Que no somos iguales, dice la gente
Que tu vida y mi vida se van a perder,
Que yo soy muy canalla y que tú eres decente,
Que dos seres distintos no se pueden querer
Pero yo ya te quise y no te olvido
Y morir en tus brazos es mi ilusión
Di con todas tus fuerzas
Lo que soy en tu vida
Di también que me quieres
Y que te quiero yo
Y vámonos, donde nadie nos juzgue
Donde nadie nos diga que hacemos mal
Ay, vámonos, alejados del mundo
Donde no haya justicia
Ni leyes, ni nada, nomás nuestro amor
Que no somos iguales
Qué nos importa
Nuestra historia de amores
Tendrá que seguir
Pero alguien me dijo
Que la vida es muy corta
Y esta vez para siempre
Yo he venido por ti
Pero quiero que sepas
Que no te olvido
Que si vienes conmigo
Es por amor
Yo no entiendo esas cosas
De las clases sociales
Sólo sé que me quieres
Y que te quiero yo
Vámonos, donde nadie nos juzgue
Donde nadie nos diga que hacemos mal
Ay, vámonos, alejados del mundo
Donde no haya justicia,
Ni leyes, ni nada nomás nuestro amor
Que no somos iguales
Qué nos importa
zé
segunda-feira, 23 de agosto de 2004
nomes
que têm em comum a Vanessa Solange, a Cátia Gisela, a Olga Carina, a Severina Daniela, a Cátia Cristina, o Frederico Eugénio, o Manuel Filipe?
zé
zé
sexta-feira, 20 de agosto de 2004
Debates socialistas
(Vital Moreira, ontem, no Causa Nossa)
É de louvar que os socialistas tenham decidido travar perante a opinião pública os debates sobre a eleição do próximo líder do Partido, na sequência da súbita saída de Ferro Rodrigues, após o desenlace da crise política que terminou na nomeação do actual Governo. Mas, perante várias tomadas de posição verbalmente pouco contidas dos candidatos e dos seus apoiantes mais excitados, não será descabido lembrar-lhes que depois das eleições e da vitória de um deles todos continuarão membros do mesmo partido e terão de cooperar na realização dos seus objectivos. Por isso, seria aconselhável alguma moderação nas palavras e nas atitudes. O crédito público do partido também passa por aí.
zé
É de louvar que os socialistas tenham decidido travar perante a opinião pública os debates sobre a eleição do próximo líder do Partido, na sequência da súbita saída de Ferro Rodrigues, após o desenlace da crise política que terminou na nomeação do actual Governo. Mas, perante várias tomadas de posição verbalmente pouco contidas dos candidatos e dos seus apoiantes mais excitados, não será descabido lembrar-lhes que depois das eleições e da vitória de um deles todos continuarão membros do mesmo partido e terão de cooperar na realização dos seus objectivos. Por isso, seria aconselhável alguma moderação nas palavras e nas atitudes. O crédito público do partido também passa por aí.
zé
a Europa Social
o maior alargamento da história da União Europeia, ocorrido a 1 de Maio, será/ia porventura o seu maior desafio e a sua mais ansiada oportunidade. a perspectiva duma Europa do Atlântico ao Bósforo, e do que revelará em termos económicos e sociais, procurando dar resposta aos desafios transversais que a Cimeira de Lisboa agendou para esta década, no sentido de tornar a União Europeia a mais dinâmica e competitiva economia, criando emprego e garantindo um desenvolvimento social e ambiental sustentáveis, pareciam desafios ambiciosos e fascinantes.
mas com as eleições europeias de Junho chegou um novo presidente da comissão, que “considera difícil que a União Europeia a 25 consiga alcançar o objectivo de se tornar na economia mais competitiva do mundo em 2010. Por isso, vai propor aos Estados-membros a alteração da data.” (TSF). da data? mais importante será o relançamento das políticas sociais, designadamente pela articulação e acompanhamento da estratégia europeia de emprego, dos planos nacionais de acção para a inclusão e da coordenação aberta da política europeia de pensões, entre outras não menos exigentes missões.
ou será que quando o “antigo primeiro-ministro português considera que a opinião pública está agora mais preparada para aceitar reformas e garante que, actualmente, existe uma maior consciência para os problemas da competitividade económica”, se prepara para uma maior flexibilização, sem segurança, da Europa Social?
zé
mas com as eleições europeias de Junho chegou um novo presidente da comissão, que “considera difícil que a União Europeia a 25 consiga alcançar o objectivo de se tornar na economia mais competitiva do mundo em 2010. Por isso, vai propor aos Estados-membros a alteração da data.” (TSF). da data? mais importante será o relançamento das políticas sociais, designadamente pela articulação e acompanhamento da estratégia europeia de emprego, dos planos nacionais de acção para a inclusão e da coordenação aberta da política europeia de pensões, entre outras não menos exigentes missões.
ou será que quando o “antigo primeiro-ministro português considera que a opinião pública está agora mais preparada para aceitar reformas e garante que, actualmente, existe uma maior consciência para os problemas da competitividade económica”, se prepara para uma maior flexibilização, sem segurança, da Europa Social?
zé
terça-feira, 17 de agosto de 2004
sexta-feira, 13 de agosto de 2004
louvor n.º 519/2004
(de Teresa Caeiro, ex-Secretária de Estado da Segurança Social)
"A essência da segurança social são as pessoas, as suas vidas, alegrias e desgraças."
zé
"A essência da segurança social são as pessoas, as suas vidas, alegrias e desgraças."
zé
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
segunda-feira, 2 de agosto de 2004
Aljezur 30.07.2004
a todos os estimados/as
clientes que ainda näo
informo que a moagem
vai ficar fechada para
o moleiro também descansar
um pouco que será do
01.08.2004 a 15 do mesmo
reabre dia 16.08.2004
bom trabalho para quem
trabalha e boas férias
para quem tem férias
obrigado a todos.
(assinatura inelegível)
zé
clientes que ainda näo
informo que a moagem
vai ficar fechada para
o moleiro também descansar
um pouco que será do
01.08.2004 a 15 do mesmo
reabre dia 16.08.2004
bom trabalho para quem
trabalha e boas férias
para quem tem férias
obrigado a todos.
(assinatura inelegível)
zé
quinta-feira, 22 de julho de 2004
catenaccios conspirativos (II)
um clube que tenta envergonhar outro para vender lugares cativos, é um clube que se envergonha. os 'dirigentes' do Benfica estão ao nível deste governo atabalhoado
zé
zé
terça-feira, 20 de julho de 2004
alívio (II)
(TSF online)
Santana faz balanço positivo de 1º dia como PM
Santana Lopes fez esta segunda-feira um balanço positivo do primeiro dia como primeiro-ministro. À saída de uma missa de homenagem a Sá Carneiro, Santana anunciou que o orçamento de Estado vai ser apresentado dentro do prazo.
Neste primeiro dia «estivemos a preparar o programa do novo governo, a apresentar a assembleia, a preparar o orçamento do Estado, a fazer alguns pontos de situação relacionados com esta época do ano, como os incêndios, a descentralização, a segurança nas praias», disse Santana Lopes.«Em termo de política externa, o novo ministro da Agricultura (Carlos da Costa Neves) esteve hoje em Bruxelas num concelho de ministros», acrescentou.«Garanti também que o orçamento de estado será apresentado na data, a 12 de Outubro, apesar deste intervalo na actividade governativa»
zé
Santana faz balanço positivo de 1º dia como PM
Santana Lopes fez esta segunda-feira um balanço positivo do primeiro dia como primeiro-ministro. À saída de uma missa de homenagem a Sá Carneiro, Santana anunciou que o orçamento de Estado vai ser apresentado dentro do prazo.
Neste primeiro dia «estivemos a preparar o programa do novo governo, a apresentar a assembleia, a preparar o orçamento do Estado, a fazer alguns pontos de situação relacionados com esta época do ano, como os incêndios, a descentralização, a segurança nas praias», disse Santana Lopes.«Em termo de política externa, o novo ministro da Agricultura (Carlos da Costa Neves) esteve hoje em Bruxelas num concelho de ministros», acrescentou.«Garanti também que o orçamento de estado será apresentado na data, a 12 de Outubro, apesar deste intervalo na actividade governativa»
zé
sábado, 17 de julho de 2004
Marlboro Sarajevo
Ivo T. era e ficou comunista ... com um cravo vermelho no bolso ... como se estivesse esquecido que o 1.º de Maio já não se festeja ... faz de conta que não vê nem ouve, e quando tem mesmo de ver, responde com um emblema bósnio, um manguito.
Em sessenta e qualquer coisa elegeram Ivo T. para presidente da câmara. Chegava ao trabalho de bicicleta, como quem não quisesse distinguir-se dos operários. Tinha sempre as marcas das molas nas calças e a marca do assento atrás ... Este Tristac também o tinha comprado para ajudar a indústria nacional, e não como alguns que compravam Mercedes e ajudavam o capitalismo. Não passou nem um mês, Ivo T. demitiu-se ... Contava depois que não podia com criminosos.
...
E quando Tito faleceu, Ivo T. fechou-se no quarto e até à manhã seguinte bebeu um litro de gin ... E quando no funeral todos aqueles presidentes se levantaram enquanto baixavam Tito ao túmulo, levantou-se Ivo T. também. As lágrimas corriam-lhe enquanto se ouvia A Internacional.
... «Na minha casa o Natal não se festejará. Eu decidi-me uma vez por todas e não quero fazer como alguns. Lá fora é comunista, mas em casa parece a Catedral de Zagrebe» ...
Ivo T. dava-se bem com todos excepto com os ladrões ...
zé
Em sessenta e qualquer coisa elegeram Ivo T. para presidente da câmara. Chegava ao trabalho de bicicleta, como quem não quisesse distinguir-se dos operários. Tinha sempre as marcas das molas nas calças e a marca do assento atrás ... Este Tristac também o tinha comprado para ajudar a indústria nacional, e não como alguns que compravam Mercedes e ajudavam o capitalismo. Não passou nem um mês, Ivo T. demitiu-se ... Contava depois que não podia com criminosos.
...
E quando Tito faleceu, Ivo T. fechou-se no quarto e até à manhã seguinte bebeu um litro de gin ... E quando no funeral todos aqueles presidentes se levantaram enquanto baixavam Tito ao túmulo, levantou-se Ivo T. também. As lágrimas corriam-lhe enquanto se ouvia A Internacional.
... «Na minha casa o Natal não se festejará. Eu decidi-me uma vez por todas e não quero fazer como alguns. Lá fora é comunista, mas em casa parece a Catedral de Zagrebe» ...
Ivo T. dava-se bem com todos excepto com os ladrões ...
zé
terça-feira, 13 de julho de 2004
segunda-feira, 12 de julho de 2004
Calcanhotto no Jardim do Cerco (II)
music / makes the people / come together / music / makes the bourgeoisie / and the rebel / come together
don't think of yesterday / and I didn't look at the clock / I like to samba-reagge / it's like riding on the wind / and it never goes away / touches everything I'm in / got to have it everyday
(Madonna e Calcanhotto, resistentes vencedoras)
zé
resistir é vencer
durante a II Guerra Mundial, a resistência pintava os cartazes nazis com um V vermelho de vitória, que viria. cada uma e cada um de nós tem muitos pincéis para empunhar
zé
Calcanhotto no Jardim do Cerco
introduzia um grupo brasileiro, novo, que estivera há pouco em Portugal, mas que voltaria em breve, Los Hermanos (de Marcelo Camelo, que a Maria Rita já divulgara, e também de A Mulher Barbada na Cantada), 3 aplausos, 'como descreverei eles?'
- românticos, gritei-lhe
- como diz?, procurando-me com seu olhar ligeiramente estrábico
- românticos!
- é, pode ser
faltou dizer-lhe também trintões, barbudos, revolucionários, resistentes, vencedores
zé
sexta-feira, 9 de julho de 2004
catenaccios conspirativos
se o Presidente Sampaio convidar um qualquer Ernâni Lopes para PM para evitar tomar a responsabilidade (que tem que assumir) de convocar eleições antecipadas, deixo de ser sampaísta
se a dupla Vieira & Veiga continuar a contratar um guarda-redes direito e um guarda-redes esquerdo para correr com o guarda-redes e substituir o melhor central dos últimos anos pelas comissões dos centrais brasileiros, deixo de ser benfiquista
zé
terça-feira, 6 de julho de 2004
the economist
quando o ministèrio das finanças se diz proximo, quase umbilical, do banco de portugal, e a OCDE se nomeia 'salvaguarda' da economia e da politica portuguesa, não me orgulho nada em (querer) ser economista
zè
zè
sexta-feira, 2 de julho de 2004
Recado para um mentiroso (III)!
Algures neste prolígero blogue de nome Afixe, um dia se re-inventou o descaramento e a desfaçatez!
A carapuça há-de-lhe servir...ou não fosse ele um rapaz inteligente!
Andrews
A carapuça há-de-lhe servir...ou não fosse ele um rapaz inteligente!
Andrews
Recado para um mentiroso (II)!
No caso do Durão, o post anterior a este nem sequer faz sentido. Ele está muito para além da mentira, num terreno indefinido, palavra não inventada. E boa memória até deve ter, o que também não lhe falta é descaramento!
