(de Rafael Alberti)
Dolores, ya llegó el dia:
El pueblo no te ha olvidado.
Gandera de valentia,
que por ti el pueblo ha gritado:
!Más vale morir de pie
que vivir arrodillado!
zé
sexta-feira, 30 de abril de 2004
Acaba hoje o MÊS de Abril
Tinha decidido, para mim mesma, durante tudo este mês de Abril colocar todos os dias aqui uma gravura alusiva à Revolução do dia 25.
Hoje acabo com o símbolo que nos tornou conhecidos por todo o lado. Foi a Revolução dos Cravos. Possam eles não murchar é o que mais desejo.
M.L.
quinta-feira, 29 de abril de 2004
as eleições do ACP
nunca pensaria em votar nas eleições do ACP, como nunca pensei em votar nas eleições para a ordem dos Economistas (só quando uma das candidaturas propuser a extinção da dita). mas como um dos candidatos, provavelmente o vencedor, deve pensar que por ser presidente da maior associação portuguesa não deverá ter problemas com a justiça, fui votar noutra lista que não a A - ou pensava ir votar: sou sócio há menos de um ano, não tenho direito a voto. se ainda fosse por nunca ter chamado o serviço de reboques, por não ter seguro ACP ou por não comprar pacotes turísticos do ACP, por não ter um porta-chaves do ACP nem ler a revista do club, ainda aceitava, agora 1 ano cativo? nem o PS, que é um partido, exige tanto
zé
O menino e o soldado
Teria sido esta imagem que inspirou o mais famoso poster do 25 de Abril?
Aqui está tudo mais ao vivo, menos trabalhado, mas o sorriso é o mesmo e a confiança entre a criança e o militar é linda!
M.L.
quarta-feira, 28 de abril de 2004
As paredes falaram por todo o país
Este até não é grande coisa, mas os melhores murais foram deste partido. Podia não se gostar da mensagem mas o impacto era excelente.
M.L.
terça-feira, 27 de abril de 2004
segunda-feira, 26 de abril de 2004
domingo, 25 de abril de 2004
25 DE ABRIL, LIBERDADE E DEMOCRACIA. Porque Abril é... Revolução
MADRUGADA DE CONSPIRAÇÃO
MANHÃ DE LIBERDADE
DEMOCRACIA
VIVA O 25 DE ABRIL!
MANHÃ DE LIBERDADE
DEMOCRACIA
VIVA O 25 DE ABRIL!
sábado, 24 de abril de 2004
Hoje é véspera!
Faltam poucas horas mas muito poucos o sabem.
As flores tinham sido colhidas.
Os soldados estavam nos quarteis.
A "senha"estava decorada.
O povo continuava a sua vida sem saber que muito em breve TUDO ia ser diferente.
Tudo a postos era a última noite da ditadura. Ia acabar a "longa noite" de quase meio século.
M.L.
As flores tinham sido colhidas.
Os soldados estavam nos quarteis.
A "senha"estava decorada.
O povo continuava a sua vida sem saber que muito em breve TUDO ia ser diferente.
Tudo a postos era a última noite da ditadura. Ia acabar a "longa noite" de quase meio século.
M.L.
sexta-feira, 23 de abril de 2004
Imprensa Livre
Ainda só tinham passado dois dias:
Finalmente escrevia-se sem censura.
Ainda custava acreditar que cada um só era responsável perante a sua consciência!
M.L.
Finalmente escrevia-se sem censura.
Ainda custava acreditar que cada um só era responsável perante a sua consciência!
M.L.
quinta-feira, 22 de abril de 2004
A Guerra tinha acabado!!!
Foi assim:
O povo anónimo e os militares.
O sonho era o mesmo.
Tinha acabado a guerra e a ditadura.
Um mar de alegria!!
M.L.
O povo anónimo e os militares.
O sonho era o mesmo.
Tinha acabado a guerra e a ditadura.
Um mar de alegria!!
M.L.
quarta-feira, 21 de abril de 2004
Continuamos em Abril
Mais imagens.
Enquanto os lembrarmos, eles continuam vivos.
