 29% que se dispõe a esperar pelas eleições europeias para ver mexidas no elenco ministerial»
e ainda
«Entre os nomes que ocupam as cadeiras governamentais, Manuela Ferreira Leite surge destacada: com os portugueses a decidir, a ministra das Finanças seria a primeira a deixar o cargo. Os inquiridos não perdoam a Ferreira Leite as dificuldades económicas dos últimos tempos - 32,7% defende a sua saída. Curiosamente, são as classe alta e média-alta que mais penalizam a ministra das Finanças: 34% contra 32,5 da classe média-baixa/baixa.»
Será difícil perceber que, como já disse bastante mais atrás, isto está cada vez mais a parecer um país do 3º mundo, com a classe média a desaparecer? Os "um bocadinho ricos" já estão a pagar a crise.
M.L.
«Dois terços dos portugueses querem uma remodelação imediata no Governo de Durão Barroso, contra 29% que se dispõe a esperar pelas eleições europeias para ver mexidas no elenco ministerial»
e ainda
«Entre os nomes que ocupam as cadeiras governamentais, Manuela Ferreira Leite surge destacada: com os portugueses a decidir, a ministra das Finanças seria a primeira a deixar o cargo. Os inquiridos não perdoam a Ferreira Leite as dificuldades económicas dos últimos tempos - 32,7% defende a sua saída. Curiosamente, são as classe alta e média-alta que mais penalizam a ministra das Finanças: 34% contra 32,5 da classe média-baixa/baixa.»
Será difícil perceber que, como já disse bastante mais atrás, isto está cada vez mais a parecer um país do 3º mundo, com a classe média a desaparecer? Os "um bocadinho ricos" já estão a pagar a crise.
M.L.
Civismo, Educação e Estacionamento
Conduzir um automóvel é um dos actos mais sérios da vida em sociedade. Por isso é que para se ter licença de o fazer, se tem de tirar uma carta de condução. É certo que nos podemos imaginar num rali através do deserto onde tudo é nosso, mas desçamos à terra e temos de concluir que a esmagadora maioria dos condutores o faz em estradas ou ruas onde circulam os seus semelhantes. Sabendo isto, acho que tanto ou mais importante que fazer obedecer às nossas ordens o”bicho” onde nos sentamos, é respeitar os direitos dos que connosco partilham as mesmas estradas ou ruas.
É certo que o estacionamento em Lisboa é, no mínimo, difícil. São raros os prédios com garagens, os parques são poucos, e os gratuitos pouquíssimos. A EMEL lá disciplina através de pagamentos o pequeno estacionamento que vamos encontrando. E sabemos como os seus fiscais andam de cronómetro em punho a controlar se o tempo que pagámos foi ultrapassado. Por isso, porque até sou cumpridora, goste ou não goste, me irrita profundamente uma classe de “chicos espertos” que descobriram a pólvora: quando precisam de ir a qualquer sítio, não estão de modas, deixam o carrinho onde lhes dá jeito com os 4 piscas ligados (às vezes nem sequer isso) e vão à sua vida. Eu tenho reparado, que se dão até ao luxo de ligar o alarme. Não é ir num pulo comprar o jornal, ou tocar à campainha para o filho descer a escada. Ná. É mesmo para ir almoçar, cortar o cabelo, escolher a prenda para o dia da mãe...
Desculpem, mas eu passo-me completamente com as segundas filas. Já tenho ficado bloqueada (eu, que PAGUEI O ESTACIONAMENTO! ou às vezes à porta da minha casa) mais de meia hora até à chegada do meu carcereiro, calmamente a palitar os dentes. E o curioso é que creio que a EMEL nestes casos não actual porque eles não estão a ocupar o “seu” espaço. É claro. Estão a ocupar é a faixa de rodagem!
M.L.
É certo que o estacionamento em Lisboa é, no mínimo, difícil. São raros os prédios com garagens, os parques são poucos, e os gratuitos pouquíssimos. A EMEL lá disciplina através de pagamentos o pequeno estacionamento que vamos encontrando. E sabemos como os seus fiscais andam de cronómetro em punho a controlar se o tempo que pagámos foi ultrapassado. Por isso, porque até sou cumpridora, goste ou não goste, me irrita profundamente uma classe de “chicos espertos” que descobriram a pólvora: quando precisam de ir a qualquer sítio, não estão de modas, deixam o carrinho onde lhes dá jeito com os 4 piscas ligados (às vezes nem sequer isso) e vão à sua vida. Eu tenho reparado, que se dão até ao luxo de ligar o alarme. Não é ir num pulo comprar o jornal, ou tocar à campainha para o filho descer a escada. Ná. É mesmo para ir almoçar, cortar o cabelo, escolher a prenda para o dia da mãe...