Andrews
Andrews
quinta-feira, 1 de julho de 2004
terça-feira, 29 de junho de 2004
segunda-feira, 28 de junho de 2004
Descoberta
(Los Hermanos)
Sai, que eu já não te quero mais
Sai por que hoje eu descobri
Que posso viver sem ti
Que posso viver em paz,
Muito bem sem teu amor
Sai por que agora eu sou
Um homem bem mais feliz
Um homem bem mais feliz
Vai, hoje a lagrima não cai
Sei agora o mal que faz
Dar amor a quem não ama,
Dar amor a quem só traz
Ódio e desilusão
Que maltrata um coração
Precisando de carinho
Precisando de carinho
Minha amada
Não consigo mais viver ao lado teu
Não consigo mais te dar o meu amor
Hoje vivo muito bem sem tua boca
E sozinho não conheço mais a dor
zé
Sai, que eu já não te quero mais
Sai por que hoje eu descobri
Que posso viver sem ti
Que posso viver em paz,
Muito bem sem teu amor
Sai por que agora eu sou
Um homem bem mais feliz
Um homem bem mais feliz
Vai, hoje a lagrima não cai
Sei agora o mal que faz
Dar amor a quem não ama,
Dar amor a quem só traz
Ódio e desilusão
Que maltrata um coração
Precisando de carinho
Precisando de carinho
Minha amada
Não consigo mais viver ao lado teu
Não consigo mais te dar o meu amor
Hoje vivo muito bem sem tua boca
E sozinho não conheço mais a dor
zé
sábado, 26 de junho de 2004
Cidadania Aberta
À Presidência da República
Portugal, 26 de Junho de 2004
Venho por este meio manifestar a Vª Exa., enquanto cidadão atento e interessado na construção cívica do país, a minha disponibilidade para o cargo de Primeiro Ministro de Portugal, informado que fui que o cargo se encontra disponível a quem quiser assumir as reponsabilidades de tão importante função.
Desde já lhe garanto a minha total fidelidade ao conteúdo programático que tenho em mente, e, embora sabendo que não é um programa particularmente populista, estou certo que tranquilizará Vª Exa., e, até se perspectivarem melhores oportunidades políticas, económicas ou outras, comprometo-me a dignificar o cargo através da fidelidade ao programa político inicialmente assumido pela minha pessoa e respectivo gabinete.
Em anexo, envio-lhe a constituição do executivo.
Atenciosamente,
Um cidadão preocupado
Ministro das Finanças..................................................... Pedro Escobar
Ministro da Economia...................................................... Mello Antunes
Ministro da Educação...................................................... Gilberto Madaíl
Ministro da Cultura ........................................................ Ministério a extinguir
Ministro da Ciência e do Ensino Superior.............................. Ministério a extinguir
Ministro da Saúde............................................................ Saraiva Almeida
Ministro da Defesa............................................................ Ulrrico Bota
Ministro dos Negócios Estrangeiros....................................... João V. Pinto
Ministro da Solidariedade Social............................................ Ministério a extinguir
Ministro da Administração Interna......................................... Manuel Damásio
Ministro da Mobilidade Social[1].............................................Santana Lopes
--------------------------------------------------------------------------------
[1] Ministério a criar
Portugal, 26 de Junho de 2004
Venho por este meio manifestar a Vª Exa., enquanto cidadão atento e interessado na construção cívica do país, a minha disponibilidade para o cargo de Primeiro Ministro de Portugal, informado que fui que o cargo se encontra disponível a quem quiser assumir as reponsabilidades de tão importante função.
Desde já lhe garanto a minha total fidelidade ao conteúdo programático que tenho em mente, e, embora sabendo que não é um programa particularmente populista, estou certo que tranquilizará Vª Exa., e, até se perspectivarem melhores oportunidades políticas, económicas ou outras, comprometo-me a dignificar o cargo através da fidelidade ao programa político inicialmente assumido pela minha pessoa e respectivo gabinete.
Em anexo, envio-lhe a constituição do executivo.
Atenciosamente,
Um cidadão preocupado
Ministro das Finanças..................................................... Pedro Escobar
Ministro da Economia...................................................... Mello Antunes
Ministro da Educação...................................................... Gilberto Madaíl
Ministro da Cultura ........................................................ Ministério a extinguir
Ministro da Ciência e do Ensino Superior.............................. Ministério a extinguir
Ministro da Saúde............................................................ Saraiva Almeida
Ministro da Defesa............................................................ Ulrrico Bota
Ministro dos Negócios Estrangeiros....................................... João V. Pinto
Ministro da Solidariedade Social............................................ Ministério a extinguir
Ministro da Administração Interna......................................... Manuel Damásio
Ministro da Mobilidade Social[1].............................................Santana Lopes
--------------------------------------------------------------------------------
[1] Ministério a criar
sexta-feira, 11 de junho de 2004
pop super, super rock
depois de muse, los hermanos, gomo e toranja, eis que chegam pixies, pluto, clã e massive attack. do Marcelo Camelo fica a descoberta de mais letras calcanhottianas, "não consigo mais viver ao lado teu / não consigo mais te dar o meu amor / hoje vivo muito bem sem tua boca / e sozinho não conheço mais a dor"
zé
quarta-feira, 9 de junho de 2004
Enrico Berlinguer
Noi siamo convinti che il mondo, anche questo terribile, intricato mondo di oggi può essere conosciuto, interpretato, trasformato, e messo al servizio dell'uomo, del suo benessere, della sua felicità. La lotta per questo obiettivo è una prova che può riempire degnamente una vita.
zé
quinta-feira, 3 de junho de 2004
outro novo Américo Tomaz (ou será do ovni?)
"Carmona Rodrigues anunciou a intenção de revelar dentro de pouco tempo a ideia do Governo em criar uma ligação entre o Metro de Lisboa e o Metro do Sul do Tejo. O objectivo é construir um túnel sob o rio Tejo." (última hora)
um ministro deste governo anuncia a intenção de revelar dentro de pouco tempo a ideia. já não lhes basta as inaugurações em campanha eleitoral
zé
um ministro deste governo anuncia a intenção de revelar dentro de pouco tempo a ideia. já não lhes basta as inaugurações em campanha eleitoral
zé
terça-feira, 1 de junho de 2004
outro Junho é possível
... sem o Euro, sem o calor excessivo, sem as calúnias e a má educação em comícios da coligação, sem a Casa Pia. e começou há poucos minutos, com Os Outros de Alejandro Amenábar e Nicole Kidman. em www.cinemateca.pt
(João, desculpa continuar a abusar do blog)
zé
sexta-feira, 28 de maio de 2004
coligação
durante os próximos dias não vale a pena outra luta desunida. todas e todos pelo Carvalhas, pelo Louçã, pelo Sousa Franco, pelas deputadas de Os Verdes. todas e todos contra a arrogância de quem parece unido em torno do Durão e da coligação
zé
quarta-feira, 19 de maio de 2004
o novo Américo Tomaz
(do site da C.M.Lisboa)
2004-05-18
Santana Lopes na Jubilação de Fraústo da Silva
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa assistiu à última aula do Professor Fraústo da Silva, no Instituto superior Técnico, no dia 18 de Maio.
Com a presença do Presidente da República, Jorge Sampaio, e do Presidente da CML, Pedro Santana Lopes, o Professor Fraústo da Silva proferiu a sua última aula no Instituto Superior Técnico, na ocasião da sua jubilação, no passado dia 18 de Maio.
zé
2004-05-18
Santana Lopes na Jubilação de Fraústo da Silva
O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa assistiu à última aula do Professor Fraústo da Silva, no Instituto superior Técnico, no dia 18 de Maio.
Com a presença do Presidente da República, Jorge Sampaio, e do Presidente da CML, Pedro Santana Lopes, o Professor Fraústo da Silva proferiu a sua última aula no Instituto Superior Técnico, na ocasião da sua jubilação, no passado dia 18 de Maio.
zé
Safe Area Gorazde
(de Joe Sacco)
Joe: (But I was trying to break the ol'ice-aroo with Emira, the 19-year-old translator who'd been assigned to us for the afternoon.)
(Okay! Scratch that opening? But before I could think up another klunker she was asking me if I'd come back to Gorazde again.)
(Again? I've just gotten here, my dear.)
Emira: If you come again, is it possible?
Can you buy some Levi's for me in Sarajevo? 501's, Originals. I can give you the money.
Joe: (She gave me her sizes.)
Emira: But they must be Originals.
Joe: (Where were we?)
(Gorazde!)
(An almost exclusively Muslim enclave...)
(There were barrels of armed Serbs between here and the nearest pair of Originals.)
zé
Joe: (But I was trying to break the ol'ice-aroo with Emira, the 19-year-old translator who'd been assigned to us for the afternoon.)
(Okay! Scratch that opening? But before I could think up another klunker she was asking me if I'd come back to Gorazde again.)
(Again? I've just gotten here, my dear.)
Emira: If you come again, is it possible?
Can you buy some Levi's for me in Sarajevo? 501's, Originals. I can give you the money.
Joe: (She gave me her sizes.)
Emira: But they must be Originals.
Joe: (Where were we?)
(Gorazde!)
(An almost exclusively Muslim enclave...)
(There were barrels of armed Serbs between here and the nearest pair of Originals.)
zé
segunda-feira, 17 de maio de 2004
merecemos melhores cartazes
não comento os cartazes da outra coligação que não a CDU, nem os do Manel nem os da Ilda, não vou votar neles. não vou comentar o cartaz da rapaziada que faz guerra ao desemprego, pois também não voto nela (e se o comentasse, diria que é o melhor do Bloco desde sempre). vou votar no PS, no PS que importou uns cartazes horríveis, que confundem 'mais solidariedade' com um velho a beijar uma velhota sorridente, que confundem 'melhor economia' com 4 yuppies cheios de gana que até parecem ter levado à falência pequenas empresas. já não bastavam os da concelhia de Lisboa sobre a segurança na capital, o cartão amarelo em época pré-apito dourado, ciclo de maus cartazes felizmente invertido com as recordações do europeísmo do PS e as comparações da evolução de alguns indicadores em Portugal e na Europa nos últimos anos, tinham que encher Lisboa (e até Terena, no Alandroal) com estas americanices. antes a rosa com o punho envergonhado
zé
sexta-feira, 14 de maio de 2004
Abril em Maio
até segunda-feira, a feira da Abril em Maio, no Regueirão dos Anjos:
À ABRIL EM MAIO não interessa "o cultural" em que a cultura se transformou, mas a cultura enquanto "conjunto de saberes, de saberes-fazer e de saberes-viver, fundado numa prática colectiva em que os indivíduos e os grupos são actores da sua própria existência".
À ABRIL EM MAIO interessam, sim, os produtos culturais (e muitos deles são arte) que, pelo modo como são produzidos e reproduzidos e o valor de uso que podem ter, resistem à instrumentalização política e económica. Aqueles que, de uma maneira ou de outra veiculem ideais de solidariedade e cooperação, visando a transformação, e que combatam o autoritarismo, a ideologia competitiva, o discurso dominante e os ditames do mercado.
À ABRIL EM MAIO interessa o trabalho dos intelectuais e dos artistas que, em vez de aceitarem, aprovarem e aplaudirem a ordem estabelecida, a contestam, a criticam e tentam combatê-la.
(http://go.to/abrilemmaio)
zé
À ABRIL EM MAIO não interessa "o cultural" em que a cultura se transformou, mas a cultura enquanto "conjunto de saberes, de saberes-fazer e de saberes-viver, fundado numa prática colectiva em que os indivíduos e os grupos são actores da sua própria existência".
À ABRIL EM MAIO interessam, sim, os produtos culturais (e muitos deles são arte) que, pelo modo como são produzidos e reproduzidos e o valor de uso que podem ter, resistem à instrumentalização política e económica. Aqueles que, de uma maneira ou de outra veiculem ideais de solidariedade e cooperação, visando a transformação, e que combatam o autoritarismo, a ideologia competitiva, o discurso dominante e os ditames do mercado.
À ABRIL EM MAIO interessa o trabalho dos intelectuais e dos artistas que, em vez de aceitarem, aprovarem e aplaudirem a ordem estabelecida, a contestam, a criticam e tentam combatê-la.
(http://go.to/abrilemmaio)
zé
Japanese Story
(http://www.pilbara.com/)
que tem em comum com Lost in Translation, Historias Mínimas, The English Patient?
zé
que tem em comum com Lost in Translation, Historias Mínimas, The English Patient?
zé
quinta-feira, 13 de maio de 2004
Maio mês de ...
Maio é mês de Maria, do coração e do Trabalhador. Durão & Bagão pensam decretar Maio mês de trabalho sem coração para a Maria e o Manel
zé
Eurofestival sem Durão?
não cheguei a casa a horas de ver toda a meia-final do eurofestival da canção. não vi 'a nossa' Sofia, mas vi a presença da Croácia, Sérvia-Montenegro, Bósnia-Herzegovina, Holanda. quando foram as votações, percebi que afinal Portugal estava mesmo presente. e Durão, esteve em Istambul? ou só vai a finais?
zé
quarta-feira, 12 de maio de 2004
tod@s à Cova da Iria
(Luciano Alvarez, sobre a não ida do PM em visita oficial ao México)
Já estamos todos a ver Durão Barroso no estádio Gelsenkirchen a gritar "força Portugal", acompanhado por alguns deputados socialistas soprando freneticamente os seus apitos amarelos (os amarelos e não os dourados) enquanto puxam pelo FC Porto. Já agora que vá também o dr. Paulo Portas, mas que se faça acompanhar pela Senhora de Fátima, que segundo o ministro, nos livrou do crude do Prestige. Já que vale tudo que se leve também a Santa à Alemanha.
zé
Já estamos todos a ver Durão Barroso no estádio Gelsenkirchen a gritar "força Portugal", acompanhado por alguns deputados socialistas soprando freneticamente os seus apitos amarelos (os amarelos e não os dourados) enquanto puxam pelo FC Porto. Já agora que vá também o dr. Paulo Portas, mas que se faça acompanhar pela Senhora de Fátima, que segundo o ministro, nos livrou do crude do Prestige. Já que vale tudo que se leve também a Santa à Alemanha.
zé
terça-feira, 11 de maio de 2004
Otto
(para irmãs como a S.)