A memória é a maior homenagem.
Não esqueceremos!
M.L.
terça-feira, 20 de abril de 2004
Outras recordações
Para nunca se esquecer
São imagens já se viram muitas vezes mas não são demais. É que é preciso nunca esquecer. Foi há pouco tempo ainda e já há quem ache que nem sabe nem se importa... Que são águas passadas. Foram águas muito fortes, uma inundação.
M.L.
São imagens já se viram muitas vezes mas não são demais. É que é preciso nunca esquecer. Foi há pouco tempo ainda e já há quem ache que nem sabe nem se importa... Que são águas passadas. Foram águas muito fortes, uma inundação.
M.L.
segunda-feira, 19 de abril de 2004
"Adeus, até ao meu regresso”
Frequentei este blog, mantido aberto com grande generosidade pelo seu “criador” durante quase 3 meses. Tenho-me divertido muito. Agora surgiu-me uma proposta irrecusável e estou de malas feitas para outro blog. Saiu do ovo a semana passada, chama-se Afixe em honra do seu criador, cujo nick começou por ser “Afixe um comentário” e foi perdendo os apelidos com o passar do tempo. Mas foi aqui que ganhei o gosto (ia dizer o vício) por esta escrita tão especial. Acho que ainda cá vou voltar de vez em quando.
E vou mesmo voltar todos os dias, até ao fim do mês, porque fiz uma espécie de promessa a mim mesma de colocar uma imagem todos os dias de Abril a lembrar o 25.
Portanto, até ao final do mês vou ser visita diária. Daí em diante só por saudades.
Mas convido-vos a todos a darem um saltinho ao Afixe
Beijinhos para todos
M.L.
E vou mesmo voltar todos os dias, até ao fim do mês, porque fiz uma espécie de promessa a mim mesma de colocar uma imagem todos os dias de Abril a lembrar o 25.
Portanto, até ao final do mês vou ser visita diária. Daí em diante só por saudades.
Mas convido-vos a todos a darem um saltinho ao Afixe
Beijinhos para todos
M.L.
O mistério do "Estranho caso dos cartazes duplicados"
Guerra dos Cartazes? Guerra dos Cartões?
Nestas questões de eleições e preparação para as mesmas existem umas personagens com um papel importantíssimo que são os publicitários. Campanhas de marketing, assessores de imagem, e figuras com profissão cujo nome não sei, nem me interessa saber, constituem chaves decisivas para um bom ou mau resultado eleitoral. É a lei da concorrência aplicada à política partidária. Inicialmente este aspecto chocou-me, na minha inocência, mas entendi logo que é assim mesmo e não há cá conversas românticas.
Ora nesta linha de pensamento, está-se a passar um fenómeno que me deixa muito perplexa.
Há algum tempo, surgiram uns outdoors com uma imagem de uma mão, presumivelmente de um árbitro/eleitor, empunhando um cartão amarelo onde estavam enunciadas algumas das promessas eleitorais que os candidatos PSD/PP tinham feito há 2 anos e ... não tinham chegado a cumprir. Enfim, era uma ideia. Melhor do que a dos outros cartazes, de triste memória, que aparentemente tinham sido apenas ideia da concelhia do PS onde acusavam a autarquia de Lisboa de não fazer coisas que não seriam mesmo da sua competência. Estes cartazes, dos cartões amarelos, não sendo uma ideia genial, ...enfim, passavam.
Agora, aparecem, mesmo lado a lado, outros rigorosamente iguais, onde o cartão é vermelho, assinados pelo PSD/PP. Olhando com mais atenção, vê-se que a mensagem é que se não fossem eles Portugal tinha recebido o tal cartão vermelho da Europa. Para além da ideia ser arrevesada, e de leitura difícil porque quem passa distraído o que conclui é que é uma segunda mensagem do PS agora a mandar o governo para a rua, parece ser algo de semelhante a um plágio! Mas isso é possível? Um criativo publicitário pode ter uma ideia e outro copiá-la?