Desculpem, mas eu passo-me completamente com as segundas filas. Já tenho ficado bloqueada (eu, que PAGUEI O ESTACIONAMENTO! ou às vezes à porta da minha casa) mais de meia hora até à chegada do meu carcereiro, calmamente a palitar os dentes. E o curioso é que creio que a EMEL nestes casos não actual porque eles não estão a ocupar o “seu” espaço. É claro. Estão a ocupar é a faixa de rodagem!
M.L.
Piadinha
Recebida de FW
Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um
quadro de Adão e Eva no Paraíso.
O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e espigada, ele com este
corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês reagiu
- Não acredito. É evidente o Erotismo que se desprende de ambas as
figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve
chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da
pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm
casa, só têm uma triste maçã para comer, com um 1º ministro que os pôs de
tanga, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso.
Só podem ser Portugueses!!!!
M.L.
Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um
quadro de Adão e Eva no Paraíso.
O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e espigada, ele com este
corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês reagiu
- Não acredito. É evidente o Erotismo que se desprende de ambas as
figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve
chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da
pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm
casa, só têm uma triste maçã para comer, com um 1º ministro que os pôs de
tanga, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso.
Só podem ser Portugueses!!!!
M.L.
quinta-feira, 4 de março de 2004
Vida? ... mas qual Vida ?
Uma coisa que me incomoda nestes movimentos “Pró-vida” (ou pró-prisão como os adversários lhe chamam) é que enchem muito a boca com todos os possíveis Apoios ou Ajudas à Grávida, mas não falam na Ajuda à Criança.
Ora, pelo que entendo, a mulher que não deseja uma gravidez não é pela gravidez em si, isso são 9 meses que se passam com maior ou menor incómodo. O grave é depois.
É o preço exorbitante dos infantários, porque os oficiais são quase inexistentes. É o custo do vestuário e das fraldas. É o arranjar tempo para dar a verdadeira atenção que qualquer criança merece. É o comprar e preparar convenientemente a sua alimentação. É a disponibilidade e paciência para a educar com valores e regras correctas. É conseguir que o patrão lhe dê as férias de acordo com as férias escolares. É tempo e capacidade para o acompanhar nas suas aprendizagens escolares.
...bem, acho que paro aqui, porque já me entenderam.
Um filho é algo de precioso que, quando vem no momento certo, parece um milagre. Quando o desejamos, a nossa vida reorganiza-se em função dele, tudo vale a pena, é magicamente o centro dos nossos interesses. Mas para que isso suceda os pais não podem pensar que é “um sacrifício”. Quando tal acontece, a criança não é amada, e com isso sim, com isso era importante preocuparmo-nos. Toda a criança tem o direito a ser amada. Tem o direito a ter os seus bens fundamentais – comida, teto e agasalho – mas sobretudo afecto dos adultos que cuidam dela. E disso não me parece que os “Pró-vida” cuidem lá muito. Não nos esqueçamos que estes movimentos nascem numa Direita, que em Espanha gritava “Viva la Muerte!”
M.L.
Ora, pelo que entendo, a mulher que não deseja uma gravidez não é pela gravidez em si, isso são 9 meses que se passam com maior ou menor incómodo. O grave é depois.
É o preço exorbitante dos infantários, porque os oficiais são quase inexistentes. É o custo do vestuário e das fraldas. É o arranjar tempo para dar a verdadeira atenção que qualquer criança merece. É o comprar e preparar convenientemente a sua alimentação. É a disponibilidade e paciência para a educar com valores e regras correctas. É conseguir que o patrão lhe dê as férias de acordo com as férias escolares. É tempo e capacidade para o acompanhar nas suas aprendizagens escolares.
...bem, acho que paro aqui, porque já me entenderam.
Um filho é algo de precioso que, quando vem no momento certo, parece um milagre. Quando o desejamos, a nossa vida reorganiza-se em função dele, tudo vale a pena, é magicamente o centro dos nossos interesses. Mas para que isso suceda os pais não podem pensar que é “um sacrifício”. Quando tal acontece, a criança não é amada, e com isso sim, com isso era importante preocuparmo-nos. Toda a criança tem o direito a ser amada. Tem o direito a ter os seus bens fundamentais – comida, teto e agasalho – mas sobretudo afecto dos adultos que cuidam dela. E disso não me parece que os “Pró-vida” cuidem lá muito. Não nos esqueçamos que estes movimentos nascem numa Direita, que em Espanha gritava “Viva la Muerte!”