Distraída pra morte
Eu estava sim
Distraída pra morte
Eu estava sim.
E no enterro
Pra que o trabuco?
Matar defunto
Não é legal.
Eu só chorei
Porque era um pobre
Que estava aí
São quatro corpos deitados
Todos eles ensanguentados
Mas o que é que eu posso fazer?
Eles são desempregados
zé
Distraída pra morte
Eu estava sim
Distraída pra morte
Eu estava sim.
E no enterro
Pra que o trabuco?
Matar defunto
Não é legal.
Eu só chorei
Porque era um pobre
Que estava aí
São quatro corpos deitados
Todos eles ensanguentados
Mas o que é que eu posso fazer?
Eles são desempregados
zé
segunda-feira, 10 de maio de 2004
Clã rosa carne
Às vezes o nosso amor adora morrer
P’ra voltar e voltar a correr
Parece que o nosso amor se evapora
Hora a que o ar do lar o aquece e devora
Às vezes o nosso amor tropeça só
Para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
Às vezes o nosso amor adora sangrar
P’ra se esvair e voltar a estancar
Às vezes o nosso amor adora lamber
A cicatriz que insiste em conceber
Parece que o nosso amor se desflora só
Para que o céu lhe peça – “benze-te depressa”
Às vezes o nosso amor acalora
Para que a água estale a pele a ferver
Às vezes o nosso amor decora, ora
Parece que o ar do lar o estupora
Às vezes o nosso amor descola só
Para que peça a peça se junte numa peça
O nosso amor adora suster
O ar que inspira e sorve só p’ra verter
Às vezes o nosso amor demora a crescer
Parece que tem medo de não caber, de não caber
zé
P’ra voltar e voltar a correr
Parece que o nosso amor se evapora
Hora a que o ar do lar o aquece e devora
Às vezes o nosso amor tropeça só
Para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
Às vezes o nosso amor adora sangrar
P’ra se esvair e voltar a estancar
Às vezes o nosso amor adora lamber
A cicatriz que insiste em conceber
Parece que o nosso amor se desflora só
Para que o céu lhe peça – “benze-te depressa”
Às vezes o nosso amor acalora
Para que a água estale a pele a ferver
Às vezes o nosso amor decora, ora
Parece que o ar do lar o estupora
Às vezes o nosso amor descola só
Para que peça a peça se junte numa peça
O nosso amor adora suster
O ar que inspira e sorve só p’ra verter
Às vezes o nosso amor demora a crescer
Parece que tem medo de não caber, de não caber
zé
sexta-feira, 30 de abril de 2004
Para Dolores (Ibárruri, "Pasionaria")
(de Rafael Alberti)
Dolores, ya llegó el dia:
El pueblo no te ha olvidado.
Gandera de valentia,
que por ti el pueblo ha gritado:
!Más vale morir de pie
que vivir arrodillado!
zé
Dolores, ya llegó el dia:
El pueblo no te ha olvidado.
Gandera de valentia,
que por ti el pueblo ha gritado:
!Más vale morir de pie
que vivir arrodillado!
zé
Acaba hoje o MÊS de Abril
Tinha decidido, para mim mesma, durante tudo este mês de Abril colocar todos os dias aqui uma gravura alusiva à Revolução do dia 25.
Hoje acabo com o símbolo que nos tornou conhecidos por todo o lado. Foi a Revolução dos Cravos. Possam eles não murchar é o que mais desejo.
M.L.
quinta-feira, 29 de abril de 2004
as eleições do ACP
nunca pensaria em votar nas eleições do ACP, como nunca pensei em votar nas eleições para a ordem dos Economistas (só quando uma das candidaturas propuser a extinção da dita). mas como um dos candidatos, provavelmente o vencedor, deve pensar que por ser presidente da maior associação portuguesa não deverá ter problemas com a justiça, fui votar noutra lista que não a A - ou pensava ir votar: sou sócio há menos de um ano, não tenho direito a voto. se ainda fosse por nunca ter chamado o serviço de reboques, por não ter seguro ACP ou por não comprar pacotes turísticos do ACP, por não ter um porta-chaves do ACP nem ler a revista do club, ainda aceitava, agora 1 ano cativo? nem o PS, que é um partido, exige tanto
zé
O menino e o soldado
Teria sido esta imagem que inspirou o mais famoso poster do 25 de Abril?
Aqui está tudo mais ao vivo, menos trabalhado, mas o sorriso é o mesmo e a confiança entre a criança e o militar é linda!
M.L.
quarta-feira, 28 de abril de 2004
As paredes falaram por todo o país
Este até não é grande coisa, mas os melhores murais foram deste partido. Podia não se gostar da mensagem mas o impacto era excelente.
M.L.
terça-feira, 27 de abril de 2004
segunda-feira, 26 de abril de 2004
domingo, 25 de abril de 2004
25 DE ABRIL, LIBERDADE E DEMOCRACIA. Porque Abril é... Revolução
MADRUGADA DE CONSPIRAÇÃO
MANHÃ DE LIBERDADE
DEMOCRACIA
VIVA O 25 DE ABRIL!
MANHÃ DE LIBERDADE
DEMOCRACIA
VIVA O 25 DE ABRIL!
sábado, 24 de abril de 2004
Hoje é véspera!
Faltam poucas horas mas muito poucos o sabem.
As flores tinham sido colhidas.
Os soldados estavam nos quarteis.
A "senha"estava decorada.
O povo continuava a sua vida sem saber que muito em breve TUDO ia ser diferente.
Tudo a postos era a última noite da ditadura. Ia acabar a "longa noite" de quase meio século.
M.L.
As flores tinham sido colhidas.
Os soldados estavam nos quarteis.
A "senha"estava decorada.
O povo continuava a sua vida sem saber que muito em breve TUDO ia ser diferente.
Tudo a postos era a última noite da ditadura. Ia acabar a "longa noite" de quase meio século.
M.L.
sexta-feira, 23 de abril de 2004
Imprensa Livre
Ainda só tinham passado dois dias:
Finalmente escrevia-se sem censura.
Ainda custava acreditar que cada um só era responsável perante a sua consciência!
M.L.
Finalmente escrevia-se sem censura.
Ainda custava acreditar que cada um só era responsável perante a sua consciência!
M.L.
quinta-feira, 22 de abril de 2004
A Guerra tinha acabado!!!
Foi assim:
O povo anónimo e os militares.
O sonho era o mesmo.
Tinha acabado a guerra e a ditadura.
Um mar de alegria!!
M.L.
O povo anónimo e os militares.
O sonho era o mesmo.
Tinha acabado a guerra e a ditadura.
Um mar de alegria!!
M.L.
quarta-feira, 21 de abril de 2004
Continuamos em Abril
Mais imagens.
Enquanto os lembrarmos, eles continuam vivos.
A memória é a maior homenagem.
Não esqueceremos!
M.L.
terça-feira, 20 de abril de 2004
Outras recordações
Para nunca se esquecer
São imagens já se viram muitas vezes mas não são demais. É que é preciso nunca esquecer. Foi há pouco tempo ainda e já há quem ache que nem sabe nem se importa... Que são águas passadas. Foram águas muito fortes, uma inundação.
M.L.
São imagens já se viram muitas vezes mas não são demais. É que é preciso nunca esquecer. Foi há pouco tempo ainda e já há quem ache que nem sabe nem se importa... Que são águas passadas. Foram águas muito fortes, uma inundação.
M.L.
segunda-feira, 19 de abril de 2004
"Adeus, até ao meu regresso”
Frequentei este blog, mantido aberto com grande generosidade pelo seu “criador” durante quase 3 meses. Tenho-me divertido muito. Agora surgiu-me uma proposta irrecusável e estou de malas feitas para outro blog. Saiu do ovo a semana passada, chama-se Afixe em honra do seu criador, cujo nick começou por ser “Afixe um comentário” e foi perdendo os apelidos com o passar do tempo. Mas foi aqui que ganhei o gosto (ia dizer o vício) por esta escrita tão especial. Acho que ainda cá vou voltar de vez em quando.
E vou mesmo voltar todos os dias, até ao fim do mês, porque fiz uma espécie de promessa a mim mesma de colocar uma imagem todos os dias de Abril a lembrar o 25.
Portanto, até ao final do mês vou ser visita diária. Daí em diante só por saudades.
Mas convido-vos a todos a darem um saltinho ao Afixe
Beijinhos para todos
M.L.
E vou mesmo voltar todos os dias, até ao fim do mês, porque fiz uma espécie de promessa a mim mesma de colocar uma imagem todos os dias de Abril a lembrar o 25.
Portanto, até ao final do mês vou ser visita diária. Daí em diante só por saudades.
Mas convido-vos a todos a darem um saltinho ao Afixe
Beijinhos para todos
M.L.
O mistério do "Estranho caso dos cartazes duplicados"
Guerra dos Cartazes? Guerra dos Cartões?
Nestas questões de eleições e preparação para as mesmas existem umas personagens com um papel importantíssimo que são os publicitários. Campanhas de marketing, assessores de imagem, e figuras com profissão cujo nome não sei, nem me interessa saber, constituem chaves decisivas para um bom ou mau resultado eleitoral. É a lei da concorrência aplicada à política partidária. Inicialmente este aspecto chocou-me, na minha inocência, mas entendi logo que é assim mesmo e não há cá conversas românticas.
Ora nesta linha de pensamento, está-se a passar um fenómeno que me deixa muito perplexa.
Há algum tempo, surgiram uns outdoors com uma imagem de uma mão, presumivelmente de um árbitro/eleitor, empunhando um cartão amarelo onde estavam enunciadas algumas das promessas eleitorais que os candidatos PSD/PP tinham feito há 2 anos e ... não tinham chegado a cumprir. Enfim, era uma ideia. Melhor do que a dos outros cartazes, de triste memória, que aparentemente tinham sido apenas ideia da concelhia do PS onde acusavam a autarquia de Lisboa de não fazer coisas que não seriam mesmo da sua competência. Estes cartazes, dos cartões amarelos, não sendo uma ideia genial, ...enfim, passavam.
Agora, aparecem, mesmo lado a lado, outros rigorosamente iguais, onde o cartão é vermelho, assinados pelo PSD/PP. Olhando com mais atenção, vê-se que a mensagem é que se não fossem eles Portugal tinha recebido o tal cartão vermelho da Europa. Para além da ideia ser arrevesada, e de leitura difícil porque quem passa distraído o que conclui é que é uma segunda mensagem do PS agora a mandar o governo para a rua, parece ser algo de semelhante a um plágio! Mas isso é possível? Um criativo publicitário pode ter uma ideia e outro copiá-la?
Neste mundo já tenho visto muita coisa, mas esta é das mais estranhas. Houve 2 ideias coincidentes rigorosamente no mesmo minuto? Quando deram por isso já os cartazes estavam feitos? Era muito caro fazer outros? Isto são ideias que me vão ocorrendo a ver sde entendo alguma coisa.
É que eu não tenho nada contra o futebol, em doses razoáveis. Mas, ver o país todo, praias até, transformado em estádio como a publicidade ao Euro o mostra, e agora a futebolite já transbordar para a política parece-me que me apetece acreditar em Teorias da Conspiração e imaginar que a nossa terra foi invadida por alliens que andam a gozar connosco. Só pode!
M.L.
Mais uma recordação
Este foi um período de grande sonho
Quando o mundo tinha os olhos postos em nós.
E pelos bons motivos. O que se tinha passado aqui era um caso invulgar, uma revolução sem sangue.
M.L.
Quando o mundo tinha os olhos postos em nós.
E pelos bons motivos. O que se tinha passado aqui era um caso invulgar, uma revolução sem sangue.
M.L.
domingo, 18 de abril de 2004
História Contemporânea
Cheguei agora do cinema.
Este filme, fui vê-lo a conselho de uma colega que sabia que eu tinha gostado imenso de dois outros, canadianos, passados há uns meses no Quarteto e com a particularidade de sendo dois filmes distintos, fazerem uma continuação. Refiro-me a “A Queda do Império Americano” e “A Invasão dos Bárbaros”. Acho que lá mais para baixo lhes dediquei um post, porque gostei muito e achei a ideia genial de, com vinte e tal anos de intervalo, encontrar os mesmos actores e agarrar as mesmas personagens.
Desta vez a colega enganou-se. Não tem nada a ver com o outro exemplo. Trata-se de um único filme, simplesmente como leva seis horas a ser exibido está dividido em duas partes. E é italiano o que marca toda a diferença.