Neste mundo já tenho visto muita coisa, mas esta é das mais estranhas. Houve 2 ideias coincidentes rigorosamente no mesmo minuto? Quando deram por isso já os cartazes estavam feitos? Era muito caro fazer outros? Isto são ideias que me vão ocorrendo a ver sde entendo alguma coisa.
É que eu não tenho nada contra o futebol, em doses razoáveis. Mas, ver o país todo, praias até, transformado em estádio como a publicidade ao Euro o mostra, e agora a futebolite já transbordar para a política parece-me que me apetece acreditar em Teorias da Conspiração e imaginar que a nossa terra foi invadida por alliens que andam a gozar connosco. Só pode!
M.L.
Mais uma recordação
Este foi um período de grande sonho
Quando o mundo tinha os olhos postos em nós.
E pelos bons motivos. O que se tinha passado aqui era um caso invulgar, uma revolução sem sangue.
M.L.
Quando o mundo tinha os olhos postos em nós.
E pelos bons motivos. O que se tinha passado aqui era um caso invulgar, uma revolução sem sangue.
M.L.
domingo, 18 de abril de 2004
História Contemporânea
Cheguei agora do cinema.
Este filme, fui vê-lo a conselho de uma colega que sabia que eu tinha gostado imenso de dois outros, canadianos, passados há uns meses no Quarteto e com a particularidade de sendo dois filmes distintos, fazerem uma continuação. Refiro-me a “A Queda do Império Americano” e “A Invasão dos Bárbaros”. Acho que lá mais para baixo lhes dediquei um post, porque gostei muito e achei a ideia genial de, com vinte e tal anos de intervalo, encontrar os mesmos actores e agarrar as mesmas personagens.
Desta vez a colega enganou-se. Não tem nada a ver com o outro exemplo. Trata-se de um único filme, simplesmente como leva seis horas a ser exibido está dividido em duas partes. E é italiano o que marca toda a diferença.
Será muito forçado fazer comparações, mas este está mais na linha do “1900” do Bertolucci. Aliás tudo se interliga, porque o título do filme “La Meglio Gioventù” é tirado de um conjunto de poemas de Pasolini, também um realizador de culto (pelo menos para mim)
À chegada encontramos dois irmãos no finalzinho da adolescência e, ao fim de umas horas passadas na sua companhia, despedimo-nos já de um avô, embora acabado de casar. Ao longo desta vida e das que lhes estão associadas passa a história da Itália, da Europa, do Mundo. Está lá tudo. Esperanças, lutas, coragem, resignação, conformismo. Perspectivas femininas e masculinas do mundo. Discussão de estereótipos. O ponto de vista de crianças e de velhos. Opções contrárias perante o mesmo desafio. A sociedade e a forma de encarar a doença mental. Ao longo daquelas horas recordamos todas as canções que foram famosas ao longo de 40 anos...
É uma Itália viva, - futebol, máfia, acidentes naturais como as cheias, crise, desemprego, desunião em famílias. Muitas dúvidas sobre o certo ou errado – uma mãe que deixa a filha para seguir as Brigadas Vermelhas. Achou que lutava melhor pela filha daquele modo? O pai de um médico morre de cancro. Onde está a ciência, nestas horas? Uma mulher, mãe e professora, grandes olhos tristes, 4 filhos adultos e sempre boa profissional e disponível apesar de em permanente discussão com o pai. Tantas mulheres como esta que conhecemos!
Violência, terrorismo, crimes de colarinho branco. Como defeito, achei que um dos irmãos, Nicola, possivelmente o protagonista se é que os há neste filme, é talvez excessivamente perfeito! Os possíveis erros que comete são-no por excessivo respeito pela vontade dos outros. A violência complicada do irmão Matteo que não encontra caminho virando-se para si mesmo, é vista também como uma fuga por alguém que lhe diz: “Já sei porque gostas tanto de livros. É que eles podem fechar-se quando queremos. A vida não!” Ele decide que pode não ser assim. E é também uma grande história de amor, como se adivinha. Mas é sobretudo uma lição de História.