M.L.
Espero que seja notícia de abertura
Acabo de ouvir uma notícia magnífica na rádio. Tenho uma dúvida – será que será aproveitada para abertura de todos os telejornais da noite?
O que acabei de ouvir, é que uma equipa médica conseguiu re-implantar um braço amputado num jovem que o tinha perdido há 9 dias. Após um acidente de carro o jovem ficou sem um braço o qual se tentou colocar de imediato. Mas uma grave infecção impediu o sucesso dessa operação. Portanto os médicos “colaram” esse membro a uma perna, mantendo os principais canais de circulação em funcionamento, e quando a infecção se considerou ultrapassada, voltaram a implantar o braço.
Eu nem imagino as dificuldades que estarão inerentes a esta operação! Mas parece-me “magia científica” todo este processo. Fico maravilhada que tal se tenha podido realizar, e são casos como este que me voltam a dar confiança na raça humana e na ciência. O progresso científico é qualquer coisa de deslumbrante quando, como neste caso, é orientado para a melhoria de vida.
Vamos ver se logo à noite os noticiários abrem com esta notícia ou com o Benfica.
M.L.
O que acabei de ouvir, é que uma equipa médica conseguiu re-implantar um braço amputado num jovem que o tinha perdido há 9 dias. Após um acidente de carro o jovem ficou sem um braço o qual se tentou colocar de imediato. Mas uma grave infecção impediu o sucesso dessa operação. Portanto os médicos “colaram” esse membro a uma perna, mantendo os principais canais de circulação em funcionamento, e quando a infecção se considerou ultrapassada, voltaram a implantar o braço.
Eu nem imagino as dificuldades que estarão inerentes a esta operação! Mas parece-me “magia científica” todo este processo. Fico maravilhada que tal se tenha podido realizar, e são casos como este que me voltam a dar confiança na raça humana e na ciência. O progresso científico é qualquer coisa de deslumbrante quando, como neste caso, é orientado para a melhoria de vida.
Vamos ver se logo à noite os noticiários abrem com esta notícia ou com o Benfica.
M.L.
Mistérios que me ultrapassam
Entendo pouco ( para não confessar que quase nada) dessas coisas de audiências e shares que servem para avaliar os programas de TV. Quero dizer, entendo o que o senso comum também entende - ter audiência quer dizer muita gente a assistir. E por isso, há certos resultados que não consigo engolir por muito que me esforce.
Que as telenovelas tenham grande audiência, percebe-se. Alguns concursos, enfim, também. Algumas séries um bocado tontas, faz sentido que sejam vistas. Mas, em nome de quê, por alma de quem, é que um concurso chamado “O Preço Certo em Euros” está entre os 10 programas mais vistos ? O enredo aliciante é este:
Tres ou quatro concorrentes tiram uns números numa tômbola, e o que tirar o número mais alto ganha. Primeira parte.
O que ganhou vai olhar para uma série de objectos de valor variável, entre viagens, aparelhagens, carro, mobílias, malas, uma colecção de coisas mais ou menos inúteis, e depois deve adivinhar quanto custa aquela tralha toda. Segunda parte.
Ah ! Pode ser ajudado por uns amigos que da plateia lhe vão berrando em altas vozes os seus palpites. Pronto. O concorrente lá diz o que lhe parece e, imagine-se (!) ou ganha ou...perde. Que emocionante. Como é que esta coisa é uma das 10 mais vistas nos nossos 4 canais ? ? ?
M.L
Que as telenovelas tenham grande audiência, percebe-se. Alguns concursos, enfim, também. Algumas séries um bocado tontas, faz sentido que sejam vistas. Mas, em nome de quê, por alma de quem, é que um concurso chamado “O Preço Certo em Euros” está entre os 10 programas mais vistos ? O enredo aliciante é este:
Tres ou quatro concorrentes tiram uns números numa tômbola, e o que tirar o número mais alto ganha. Primeira parte.
O que ganhou vai olhar para uma série de objectos de valor variável, entre viagens, aparelhagens, carro, mobílias, malas, uma colecção de coisas mais ou menos inúteis, e depois deve adivinhar quanto custa aquela tralha toda. Segunda parte.
Ah ! Pode ser ajudado por uns amigos que da plateia lhe vão berrando em altas vozes os seus palpites. Pronto. O concorrente lá diz o que lhe parece e, imagine-se (!) ou ganha ou...perde. Que emocionante. Como é que esta coisa é uma das 10 mais vistas nos nossos 4 canais ? ? ?
M.L
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