Será muito forçado fazer comparações, mas este está mais na linha do “1900” do Bertolucci. Aliás tudo se interliga, porque o título do filme “La Meglio Gioventù” é tirado de um conjunto de poemas de Pasolini, também um realizador de culto (pelo menos para mim)
À chegada encontramos dois irmãos no finalzinho da adolescência e, ao fim de umas horas passadas na sua companhia, despedimo-nos já de um avô, embora acabado de casar. Ao longo desta vida e das que lhes estão associadas passa a história da Itália, da Europa, do Mundo. Está lá tudo. Esperanças, lutas, coragem, resignação, conformismo. Perspectivas femininas e masculinas do mundo. Discussão de estereótipos. O ponto de vista de crianças e de velhos. Opções contrárias perante o mesmo desafio. A sociedade e a forma de encarar a doença mental. Ao longo daquelas horas recordamos todas as canções que foram famosas ao longo de 40 anos...
É uma Itália viva, - futebol, máfia, acidentes naturais como as cheias, crise, desemprego, desunião em famílias. Muitas dúvidas sobre o certo ou errado – uma mãe que deixa a filha para seguir as Brigadas Vermelhas. Achou que lutava melhor pela filha daquele modo? O pai de um médico morre de cancro. Onde está a ciência, nestas horas? Uma mulher, mãe e professora, grandes olhos tristes, 4 filhos adultos e sempre boa profissional e disponível apesar de em permanente discussão com o pai. Tantas mulheres como esta que conhecemos!
Violência, terrorismo, crimes de colarinho branco. Como defeito, achei que um dos irmãos, Nicola, possivelmente o protagonista se é que os há neste filme, é talvez excessivamente perfeito! Os possíveis erros que comete são-no por excessivo respeito pela vontade dos outros. A violência complicada do irmão Matteo que não encontra caminho virando-se para si mesmo, é vista também como uma fuga por alguém que lhe diz: “Já sei porque gostas tanto de livros. É que eles podem fechar-se quando queremos. A vida não!” Ele decide que pode não ser assim. E é também uma grande história de amor, como se adivinha. Mas é sobretudo uma lição de História.
Já viram que isto é apenas um enunciado de pontos importantíssimos que o filme foca. Não é uma crítica, são as minhas impressões. Muito vivas ainda. E também um conselho: se vivem em Lisboa percam/ganhem ( ? ) duas noites ou duas tardes e vão ao King. Saem de lá mais ricos.
M.L.
Este filme, fui vê-lo a conselho de uma colega que sabia que eu tinha gostado imenso de dois outros, canadianos, passados há uns meses no Quarteto e com a particularidade de sendo dois filmes distintos, fazerem uma continuação. Refiro-me a “A Queda do Império Americano” e “A Invasão dos Bárbaros”. Acho que lá mais para baixo lhes dediquei um post, porque gostei muito e achei a ideia genial de, com vinte e tal anos de intervalo, encontrar os mesmos actores e agarrar as mesmas personagens.
Desta vez a colega enganou-se. Não tem nada a ver com o outro exemplo. Trata-se de um único filme, simplesmente como leva seis horas a ser exibido está dividido em duas partes. E é italiano o que marca toda a diferença.
Será muito forçado fazer comparações, mas este está mais na linha do “1900” do Bertolucci. Aliás tudo se interliga, porque o título do filme “La Meglio Gioventù” é tirado de um conjunto de poemas de Pasolini, também um realizador de culto (pelo menos para mim)
À chegada encontramos dois irmãos no finalzinho da adolescência e, ao fim de umas horas passadas na sua companhia, despedimo-nos já de um avô, embora acabado de casar. Ao longo desta vida e das que lhes estão associadas passa a história da Itália, da Europa, do Mundo. Está lá tudo. Esperanças, lutas, coragem, resignação, conformismo. Perspectivas femininas e masculinas do mundo. Discussão de estereótipos. O ponto de vista de crianças e de velhos. Opções contrárias perante o mesmo desafio. A sociedade e a forma de encarar a doença mental. Ao longo daquelas horas recordamos todas as canções que foram famosas ao longo de 40 anos...
É uma Itália viva, - futebol, máfia, acidentes naturais como as cheias, crise, desemprego, desunião em famílias. Muitas dúvidas sobre o certo ou errado – uma mãe que deixa a filha para seguir as Brigadas Vermelhas. Achou que lutava melhor pela filha daquele modo? O pai de um médico morre de cancro. Onde está a ciência, nestas horas? Uma mulher, mãe e professora, grandes olhos tristes, 4 filhos adultos e sempre boa profissional e disponível apesar de em permanente discussão com o pai. Tantas mulheres como esta que conhecemos!
Violência, terrorismo, crimes de colarinho branco. Como defeito, achei que um dos irmãos, Nicola, possivelmente o protagonista se é que os há neste filme, é talvez excessivamente perfeito! Os possíveis erros que comete são-no por excessivo respeito pela vontade dos outros. A violência complicada do irmão Matteo que não encontra caminho virando-se para si mesmo, é vista também como uma fuga por alguém que lhe diz: “Já sei porque gostas tanto de livros. É que eles podem fechar-se quando queremos. A vida não!” Ele decide que pode não ser assim. E é também uma grande história de amor, como se adivinha. Mas é sobretudo uma lição de História.
Já viram que isto é apenas um enunciado de pontos importantíssimos que o filme foca. Não é uma crítica, são as minhas impressões. Muito vivas ainda. E também um conselho: se vivem em Lisboa percam/ganhem ( ? ) duas noites ou duas tardes e vão ao King. Saem de lá mais ricos.
M.L.
ERRES
É engraçado como uma ideia manhosa, como a de realçar a noção de Evolução que nos remete para os tempos bafientos do Marcelismo e "conversas em família", acabou por ser despoletadora de tantas outras ideias criativas. Li no Blog do Miguel Vale de Almeida este post muito sugestivo.
Viram o que pode ser um R ?
Revolta
Renascimento
Recriar
Raio de Sol ( ou de luar)
Rebeldia
Razão
Realidade
Reclamar e também Reconciliar
Reconhecer
Reflectir
Recusar
Bem, fico por aqui mas passo-vos o jogo de imaginação.
Pode ser bem estimulante!
M.L.
Sem censura, sem lápis azul!!!
Um dos primeiros jornais não censurados:
Ó jovens do meu país, imaginem por momentos o que era viver-se com uma mordaça invisível. Era tanta a falta de ar... Hoje pode-se respirar graças ao que se passou há 30 anos.
Ó jovens do meu país, imaginem por momentos o que era viver-se com uma mordaça invisível. Era tanta a falta de ar... Hoje pode-se respirar graças ao que se passou há 30 anos.
sábado, 17 de abril de 2004
A internet é mesmo misteriosa (para quem não sabe )
Quando penso que consigo mexer-me mais ou menos neste mundo mágico, pumba, apanho com um balde de água fria que é para não me pôr com manias e demasiado convencida que não faz bem à saúde!
Vem isto a propósito da mudança de nick que um dos fundadores do Blog Afixe decidiu efectuar e do facto de eu ter tentado, primeiro fazer um link completo num comentário e, quando vi que não resultou, pelo menos decidi escrever
este endereço muito convencida que copiando o endereço se chegava lá onde eu queria.
Não senhor! Quando lá voltei havia reclamações e com muita razão.
Bem, na falta do livro amarelo, estou a tentar linkar aqui o que queria mostrar. Pelas tais artes mágicas que não domino, aqui parece que dá.
Ou seja, a verdadeira História do Rei Merovee e o que mais se quiser saber...
M.L
Vem isto a propósito da mudança de nick que um dos fundadores do Blog Afixe decidiu efectuar e do facto de eu ter tentado, primeiro fazer um link completo num comentário e, quando vi que não resultou, pelo menos decidi escrever
este endereço muito convencida que copiando o endereço se chegava lá onde eu queria.
Não senhor! Quando lá voltei havia reclamações e com muita razão.
Bem, na falta do livro amarelo, estou a tentar linkar aqui o que queria mostrar. Pelas tais artes mágicas que não domino, aqui parece que dá.
Ou seja, a verdadeira História do Rei Merovee e o que mais se quiser saber...
M.L
Adoro a minha cidade!
Como já aqui referi sou mesmo de Lisboa, nascida e criada cá. E vou contra a moda, afirmando que gosto mesmo muito desta minha terra. Claro que gosto de passar uns fins de semana, de vez em quando, lá no campo o que também tem as suas vantagens mas é porque sei que depois volto “para casa”. E a quem tem a desgraça de trabalhar aqui e viver nos arredores, só posso dizer que ficou com o pior dos dois mundos possíveis. Porque exactamente esta cidade é mais linda é mesmo ao fim de semana.
Se evitarmos cautelosamente Centros Comerciais ( mas quem é a pessoa de bom-senso que o não faz?) o passearmos por estas ruas serenas e com pouco trânsito é um dos grandes prazeres da vida.
O entardecer nesta terra tem uns tons mágicos como raramente se vê noutros locais. Como se passou mais de um século já tinha atrevimento para “pastichar” o Cesário e dizer
“Nas nossas ruas, ao anoitecer,
há tal tranquilidade, tal melancolia,
que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia,
despertam-me um desejo absurdo de sonhar”
Fui a uma matinée de um filme que passa em dois dias tão grande é (amanhã, depois da segunda parte venho aqui falar dele, de certeza!) e, por um lado para saborear o filme enquanto e o ia recordando, e por outro porque o dia estava lindíssimo, dei por mim a andar sem destino durante cerca de duas horas... Foi um prazer sensual, a suavidade do ar, as cores dos prédios, os sons abafados, parecia que todos os meus sentidos eram acarinhados ao mesmo tempo.
E hoje reconciliei-me com muita coisa. Cá para baixo, depois de um post onde também falava de Lisboa com alguma acidez em relação às obras, num comentário o Dias chamava a atenção para o facto de que as obras são necessárias. Bom, hoje ainda continuo a achar que podiam ser bastante mais aceleradas, mas creio que até com isso me reconciliei. Realmente gosto desta terra e morro de saudades sempre que tenho de viver longe dela!
M.L.
Se evitarmos cautelosamente Centros Comerciais ( mas quem é a pessoa de bom-senso que o não faz?) o passearmos por estas ruas serenas e com pouco trânsito é um dos grandes prazeres da vida.
O entardecer nesta terra tem uns tons mágicos como raramente se vê noutros locais. Como se passou mais de um século já tinha atrevimento para “pastichar” o Cesário e dizer
“Nas nossas ruas, ao anoitecer,
há tal tranquilidade, tal melancolia,
que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia,
despertam-me um desejo absurdo de sonhar”
Fui a uma matinée de um filme que passa em dois dias tão grande é (amanhã, depois da segunda parte venho aqui falar dele, de certeza!) e, por um lado para saborear o filme enquanto e o ia recordando, e por outro porque o dia estava lindíssimo, dei por mim a andar sem destino durante cerca de duas horas... Foi um prazer sensual, a suavidade do ar, as cores dos prédios, os sons abafados, parecia que todos os meus sentidos eram acarinhados ao mesmo tempo.
E hoje reconciliei-me com muita coisa. Cá para baixo, depois de um post onde também falava de Lisboa com alguma acidez em relação às obras, num comentário o Dias chamava a atenção para o facto de que as obras são necessárias. Bom, hoje ainda continuo a achar que podiam ser bastante mais aceleradas, mas creio que até com isso me reconciliei. Realmente gosto desta terra e morro de saudades sempre que tenho de viver longe dela!
M.L.
Um assunto muito sério
Eu acredito que este post apesar de um tom ligeiro não foi escrito a brincar. Tenho a maior simpatia pelo BdE e nunca acreditaria que iam brincar com uma coisa tão séria, apesar de ter sido escrito de um modo, para o meu gosto, demasiado leve.
Eu estou preocupadíssima. Não, não tenho nenhuma criança desta idade, mas acho que se justifica um esclarecimento muito sério e muito claro aos pais. Quase sempre os técnicos de saúde utilizam termos, que são rigorosos e exactos – o que está certo porque são cientistas – mas devem levar em conta que quando estão a falar para leigos, falar assim é o mesmo que não dizer nada. Minto. É pior do que não dizer nada! Porque quando não se entende o que nos dizem entra-se ainda mais em pânico.
Parecia-me da maior importância que, ao menos desta vez, os media procurassem alguém que soubesse dizer em palavras de duas sílabas o que se está a passar com os meninos atacados por uma infecção tão grave, tão grave, que mata mesmo. A dor de perder um filho é a maior dor do mundo! Sente-se como qualquer coisa “contra-natura”, um absurdo, um erro divino. É dos tais assuntos que só quem o viveu tem o direito de falar dele.
E agora tenta-se explicar que não é uma epidemia, etc, etc. Sim senhor, não é epidemia porque ainda não atingiu o número de casos que justifiquem o nome. Então esperamos que se chegue lá? Não devemos espalhar o pânico. Concordo inteiramente! Mas as pessoas só controlam o pânico com uma informação onde possam confiar. Onde é que ela está?
E depois, um aspecto aparentemente comezinho: se os meninos não vão para os infantários, ficam em casa. As mães tomam conta deles, não é? Como vão reagir os patrões destas mães? Pessoas que só ganham quando trabalham, por exemplo. E ficando em casa já não há perigo de contágio? Não poderá a família ficar toda doente?
SOS ! Informação correcta precisa-se com muita urgência!
M.L.
Mais imagens mas sempre Abril
O Carmo há 30 anos!
Continuamos em contagem decrescente.
O 25 está mais próximo, as memórias continuam.
M.L.
Continuamos em contagem decrescente.
O 25 está mais próximo, as memórias continuam.
M.L.
sexta-feira, 16 de abril de 2004
Poetas em pequenino...
Copiado de um email que me mandaram e não resisto a partilhar
"Silêncio é o Barulho baixinho!..."