Já viram que isto é apenas um enunciado de pontos importantíssimos que o filme foca. Não é uma crítica, são as minhas impressões. Muito vivas ainda. E também um conselho: se vivem em Lisboa percam/ganhem ( ? ) duas noites ou duas tardes e vão ao King. Saem de lá mais ricos.
M.L.
Este filme, fui vê-lo a conselho de uma colega que sabia que eu tinha gostado imenso de dois outros, canadianos, passados há uns meses no Quarteto e com a particularidade de sendo dois filmes distintos, fazerem uma continuação. Refiro-me a “A Queda do Império Americano” e “A Invasão dos Bárbaros”. Acho que lá mais para baixo lhes dediquei um post, porque gostei muito e achei a ideia genial de, com vinte e tal anos de intervalo, encontrar os mesmos actores e agarrar as mesmas personagens.
Desta vez a colega enganou-se. Não tem nada a ver com o outro exemplo. Trata-se de um único filme, simplesmente como leva seis horas a ser exibido está dividido em duas partes. E é italiano o que marca toda a diferença.
Será muito forçado fazer comparações, mas este está mais na linha do “1900” do Bertolucci. Aliás tudo se interliga, porque o título do filme “La Meglio Gioventù” é tirado de um conjunto de poemas de Pasolini, também um realizador de culto (pelo menos para mim)
À chegada encontramos dois irmãos no finalzinho da adolescência e, ao fim de umas horas passadas na sua companhia, despedimo-nos já de um avô, embora acabado de casar. Ao longo desta vida e das que lhes estão associadas passa a história da Itália, da Europa, do Mundo. Está lá tudo. Esperanças, lutas, coragem, resignação, conformismo. Perspectivas femininas e masculinas do mundo. Discussão de estereótipos. O ponto de vista de crianças e de velhos. Opções contrárias perante o mesmo desafio. A sociedade e a forma de encarar a doença mental. Ao longo daquelas horas recordamos todas as canções que foram famosas ao longo de 40 anos...
É uma Itália viva, - futebol, máfia, acidentes naturais como as cheias, crise, desemprego, desunião em famílias. Muitas dúvidas sobre o certo ou errado – uma mãe que deixa a filha para seguir as Brigadas Vermelhas. Achou que lutava melhor pela filha daquele modo? O pai de um médico morre de cancro. Onde está a ciência, nestas horas? Uma mulher, mãe e professora, grandes olhos tristes, 4 filhos adultos e sempre boa profissional e disponível apesar de em permanente discussão com o pai. Tantas mulheres como esta que conhecemos!
Violência, terrorismo, crimes de colarinho branco. Como defeito, achei que um dos irmãos, Nicola, possivelmente o protagonista se é que os há neste filme, é talvez excessivamente perfeito! Os possíveis erros que comete são-no por excessivo respeito pela vontade dos outros. A violência complicada do irmão Matteo que não encontra caminho virando-se para si mesmo, é vista também como uma fuga por alguém que lhe diz: “Já sei porque gostas tanto de livros. É que eles podem fechar-se quando queremos. A vida não!” Ele decide que pode não ser assim. E é também uma grande história de amor, como se adivinha. Mas é sobretudo uma lição de História.
Já viram que isto é apenas um enunciado de pontos importantíssimos que o filme foca. Não é uma crítica, são as minhas impressões. Muito vivas ainda. E também um conselho: se vivem em Lisboa percam/ganhem ( ? ) duas noites ou duas tardes e vão ao King. Saem de lá mais ricos.
M.L.
ERRES
É engraçado como uma ideia manhosa, como a de realçar a noção de Evolução que nos remete para os tempos bafientos do Marcelismo e "conversas em família", acabou por ser despoletadora de tantas outras ideias criativas. Li no Blog do Miguel Vale de Almeida este post muito sugestivo.
Viram o que pode ser um R ?
Revolta
Renascimento
Recriar
Raio de Sol ( ou de luar)
Rebeldia
Razão
Realidade
Reclamar e também Reconciliar
Reconhecer
Reflectir
Recusar
Bem, fico por aqui mas passo-vos o jogo de imaginação.
Pode ser bem estimulante!
M.L.
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