Sara Peixoto, 3 anos
"Um livro tem palavras que fazem sonhos."
Joana Cruz, 3 anos
"Poesia é uma coisa que não é a mesma coisa mas é igual"
Beatriz Bruno Antunes, 4 anos
"Este gelado até inverna as mãos."
Gonçalo Gonçalves, 4 anos
"Estou com tosse. Engoli frio um dia."
Inês Fernandes, 4 anos
"Eu faço magia quando abraço o meu pai".
Cláudio Almeida, 4 anos
"Quando o ar cheira bem é porque os autronautas no espaço estão
a comer rebuçados."
Gustavo Almeida, 5 anos
"O céu à noite é um lençol com estrelas."
Gustavo Almeida, 5 anos
"O Amor é o dobro."
João Cassola, 5 anos
"Os namorados são amigos de casamento"
Areana Semedo, 6 anos
Não acham que isto nos faz pensar?
M.L.
E não se pode exterminá-los?
Não é novidade nenhuma a não ser para os completamente distraídos, que a politica social ( ? ) do actual governo, se fosse avaliada em graus Celsius, estaria bastante abaixo do zero. Neste momento a palavra de ordem é congelar.
Não só não se abrem praticamente nenhumas estruturas novas de resposta a necessidades sociais ou da família (quando muito “reciclam-se” algumas, já existentes, com novas fachadas) como se vai passando para a mão do privado, sob variadas capas, organismos que sempre tinham sido respostas públicas e custa imaginar que o deixem de ser.
Há poucos dias, estava numa reunião com várias pessoas que tratavam de projectos na área da infância, quando uma deles a referir-se a determinada instituição, teve um acto falhado que provocou um ataque de riso contagiante. Para quem entrasse desprevenido, seria um verdadeiro espectáculo ver dúzia e meia de pessoas com idade para terem juízo, sem serem capazes de parar de rir. E tudo porque alguém, candidamente, em vez de dizer, como tinha imaginado, que os nossos superiores pretendiam "extinguir" determinado serviço, tropeçou na palavra e disse “...como querem exterminá-lo” Podem imaginar a galhofa que por ali foi. Todos fomos contribuindo com algumas brilhantes ideias para transfigurar o ministro Bagão em Schwarzenegger.
Foi das vezes em que saímos daquela malfadada sala mais bem dispostas. Claro que ficou tudo como das restantes vezes, que é como quem diz, um bocadinho pior, mas ao menos saímos a limpar lágrimas de riso, que é o que se leva desta vida.
À espera do elevador ainda se dizia baixinho “E não se pode exterminá-los?” e todos sabíamos a quem nos referíamos.
M.L.
Não só não se abrem praticamente nenhumas estruturas novas de resposta a necessidades sociais ou da família (quando muito “reciclam-se” algumas, já existentes, com novas fachadas) como se vai passando para a mão do privado, sob variadas capas, organismos que sempre tinham sido respostas públicas e custa imaginar que o deixem de ser.
Há poucos dias, estava numa reunião com várias pessoas que tratavam de projectos na área da infância, quando uma deles a referir-se a determinada instituição, teve um acto falhado que provocou um ataque de riso contagiante. Para quem entrasse desprevenido, seria um verdadeiro espectáculo ver dúzia e meia de pessoas com idade para terem juízo, sem serem capazes de parar de rir. E tudo porque alguém, candidamente, em vez de dizer, como tinha imaginado, que os nossos superiores pretendiam "extinguir" determinado serviço, tropeçou na palavra e disse “...como querem exterminá-lo” Podem imaginar a galhofa que por ali foi. Todos fomos contribuindo com algumas brilhantes ideias para transfigurar o ministro Bagão em Schwarzenegger.
Foi das vezes em que saímos daquela malfadada sala mais bem dispostas. Claro que ficou tudo como das restantes vezes, que é como quem diz, um bocadinho pior, mas ao menos saímos a limpar lágrimas de riso, que é o que se leva desta vida.
À espera do elevador ainda se dizia baixinho “E não se pode exterminá-los?” e todos sabíamos a quem nos referíamos.
M.L.
Foi há 30 anos
Foi capa de revista
Era uma revista de referência. Teve um papel fundamental durante anos.
Não vamos esquecer.
M.L.
Era uma revista de referência. Teve um papel fundamental durante anos.
Não vamos esquecer.
M.L.
quinta-feira, 15 de abril de 2004
Boas notícias ?
Ontem, uma amiga chamou-me a atenção para
esta notícia que me tinha escapado. Como ambas temos amigos a trabalhar e investigar lá fóra fomos ler isto com atenção. Mas, pelo menos na área dela, a amiga de que mais gosta parece que tem publicados três ou quatro artigos ( que na zona onde está o critério de publicação é exigente) de modo que chegar aos 100 vai demorar alguns anitos.
Por outro lado, orientar 10 doutoramentos, no estrangeiro, também parece um critério um bocadinho exigente... E depois que condições de trabalho e investigação é que vão ser dados? O que eu conheço no ensino superior não deixa prever nada de aliciante, ou o quadro vai mudar radicalmente. Será que a senhora secretária de estado pensa que as pessoas vão lá para fóra por ser moda, por snobismo? Nós ficaríamos bem contentes se os nossos amigos pudessem voltar, mas não com esta medida, que parece uma fachada e das menos convincentes. Vamos a ver.
É claro que há ainda esta magnífica e brilhante interpretação dos Marretas Assim já as coisas podem fazer algum sentido.
Se não, a ideia com que ficamos é que pode ser que voltem alguns senhores já suficientemente idosos para gostar de terminar os seus dias ao sol de Portugal, mas certamente não com a intenção de fazer investigação...
M.L.
esta notícia que me tinha escapado. Como ambas temos amigos a trabalhar e investigar lá fóra fomos ler isto com atenção. Mas, pelo menos na área dela, a amiga de que mais gosta parece que tem publicados três ou quatro artigos ( que na zona onde está o critério de publicação é exigente) de modo que chegar aos 100 vai demorar alguns anitos.
Por outro lado, orientar 10 doutoramentos, no estrangeiro, também parece um critério um bocadinho exigente... E depois que condições de trabalho e investigação é que vão ser dados? O que eu conheço no ensino superior não deixa prever nada de aliciante, ou o quadro vai mudar radicalmente. Será que a senhora secretária de estado pensa que as pessoas vão lá para fóra por ser moda, por snobismo? Nós ficaríamos bem contentes se os nossos amigos pudessem voltar, mas não com esta medida, que parece uma fachada e das menos convincentes. Vamos a ver.
É claro que há ainda esta magnífica e brilhante interpretação dos Marretas Assim já as coisas podem fazer algum sentido.
Se não, a ideia com que ficamos é que pode ser que voltem alguns senhores já suficientemente idosos para gostar de terminar os seus dias ao sol de Portugal, mas certamente não com a intenção de fazer investigação...
M.L.
Ora viva o fair-play!!!
Numa voltinha pela blogosfera, num Blog que costumo visitar e a respeito do qual, por vários comentários anteriores, tinha as minhas fortes convicções sobre os gostos clubísticos do blogger encontrei
este pedacinho de humor.
Acho que posso rir das desgraças alheias uma vez que o meu próprio clube também ainda não é desta que chega ao título. (apesar daquelas frases moralizantes de que... matematicamente, etc e tal...
Pois. Matematicamente. Acho que o melhor também será passarmos á playstation!
M.L.
este pedacinho de humor.
Acho que posso rir das desgraças alheias uma vez que o meu próprio clube também ainda não é desta que chega ao título. (apesar daquelas frases moralizantes de que... matematicamente, etc e tal...
Pois. Matematicamente. Acho que o melhor também será passarmos á playstation!
M.L.
quarta-feira, 14 de abril de 2004
Também me dava jeito o número da lotaria...
O ano passado, quando durante o verão o país ardia, no meio de toda aquela consternação eu disse, muito convencida : “Uma aposta que quando isto passar, depois de chegarem as primeiras chuvas, nunca mais se vai fazer nada?” Pois é. Era mesmo fácil de adivinhar! Devia dedicar-me a tentar adivinhar o primeiro prémio da lotaria.
Ele há coisas na nossa terra que quase nos custam a acreditar. Que o ano passado foi um ano terrível, é um facto. Não foi apenas aqui que aconteceram fogos impressionantes, todos vimos imagens de grandes incêndios em vários países e sabemos que o clima deste planeta está a mudar, e não para melhor
Pronto. Se calhar há muita outra gente com responsabilidades, se calhar os países mais desenvolvidos deveriam pensar nas consequências de certas políticas que tomam levianamente, se calhar mesmo países com mais recursos do que nós também foram atingidos. Ouvi tudo isso, e concordo. Costuma-se dizer que da primeira todos caem mas da segunda cai quem quer... Ou seja, por outras palavras, uma primeira vez podemos ser apanhados de surpresa ( ? ) mas daí para a frente é mesmo puro desleixo, para não lhe chamar crime. E isto já é dito com alguma boa vontade, que desde que me lembro sempre ouvi falar de incêndios de Verão, com maior ou menor dimensão... E confirmo que algumas das causas que motivaram os incêndios do Agosto passado continuam perfeitamente activas: as matas por limpar, os aceiros impedidos, o lixo acumulado. Basta aparecerem outra vez meia dúzia de incendiários para o que restou das nossas matas desaparecerem.
Como era lindo e verde o meu país!
M.L.
Ele há coisas na nossa terra que quase nos custam a acreditar. Que o ano passado foi um ano terrível, é um facto. Não foi apenas aqui que aconteceram fogos impressionantes, todos vimos imagens de grandes incêndios em vários países e sabemos que o clima deste planeta está a mudar, e não para melhor
Pronto. Se calhar há muita outra gente com responsabilidades, se calhar os países mais desenvolvidos deveriam pensar nas consequências de certas políticas que tomam levianamente, se calhar mesmo países com mais recursos do que nós também foram atingidos. Ouvi tudo isso, e concordo. Costuma-se dizer que da primeira todos caem mas da segunda cai quem quer... Ou seja, por outras palavras, uma primeira vez podemos ser apanhados de surpresa ( ? ) mas daí para a frente é mesmo puro desleixo, para não lhe chamar crime. E isto já é dito com alguma boa vontade, que desde que me lembro sempre ouvi falar de incêndios de Verão, com maior ou menor dimensão... E confirmo que algumas das causas que motivaram os incêndios do Agosto passado continuam perfeitamente activas: as matas por limpar, os aceiros impedidos, o lixo acumulado. Basta aparecerem outra vez meia dúzia de incendiários para o que restou das nossas matas desaparecerem.
Como era lindo e verde o meu país!
M.L.
Ainda e sempre Abril
Outra imagem com 30 anos
As armas, os civis, as flores, a esperança era a mesma!
Para que nunca se esqueça.
M.L.
As armas, os civis, as flores, a esperança era a mesma!
Para que nunca se esqueça.
M.L.
terça-feira, 13 de abril de 2004
Que vergonha!
Há coisas que me incomodam. Que me incomodam mesmo muito. Não é a primeira vez que aqui refiro os enormes mal-entendidos que estão sempre a surgir quando há referências a essa mole indefinida e confusa que dá pelo nome de Administração Pública, ou Função Pública. São 2 blocos antagónicos. Quem trabalha no privado a considerar que “os outros” são um bando de calaceiros que não fazem nenhum, vivendo dos impostos que a malta da privada paga, e quem trabalha para o Estado a achar que é desconsiderada e mal paga e que todos a odeiam ( além de que também paga impostos, como é óbvio, é uma espécie de patrão de si mesmo no pior sentido). Raramente é referido que “funcionário público” é mais do que a senhora do guichet, - é o professor, o enfermeiro, o polícia, o médico. E é certo que “as senhoras do guichet” funcionam com uma horrorosa burocracia, mas não há nada mais hierarquizado do que o raio da Função Pública. Para se mexer um dedo o chefe tem de pedir ao chefe, que peça ao chefe, que vai pedir a outro chefe e entretanto já não vale a pena mexer o dedo. Onde quero chegar é que o que está mal, muito, muito mal é o sistema das chefias e a sua avaliação, que tem muito de partidário e muito pouco de técnico/profissional.
Esta manhã ia perdendo a cabeça por uma questão completamente ridícula. Ia a passar e esbarro com 2 senhoras com um ar meio desesperado em conversa com uma funcionária também com uma expressão desamparada. “Que se passa?”, quero saber. As desgraçadas tinham ido à Loja do Cidadão fazer uma pergunta sobre a ajuda que podiam ter em relação a um “Lar para Idosos” e tinham sido recambiadas para ali. Devo esclarecer que o serviço onde estávamos não tinha rigorosamente nada a ver com a questão. As senhoras, que não conheciam Lisboa, tinham feito uma enorme caminhada a pé e ali estavam completamente perdidas.
Devo reconhecer que eu também não fazia ideia da resposta. Nem era nada normal que soubesse. Mas naquele momento só podia levá-las para o meu gabinete, sentá-las comodamente e agarrar-me ao telefone até lhes resolver o problema. Era o mínimo. Mas atenção, ainda não eram 9 da manhã, pelo que o mais que conseguia obter eram telefonistas... Contudo a minha vergonha era tanta, pela imagem que a F.P. dava, que às tantas lá lhes arranjei um Nescafé, e tanto insisti que consegui finalmente que as recebessem num local confirmado e com hora confirmada. O ridículo desta história é que o meu tempo é proporcionalmente muito mais caro do que o da primeira pessoa que as atendeu mal. Eu tenho é vergonha na cara, e não olho para o relógio a ver as horas a que saio.
Nota – Também trabalho na função pública.
M.P.
Esta manhã ia perdendo a cabeça por uma questão completamente ridícula. Ia a passar e esbarro com 2 senhoras com um ar meio desesperado em conversa com uma funcionária também com uma expressão desamparada. “Que se passa?”, quero saber. As desgraçadas tinham ido à Loja do Cidadão fazer uma pergunta sobre a ajuda que podiam ter em relação a um “Lar para Idosos” e tinham sido recambiadas para ali. Devo esclarecer que o serviço onde estávamos não tinha rigorosamente nada a ver com a questão. As senhoras, que não conheciam Lisboa, tinham feito uma enorme caminhada a pé e ali estavam completamente perdidas.
Devo reconhecer que eu também não fazia ideia da resposta. Nem era nada normal que soubesse. Mas naquele momento só podia levá-las para o meu gabinete, sentá-las comodamente e agarrar-me ao telefone até lhes resolver o problema. Era o mínimo. Mas atenção, ainda não eram 9 da manhã, pelo que o mais que conseguia obter eram telefonistas... Contudo a minha vergonha era tanta, pela imagem que a F.P. dava, que às tantas lá lhes arranjei um Nescafé, e tanto insisti que consegui finalmente que as recebessem num local confirmado e com hora confirmada. O ridículo desta história é que o meu tempo é proporcionalmente muito mais caro do que o da primeira pessoa que as atendeu mal. Eu tenho é vergonha na cara, e não olho para o relógio a ver as horas a que saio.
Nota – Também trabalho na função pública.
M.P.
E mai nada!
Não consegui fazer um link directo para este post do Cibertúlias mas está tudo dito.
Para quê mais conversas?
Chiça!
Uma simples palavra dita por um dos "heróis" da GNR põe por terra um ano de ilusão do Governo sobre a presença e participação portuguesa no Iraque: «Voltar? Chiça!»
Simples e directo. Tudo o mais são tretas.
M.L:
Para quê mais conversas?
Chiça!
Uma simples palavra dita por um dos "heróis" da GNR põe por terra um ano de ilusão do Governo sobre a presença e participação portuguesa no Iraque: «Voltar? Chiça!»
Simples e directo. Tudo o mais são tretas.
M.L:
"Como são diferentes os Blogs em Portugal"
Uma coisa que li por aqui parece-me ser aqui lá para baixo onde diz "os blogs são uma feira de vaidades" fez-me reflectir neste fenómeno dos "nossos" blogs. Nesse post a Gin dizia que tinha pedido ao filho de 17 anos para a ajudar a criar o blog e ele lhe respondeu qualquer coisa do tipo "Blogs? Essas coisas para uns tipos preguiçosos e convencidos que não querem participar em chats, porque aí são um entre muitos? Não me interessa nada.". A frase chamou-me a atenção porque tenho encontrado esse tipo de reacções negativas em gente muito novinha ou, por outros motivos, em pessoas mais idosas.
Os muito jovens não entendem, nem querem entender, o que é um blog. A comparação com o chat, que já tenho ouvido mais vezes, revela isso mesmo. Ora um chat é um chat e um blog é um blog. Não pretendo criticar os chats, podem ter a sua graça embora, conversa por conversa, prefira ao vivo e a cores. Para mim não há nada com uma conversa entre amigos, vendo as expressões, ouvindo o tom de vós, com o calor que a presença viva transmite. É outra animação, gosto muito e nunca abdicarei. Mas a frase do filho da Gin, tenho-a ouvido num tom desdenhoso e trocista que me surpreende. Porquê esse desdém? Sentirão a existência dos blogs como uma imitação falsa do seu modo de comunicar?
Do lado dos mais velhos, aderem com muito mais facilidade a este esquema, mas custa-lhes um bocado participar com comentários. Tenho alguns amigos que me vêm aqui ler (e sei-o porque depois fazem referências a coisas que disse) mas nunca escrevem nada. Quando faço esse reparo justificam" Não sei o que hei-de dizer..." como se fosse necessário um grande discurso, que nem a caixa de comentários comportava!
Por outro lado, parece-me que este caso, com a dimensão que cá tem,só mesmo na nossa terra. Um pais tão pequeno com milhares de blogs a funcionar! Tenho amigos na América do Sul ou na Dinamarca e, pelo que dizem, o fenómeno aí nem tem quase expressão. Ouviram falar, mas vagamente. Dá que pensar, não é? O que é que existe em Portugal que é diferente dos outros (sem ser o Barnabé)? Lemos menos jornais? Não vamos tanto ao pub? Queremos trocar informações, mais do que os outros? Gostamos de falar de nós mesmos?
Questões a que não sei responder.
M.L.
Os muito jovens não entendem, nem querem entender, o que é um blog. A comparação com o chat, que já tenho ouvido mais vezes, revela isso mesmo. Ora um chat é um chat e um blog é um blog. Não pretendo criticar os chats, podem ter a sua graça embora, conversa por conversa, prefira ao vivo e a cores. Para mim não há nada com uma conversa entre amigos, vendo as expressões, ouvindo o tom de vós, com o calor que a presença viva transmite. É outra animação, gosto muito e nunca abdicarei. Mas a frase do filho da Gin, tenho-a ouvido num tom desdenhoso e trocista que me surpreende. Porquê esse desdém? Sentirão a existência dos blogs como uma imitação falsa do seu modo de comunicar?
Do lado dos mais velhos, aderem com muito mais facilidade a este esquema, mas custa-lhes um bocado participar com comentários. Tenho alguns amigos que me vêm aqui ler (e sei-o porque depois fazem referências a coisas que disse) mas nunca escrevem nada. Quando faço esse reparo justificam" Não sei o que hei-de dizer..." como se fosse necessário um grande discurso, que nem a caixa de comentários comportava!
Por outro lado, parece-me que este caso, com a dimensão que cá tem,só mesmo na nossa terra. Um pais tão pequeno com milhares de blogs a funcionar! Tenho amigos na América do Sul ou na Dinamarca e, pelo que dizem, o fenómeno aí nem tem quase expressão. Ouviram falar, mas vagamente. Dá que pensar, não é? O que é que existe em Portugal que é diferente dos outros (sem ser o Barnabé)? Lemos menos jornais? Não vamos tanto ao pub? Queremos trocar informações, mais do que os outros? Gostamos de falar de nós mesmos?
Questões a que não sei responder.
M.L.
As paredes continuaram a festa
Outra imagem de Abril
Mais um mural.
Mais uma vez as palavras se tornaram cor e forma, as emoções foram mais fortes.
Naqueles dias acabar a guerra era uma prioridade.
Paz sim, guerra não! Já tinha morrido muita gente, era hora de dialogar.
M.L.
Mais um mural.
Mais uma vez as palavras se tornaram cor e forma, as emoções foram mais fortes.
Naqueles dias acabar a guerra era uma prioridade.
Paz sim, guerra não! Já tinha morrido muita gente, era hora de dialogar.
M.L.
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Coisas pequeninas e agradáveis
Acho que tenho bom feitio.
A modéstia que nos ensinam em pequeninos diria que não o devia proclamar, mas é mesmo uma verdade. Tenho bom feitio. Não me irrito por dá cá aquela palha, tento resolver as coisas a bem e tenho uma cara que faz com que, invariavelmente, num grande grupo me escolham à primeira para me perguntar qual a linha de metro que um inexperiente deve tomar, qual o melhor caminho para qualquer lado, ou se o autocarro já passou. Cara de informadora, salvo seja.
Mas venho agora do supermercado com a auréola a deitar estrelinhas. Bati o meu prório record. Informei uma senhora que procurava um produto que o tinham mudado de sítio; deixei que 2 pessoas me passassem à frente na bicha (pediram, é claro...), li um preço e aconselhei outra senhora que “não-tinha-os-óculos” (entenda-se que não sabia ler), mas para terminar as boas acções, numa girândola, num corredor dei com um senhor que estava com os braços completamente cheios de mercadorias que iam desabar de um momento para o outro. Como boa samaritana avisei: “Olhe que isso vai cair ! É melhor arranjar uma caixa!” e enquanto o dizia agarrei num caixote de cartão vazio que ali estava ao pé e coloquei-o por baixo, no exacto momento em que tudo começava a cair. O senhor ficou-me a agradecer durante 5 minutos e a olhar para mim como se eu fosse a fada azul.
Ganhei o dia. Sabe mesmo bem ser “fada Azul” ! E afinal não custa mesmo nada.
Já viram o brilho da minha auréola?
M.L.
Um texto fundamental que nos faz pensar
Como creio que todos fazemos por aqui na blogosfera, para além de ir escrevendo umas coisas da nossa lavra, visitamos regularmente os blogs da nossa preferência e, quando há um pouco mais de tempo, alargamos a volta a damos um passeio maior. Um blog, por onde costumava passar, era o Gin Tónico, desde que uma vez que lá fui dar por um link e o estilo me agradou. No outro dia reparei que tinha aqui um comentário simpático da Gin e, é irresistível, "amor com amor se paga" de modo que comecei a visitá-los com maior frequência. Em boa hora.
Encontrei lá ontem um magnífico texto, dividido em 3 partes,
aqui , e mais aqui e por último aqui ainda É certo que já tenho lido estas teorias em manuais, também bem escritos e que nos levam a reflectir, mas aqui encontrei um resumo com os pontos fundamentais e quem tiver mais interesse (espero que o tenham) sempre poderá procurar os tais manuais de sociologia da família moderna. Isto é um aperitivo, mas eficiente e bem escrito.
As frases que a própria autora escreveu a bold são as essenciais, mas diz-se lá muita outra coisa de enorme importância. Gostaria de deixar já claro, que nesta apreciação não me coloco na posição da saudosista que "quer voltar ao passado". É absurdo. O criticar-se aspectos negativos do mundo presente é para o melhorar, não para o anular.
Por exemplo, o texto diz esta verdade," Do lado do idoso, havia uma certa lógica nas sociedades do antigamente. Vivia-se até aos 50 anos, o tempo de criar os filhos era a conta justa. Hoje uma pessoa pode perfeitamente viver até aos 80 ou mais anos e a 3ª idade atinge uma dimensão que cobre um quarto e um terço da nossa vida" É certo, mas todos concordamos que é bem melhor termos uns pais velhinhos do que perdê-los aos 50 ou 60 anos. Houve uma melhoria. Mas, agora vamos ver, isso correspondeu a qualidade de vida? Qual a qualidade de vida dos nossos idosos? Os jovens entravam no mundo do trabalho e criavam uma família muito mais cedo. Também é verdade. Mas essa adolescência tardia tem criado necessidades que vão trazer emprego a outras pessoas e criar postos de trabalho. Temos é que nos adaptar.
O que considero que merece muita reflexão são sobretudo os valores. Esta frase, por exemplo, merece uma pausa-reflexão "O trabalho, privado da sua dimensão afectiva de relacionamento [... ] gera gradualmente um deserto onde vemos pouco sentido no que fazemos no emprego, a não ser no dinheiro do fim do mês, na compra de uma TV, na troca do sofá."O modo de encarar o trabalho, privado da sua dimensão afectiva de relacionamento. Isto é fundamental. Havia dantes uma frase que parecia parva " o trabalho dá saúde" ( bem pensado não era tão parva assim, que a inércia causa mesmo depressão...) mas há outra ideia em que acredito, é que o trabalho pode dar satisfação. E isso tem a ver com a atitude com que se trabalha. Tenho encontrado essa atitude por vários sítios e nem sempre é preciso ser um trabalho muito qualificado. Já ouvi uma empregada dizer com grande sorriso: "Olhe como ficou lindo o chão com a nova cera!" Estava contente. Um padeiro a descarregar um enorme cesto de pão comentar" Este está bem cozido! Cheira mesmo bem!" com ar orgulhoso.
Ora isto não se mede pelo dinheiro recebido, ou a importância do estatuto. É o tal prazer que o trabalho pode trazer e que se encontra cada vez menos. Não será tempo de reformular alguns conceitos?
M.L.
Encontrei lá ontem um magnífico texto, dividido em 3 partes,
aqui , e mais aqui e por último aqui ainda É certo que já tenho lido estas teorias em manuais, também bem escritos e que nos levam a reflectir, mas aqui encontrei um resumo com os pontos fundamentais e quem tiver mais interesse (espero que o tenham) sempre poderá procurar os tais manuais de sociologia da família moderna. Isto é um aperitivo, mas eficiente e bem escrito.
As frases que a própria autora escreveu a bold são as essenciais, mas diz-se lá muita outra coisa de enorme importância. Gostaria de deixar já claro, que nesta apreciação não me coloco na posição da saudosista que "quer voltar ao passado". É absurdo. O criticar-se aspectos negativos do mundo presente é para o melhorar, não para o anular.
Por exemplo, o texto diz esta verdade," Do lado do idoso, havia uma certa lógica nas sociedades do antigamente. Vivia-se até aos 50 anos, o tempo de criar os filhos era a conta justa. Hoje uma pessoa pode perfeitamente viver até aos 80 ou mais anos e a 3ª idade atinge uma dimensão que cobre um quarto e um terço da nossa vida" É certo, mas todos concordamos que é bem melhor termos uns pais velhinhos do que perdê-los aos 50 ou 60 anos. Houve uma melhoria. Mas, agora vamos ver, isso correspondeu a qualidade de vida? Qual a qualidade de vida dos nossos idosos? Os jovens entravam no mundo do trabalho e criavam uma família muito mais cedo. Também é verdade. Mas essa adolescência tardia tem criado necessidades que vão trazer emprego a outras pessoas e criar postos de trabalho. Temos é que nos adaptar.
O que considero que merece muita reflexão são sobretudo os valores. Esta frase, por exemplo, merece uma pausa-reflexão "O trabalho, privado da sua dimensão afectiva de relacionamento [... ] gera gradualmente um deserto onde vemos pouco sentido no que fazemos no emprego, a não ser no dinheiro do fim do mês, na compra de uma TV, na troca do sofá."O modo de encarar o trabalho, privado da sua dimensão afectiva de relacionamento. Isto é fundamental. Havia dantes uma frase que parecia parva " o trabalho dá saúde" ( bem pensado não era tão parva assim, que a inércia causa mesmo depressão...) mas há outra ideia em que acredito, é que o trabalho pode dar satisfação. E isso tem a ver com a atitude com que se trabalha. Tenho encontrado essa atitude por vários sítios e nem sempre é preciso ser um trabalho muito qualificado. Já ouvi uma empregada dizer com grande sorriso: "Olhe como ficou lindo o chão com a nova cera!" Estava contente. Um padeiro a descarregar um enorme cesto de pão comentar" Este está bem cozido! Cheira mesmo bem!" com ar orgulhoso.
Ora isto não se mede pelo dinheiro recebido, ou a importância do estatuto. É o tal prazer que o trabalho pode trazer e que se encontra cada vez menos. Não será tempo de reformular alguns conceitos?
M.L.
Era um redondo vocábulo...
Uma coisa simpática deste aniversário do 25 de Abril tem sido uma relativa mobilização em diversas áreas. Penso que, se calhar, terá a ver com o facto de serem 30 anos, um número certo, um número redondo. O que é redondo rola. É mais certinho, não tem uma ponta para se lhe pegar e estragar. E, a propósito, porque é que arredondamos de 5 em 5 ? Terá a ver com os dedos da mão? As datas acabadas em zero ou cinco são sempre um pouco mais simpáticas...
Mas recomeçando que já me perdi, para além do movimento por aqui na net, na blogosfera, sobretudo a iniciativa do AQUI, POSTO DE COMANDO que considero excelente, no resto dos media também noto um movimento maior, pelo menos em comparação com o ano passado. A Antena 1, todas as manhãs tem lembrado o correspondente dia de Abril de há 30 anos, o principal que se tinha passado, e é mesmo verdade que há muitas coisas que estavam bem esquecidas! Por exemplo a inflação. Para muitos saudosistas, em 24 de Abril a vida corria sobre rodas, tirando "essa coisa" da liberdade de expressão, o dia a dia era de uma enorme suavidade. Não era, não. É certo que a guerra era o pesadelo maior, quase não havia família que não vivesse com o coração apertada por essa perspectiva, mas o tal dia a dia não andava sobre rodas. E a inflação. de que hoje nos queixamos (com razão), pelo que ouvi esta manhã, era há 30 anos bem pior. O que é curioso é que tudo isto tem muito a ver com hábitos novos e novas necessidades. O que era um luxo dantes hoje é mesmo uma necessidade e não podemos voltar atrás. E isto para dizer que, embora pareça o contrário, afinal a vida é hoje bem melhor! O tempo ensina muito.
M.L.
Mas recomeçando que já me perdi, para além do movimento por aqui na net, na blogosfera, sobretudo a iniciativa do AQUI, POSTO DE COMANDO que considero excelente, no resto dos media também noto um movimento maior, pelo menos em comparação com o ano passado. A Antena 1, todas as manhãs tem lembrado o correspondente dia de Abril de há 30 anos, o principal que se tinha passado, e é mesmo verdade que há muitas coisas que estavam bem esquecidas! Por exemplo a inflação. Para muitos saudosistas, em 24 de Abril a vida corria sobre rodas, tirando "essa coisa" da liberdade de expressão, o dia a dia era de uma enorme suavidade. Não era, não. É certo que a guerra era o pesadelo maior, quase não havia família que não vivesse com o coração apertada por essa perspectiva, mas o tal dia a dia não andava sobre rodas. E a inflação. de que hoje nos queixamos (com razão), pelo que ouvi esta manhã, era há 30 anos bem pior. O que é curioso é que tudo isto tem muito a ver com hábitos novos e novas necessidades. O que era um luxo dantes hoje é mesmo uma necessidade e não podemos voltar atrás. E isto para dizer que, embora pareça o contrário, afinal a vida é hoje bem melhor! O tempo ensina muito.
M.L.
Continuamos em Abril
O exílio nao era apenas para activistas políticos.
A Arte também fugiu. Muitos grandes artistas não se sentiam bem em Portugal.
Vieira da Silva foi um deles. Mas aqui temos um dos seus testemunhos do que sentiu nesse dia.
Grande pintora a quem o fascismo não deu condições de trabalho.
Não vamos recomeçar, pois não?
M.L.
domingo, 11 de abril de 2004
Fim de férias...
Fim de férias...
De volta a Lisboa, depois deste período de pausa ( que alarguei deslocando alguns dias das minhas férias “grandes” para estas, pequeninas) quase nem conheço a minha cidade num final de Domingo de perfeito sossego.
Sou Lisboeta. Gosto de Lisboa. Sei perfeitamente que é uma cidade-manta-de-retalhos, onde cada Bairro tem características bem distintas e que resolvem competir entre si. Ter nascido e vivido em Campo de Ourique não tem nada a ver com ter nascido e vivido em Alvalade por exemplo, ou na Graça, ou em Alcântara, etc. Quem cai cá no burgo de pára-quedas – sem ofensa – pode não sentir nada disto, mas olhem que é mesmo verdade. Dizem-me que ninguém conhece ninguém. Quando se sai do bairro é certo, mas... Eu conheço bem a gente do meu prédio e, de vista, a da minha rua. No meu bairro sinto-me em casa. No quiosque dos jornais já sabem o que eu compro, no café trazem-me a bica cheia sem pedir.
Mas reconheço que é um inferno as obras permanentes e tudo indica que descoordenadas, o trânsito caótico, a impaciência que se apodera das pessoas todas as manhãs. E quando volto de mini-férias já venho preparada para a dança da procura de estacionamento, para um mergulho no barulho e confusão.
Mas hoje, devo dizer aleluia ! de acordo com a quadra. Deve ter saído muita gente para longe, é o que imagino, que a cidade está irreconhecível. Quase nem espero nos semáforos, não se ouve barulho, e até tenho lugar para estacionar mesmo em frente de casa. Parece magia.
E ainda por cima um entardecer lindíssimo, com uma luz suave e doce, para me aconchegar melhor neste regresso.
Vamos ver como me sinto amanhã de volta ao trabalho...
M.L.
De volta a Lisboa, depois deste período de pausa ( que alarguei deslocando alguns dias das minhas férias “grandes” para estas, pequeninas) quase nem conheço a minha cidade num final de Domingo de perfeito sossego.
Sou Lisboeta. Gosto de Lisboa. Sei perfeitamente que é uma cidade-manta-de-retalhos, onde cada Bairro tem características bem distintas e que resolvem competir entre si. Ter nascido e vivido em Campo de Ourique não tem nada a ver com ter nascido e vivido em Alvalade por exemplo, ou na Graça, ou em Alcântara, etc. Quem cai cá no burgo de pára-quedas – sem ofensa – pode não sentir nada disto, mas olhem que é mesmo verdade. Dizem-me que ninguém conhece ninguém. Quando se sai do bairro é certo, mas... Eu conheço bem a gente do meu prédio e, de vista, a da minha rua. No meu bairro sinto-me em casa. No quiosque dos jornais já sabem o que eu compro, no café trazem-me a bica cheia sem pedir.
Mas reconheço que é um inferno as obras permanentes e tudo indica que descoordenadas, o trânsito caótico, a impaciência que se apodera das pessoas todas as manhãs. E quando volto de mini-férias já venho preparada para a dança da procura de estacionamento, para um mergulho no barulho e confusão.
Mas hoje, devo dizer aleluia ! de acordo com a quadra. Deve ter saído muita gente para longe, é o que imagino, que a cidade está irreconhecível. Quase nem espero nos semáforos, não se ouve barulho, e até tenho lugar para estacionar mesmo em frente de casa. Parece magia.
E ainda por cima um entardecer lindíssimo, com uma luz suave e doce, para me aconchegar melhor neste regresso.
Vamos ver como me sinto amanhã de volta ao trabalho...
M.L.
A Revolução que ficou conhecida por nome de flor
Nasceu como um Golpe Militar.
Mas quando o povo encheu as ruas e choveram flores
transformou-se numa Revolução.
Podemos ter orgulho em ter conseguido que das armas não saíssem balas e mesmo assim o país se transformasse.
Foi em Abril.
Foi há 30 anos.
M.L.
sábado, 10 de abril de 2004
Custa a acreditar
Não comprei o Expresso (sou um bocado irregular nestas compras...) e portanto só através deste post do Grão de Areia tive conhecimento desta ideia sinistra.
Julgava eu que já poucas coisas me podiam espantar. Burra! Sou de facto completamente idiota. Se tivesse sido no 1º de Abril ainda pensaria numa brincadeira... de muito mau gosto. Afinal parece que é a sério.
Da parte de alguns outros jornais, esta iniciativa chocava-me na mesma, mas não estranhava. Viesse do Independente, para não falar no Diabo, e seria MAIS UMA. Mas da parte do Expresso, que tem derrapado muito, mas ainda considerava um jornal com qualidade deixa-me seriamente impressionada.
É mau gosto, é jogar com ideias-feitas e profundamente reaccionárias. Alguns comentários no Barnabé em relação a certos cartazes que têm sido postados, irritam-me um pouco, mas a verdade é que as caixas de comentários são abertas e livres. É natural que apareçam perspectivas de direita ou mesmo claramente reaccionárias. Tenho-me refreado para não ir respondendo a algumas declarações idiotas e fora do contexto histórico.
Mas o Expresso tinha obrigações. Julgava eu. Este jogo sujo, esta manipulação grosseira e mentirosa, ultrapassa tudo o que eu concedia na minha tolerância.
O. K. Está decidido. Vou passar a poupar mais uns euros que me dão jeito para uma pequena ajuda ao desenfreado aumento do custo de vida.
Pois é. Afinal há males que vêm por bem.
M.L.
Julgava eu que já poucas coisas me podiam espantar. Burra! Sou de facto completamente idiota. Se tivesse sido no 1º de Abril ainda pensaria numa brincadeira... de muito mau gosto. Afinal parece que é a sério.
Da parte de alguns outros jornais, esta iniciativa chocava-me na mesma, mas não estranhava. Viesse do Independente, para não falar no Diabo, e seria MAIS UMA. Mas da parte do Expresso, que tem derrapado muito, mas ainda considerava um jornal com qualidade deixa-me seriamente impressionada.
É mau gosto, é jogar com ideias-feitas e profundamente reaccionárias. Alguns comentários no Barnabé em relação a certos cartazes que têm sido postados, irritam-me um pouco, mas a verdade é que as caixas de comentários são abertas e livres. É natural que apareçam perspectivas de direita ou mesmo claramente reaccionárias. Tenho-me refreado para não ir respondendo a algumas declarações idiotas e fora do contexto histórico.
Mas o Expresso tinha obrigações. Julgava eu. Este jogo sujo, esta manipulação grosseira e mentirosa, ultrapassa tudo o que eu concedia na minha tolerância.
O. K. Está decidido. Vou passar a poupar mais uns euros que me dão jeito para uma pequena ajuda ao desenfreado aumento do custo de vida.
Pois é. Afinal há males que vêm por bem.
M.L.
A nossa saúde está mesmo, mesmo, doente!
Já começa a ser costume ouvirmos e lermos notícias sobre o estado em que estão os nossos hospitais, por um lado do ponto de vista material – falta de equipamentos, enfermarias em mau estado e superlotadas - e por outro do ponto de vista humano - falta de especialistas, muitos técnicos a terem de fazer horas extraordinárias, e em muitos sítios ausência mesmo de técnicos, tendo os doentes de se deslocar a muitos quilómetros de distância, para serem atendidos.
Ultimamente para além destas notícias, chegam-nos de vários pontos do país, descrições de epidemias, por exemplo, no Instituto Ricardo Jorge, em Portalegre, em Pombal, onde os próprios técnicos de saúde são contaminados com vírus cuja origem nunca fica lá muito bem explicada.
A última das notícias preocupantes tem a ver com a morte de doentes que ao serem anestesiados para pequenas cirurgias, tiveram uma anestesia mortal. Houve um caso em Beja e dois em Faro. Para o público as explicações têm sido pouco claras. Entretanto foram suspensos médicos em Faro e a Ordem interveio, a explicar que existe uma droga, chamada Procofol, que a Infarmed só tinha alertado parcialmente para os seus perigos, portanto a culpa não era dos médicos e sim da falta de informação.
Até aqui, apenas há a registar entre nós grande preocupação, mas sem particular escândalo. O que me deixou claramente chocada foi a resposta dada pela directora do Hospital de Beja. Inquirida por um repórter sobre o óbito no seu hospital, a senhora teve o descaramento de responder que como não estava provado que fosse essa droga a causadora da morte, até ter essa certeza continuaria a utiliza-la.
Repare-se que ela não respondeu que “não havia alternativa, e portanto até surgir uma outra hipótese continuavam a arriscar porque as cirurgias tinham de se fazer”... Seria uma resposta possível, e aceitável. Não. Disse claramente que até estar provada que a substância era nociva continuaria a ser utilizada!!! Ora o raciocínio teria de ser inteiramente inverso. Até ter a certeza de que não era nociva, teria de suspender a sua aplicação. O que está em risco são vidas humanas. E ficamos à espera até ter a certeza se causa ou não a morte?! Ouve-se e não se acredita!
M.L.
Ultimamente para além destas notícias, chegam-nos de vários pontos do país, descrições de epidemias, por exemplo, no Instituto Ricardo Jorge, em Portalegre, em Pombal, onde os próprios técnicos de saúde são contaminados com vírus cuja origem nunca fica lá muito bem explicada.
A última das notícias preocupantes tem a ver com a morte de doentes que ao serem anestesiados para pequenas cirurgias, tiveram uma anestesia mortal. Houve um caso em Beja e dois em Faro. Para o público as explicações têm sido pouco claras. Entretanto foram suspensos médicos em Faro e a Ordem interveio, a explicar que existe uma droga, chamada Procofol, que a Infarmed só tinha alertado parcialmente para os seus perigos, portanto a culpa não era dos médicos e sim da falta de informação.
Até aqui, apenas há a registar entre nós grande preocupação, mas sem particular escândalo. O que me deixou claramente chocada foi a resposta dada pela directora do Hospital de Beja. Inquirida por um repórter sobre o óbito no seu hospital, a senhora teve o descaramento de responder que como não estava provado que fosse essa droga a causadora da morte, até ter essa certeza continuaria a utiliza-la.
Repare-se que ela não respondeu que “não havia alternativa, e portanto até surgir uma outra hipótese continuavam a arriscar porque as cirurgias tinham de se fazer”... Seria uma resposta possível, e aceitável. Não. Disse claramente que até estar provada que a substância era nociva continuaria a ser utilizada!!! Ora o raciocínio teria de ser inteiramente inverso. Até ter a certeza de que não era nociva, teria de suspender a sua aplicação. O que está em risco são vidas humanas. E ficamos à espera até ter a certeza se causa ou não a morte?! Ouve-se e não se acredita!
M.L.
Em defesa da memória
A memória também pode ser uma arma. E boa.
Mas não a deixemos enferrujar !
M.L.
sexta-feira, 9 de abril de 2004
Santuários, afinal só na idade média.
Não, acho que não tem a ver com perspectivas de direita ou de esquerda. É apenas puro bom senso. Se há refúgio sagrado por excelência, são os templos religiosos. E posso falar disto com serenidade porque, como já tenho dito, estou distante do fenómeno religioso. Mas ainda há poucos dias nos lembrámos do horror dos massacres no Uganda, e um dos pontos chocantes foi o ataque a uma igreja, onde as pessoas se imaginavam relativamente a salvo. Agora as tropas aliadas têm a ideia peregrina de ir ao Iraque bombardear uma mesquita! Está tudo louco. Será que querem mesmo dar o aval aos fundamentalistas e transformar esta luta numa guerra religiosa, uma jihad??? É que era mesmo só o que faltava. Por todo o mundo, os templos religiosos são santuários, os militares deviam aprender isso lá na escola do exército. Ou então é mesmo de propósito, deitar-se petróleo no lume.
Ai, mas de onde me surgiu esta imagem?
M.L.
Ai, mas de onde me surgiu esta imagem?
M.L.
"Paixão"? Não, obrigada.
De um modo geral quando um livro, um filme, um espectáculo qualquer levanta polémica, gosto de ir lá meter o nariz para poder dar opinião com algum fundamento. Digo “de um modo geral”. Acontece às vezes não ter tempo, não ter dinheiro, distrair-me e deixar passar a oportunidade. Mas desta vez, não tive foi mesmo o menor interesse. Estou a falar da Paixão do Mel Gibson, ou de Cristo (parece-me que é de um pelo outro, mas tenho dúvidas como será mais correcto dizer).
Quando digo o não ter o menor interesse é mesmo isso, tal e qual.
*Primeiro, não aprecio particularmente filmes de tipo religioso – deve ter a ver com o meu ateísmo ou agnosticismo, não sei bem como lhe chamar. Misticismo não é comigo. O mais perto que estou é uma olhadela aos horóscopos e mesmo aí troco os signos todos...
*Segundo, gosto de alguns filmes históricos, e seria nessa condição que o poderia ir ver, mas quando o mesmo tema é tratado várias vezes perde a graça. E este tema todas as Páscoas temos as mais variadas versões nas nossas TVs. Demais é demais.
*Terceiro, o triller não é nada o meu género de estimação e pelo que ouvi isto encaixa exactamente em tal categoria. E nem sequer pode ser um bom triller porque já se sabe como acaba, e sem suspence qual é o interesse?
Não, obrigada. Ver um ser humano a ser torturado realisticamente, chicoteado durante ¼ de hora, o sangue a jorrar, enorme sofrimento físico, ...dispenso.
Será uma das vezes onde não vou ter opinião fundamentada; enfim, ninguém é perfeito.
M.L.
Quando digo o não ter o menor interesse é mesmo isso, tal e qual.
*Primeiro, não aprecio particularmente filmes de tipo religioso – deve ter a ver com o meu ateísmo ou agnosticismo, não sei bem como lhe chamar. Misticismo não é comigo. O mais perto que estou é uma olhadela aos horóscopos e mesmo aí troco os signos todos...
*Segundo, gosto de alguns filmes históricos, e seria nessa condição que o poderia ir ver, mas quando o mesmo tema é tratado várias vezes perde a graça. E este tema todas as Páscoas temos as mais variadas versões nas nossas TVs. Demais é demais.
*Terceiro, o triller não é nada o meu género de estimação e pelo que ouvi isto encaixa exactamente em tal categoria. E nem sequer pode ser um bom triller porque já se sabe como acaba, e sem suspence qual é o interesse?
Não, obrigada. Ver um ser humano a ser torturado realisticamente, chicoteado durante ¼ de hora, o sangue a jorrar, enorme sofrimento físico, ...dispenso.
Será uma das vezes onde não vou ter opinião fundamentada; enfim, ninguém é perfeito.
M.L.
Em que mãos?
Abril começou em boas mãos. Agora por onde anda?
Quero acreditar que ainda está nas nossas mãos construir o nosso futuro.
M.L.
Ouguela com vida!...
Escola de Ouguela - Campo Maior - Portugal
www.eb1-oguela.rcts.pt info@eb1-ouguela.rcts.pt www.ouguela.blogspot.com
Congresso Alentejo XXI
Semeando novos rumos ...
Todo o Alentejo esteve representado em Montemor-o-Novo no congresso de todos os alentejanos...
Que lindo que é assistir à manifestação do sentir alentejano!...
Ouguela esteve presente e transmitiu um testemunho do trabalho conjunto desenvolvido entre a escola e a comunidade.
Ouvimos muito sobre os sonhos e os anseios do povo alentejano...
Ouvimos que a educação não poderá ser encarada como uma questão económica, mas sim como um direito de cidadania...
Ouvimos que o esquecimento a que alguns autarcas condenam as suas populações é criminoso....
De Ouguela vieram o Sr. António Gadanha e o Ricardo Encarnação...
...que transmitiram um testemunho pessoal do trabalho desenvolvido em conjunto pela escola e pelo Centro Comunitário.
O resumo previamente apresentado ao congresso não faz justiça ao encanto daquilo que foi a sua intervenção, mas aqui fica...
www.eb1-oguela.rcts.pt info@eb1-ouguela.rcts.pt www.ouguela.blogspot.com
Ouguela Com Vida
“Entre O Caia, o Xévora e o Abrilongo há um mundo de magia, entre o sonho e a realidade. Há um ambiente e uma comunidade com vida, que merecem ser estudados e protegidos”.
Ouguela é uma aldeia rural do Concelho de Campo Maior. Aqui, entre o Caia, o Xévora e o Abrilongo desde sempre que as populações viveram em comunhão com a natureza, cultivando a terra, pescando nas águas límpidas dos rios e vivendo em equilíbrio com a natureza.
Aqui ainda vivem a Abetarda, o Sisão e o Grou. Aqui as Bogas e os Barbos ainda sobem o rio para desovarem e para se alimentarem. Aqui o vimieiro e o salgueiro ainda dão a matéria prima com que os mais velhos nos ensinam a construir galritos, cestos e todo o tipo de artesanato.
Aqui lembram-se as técnicas tradicionais de trabalhar a terra, “de dar e tirar” dela a subsistência de todo um povo. Lembram-se também as “Estórias”, as alegrias e tristezas e os saberes ancestrais que compõem a memória cultural de um povo.
Aqui, com o apoio de organizações ambientais como o GEDA de Campo Maior, procurámos criar espaços vivos para o convívio com a natureza e a educação ambiental.
Aqui, em Ouguela, procurámos estudar as artes e os saberes ancestrais, fazendo deles o ponto de partida para os ensinamentos escolares. Desta forma, os alunos tornaram-se em construtores da sua própria aprendizagem e tomaram atitudes intervenientes na defesa da sua herança cultural e ambiental.
Juntos, estudámos a fauna e a flora locais, procurando contribuir para a preservação das espécies em vias de extinção; procedemos à colocação de ninhos e ao estudo das espécies existentes em redor da aldeia; promovemos a recolha, reutilização, e reciclagem do papel e de outros produtos; a redução da produção de resíduos provenientes do consumo das sociedades modernas; a necessidade de poupança de energia e de utilização de energias renováveis.
Em Ouguela desenvolvemos actividades de educação ambiental e de intervenção comunitária que congregaram a escola e a comunidade, em particular os idosos, que participaram na construção da horta pedagógica, recuperando os saberes tradicionais e tornando-os parte integrante da formação cívica e cultural das novas gerações.
Com estas actividades procurámos, de igual modo, permitir a criação de espaços de troca, partilha e aprendizagem entre a escola e a comunidade, contribuindo para a criação de uma escola inclusiva e reforçando os laços e a identificação entre ambas as instituições.
De igual modo procurámos partilhar estas actividades com os nossos parceiros europeus da Grécia, Alemanha, Roménia, Suécia, Itália e Espanha, com os quais desenvolvemos o projecto “De mãos dadas por uma escola melhor” que pretende reforçar os laços entre as diversas instituições vivas da comunidade.
A Internet e a intercomunicação permitiram transmitir para além do horizonte aquilo que é a razão de ser desta comunidade, trazendo de volta mensagens de esperança que criaram uma verdadeira espiral de solidariedade para com o desejo deste povo de ver valorizada a sua cultura.
Em cada dia, em Ouguela, os alunos trabalham conscientes de que a sua riqueza cultural é valorizada pelos seus colegas de escolas distantes e sabendo que o seu trabalho de pesquisa, recolha e reconstituição das tradições é valorizada por todos os que estão ligado à educação.
A Internet ensinou assim os alunos a aprender com os pais e com os avós, pois são esses os conteúdos que mais receptividade apresentam junto dos colegas com quem comunicam. Por outro lado, aprendendo com os seus familiares, os alunos aprenderam que podem ser eles mesmos “aprendizes de Pigmaleão”, transmitindo preciosos conhecimentos sobre a sua cultura não só aos seus colegas alunos mas, igualmente, aos professores que carinhosamente os incentivam a continuar no seu trabalho.
Desta forma, a Internet e todos os que através dela se juntaram aos 89 professores de Ouguela, deixaram um pouco de si no processo de aprendizagem e crescimento dos alunos. Cada um dos correspondentes tornou-se assim num actor privilegiado da afirmação de uma comunidade e contribuiu de forma decisiva para o crescimento destes alunos como elementos activos, críticos, participativos e conscientes da sua riqueza cultural, ambiental, histórica e paisagística. Riqueza essa que assim se afirmará como meio privilegiado para para a formação das futuras gerações de Ouguelenses.
Viva Ouguela!...
Viva o Alentejo!....
Viva Portugal!...
António Gadanha, Ricardo Encarnação e António Mendes
Escola e comunidade de Ouguela
Aos amigos do Cão de Guarda:
Parabéns pela democratização deste espaço!...
Isto é o verdadeiro "Empowerment"
Vocês São os maiores...
Escola de Ouguela - Campo Maior - Portugal
www.eb1-oguela.rcts.pt info@eb1-ouguela.rcts.pt www.ouguela.blogspot.com
Congresso Alentejo XXI
Semeando novos rumos ...
Todo o Alentejo esteve representado em Montemor-o-Novo no congresso de todos os alentejanos...
Que lindo que é assistir à manifestação do sentir alentejano!...
Ouguela esteve presente e transmitiu um testemunho do trabalho conjunto desenvolvido entre a escola e a comunidade.
Ouvimos muito sobre os sonhos e os anseios do povo alentejano...
Ouvimos que a educação não poderá ser encarada como uma questão económica, mas sim como um direito de cidadania...
Ouvimos que o esquecimento a que alguns autarcas condenam as suas populações é criminoso....
De Ouguela vieram o Sr. António Gadanha e o Ricardo Encarnação...
...que transmitiram um testemunho pessoal do trabalho desenvolvido em conjunto pela escola e pelo Centro Comunitário.
O resumo previamente apresentado ao congresso não faz justiça ao encanto daquilo que foi a sua intervenção, mas aqui fica...
www.eb1-oguela.rcts.pt info@eb1-ouguela.rcts.pt www.ouguela.blogspot.com
Ouguela Com Vida
“Entre O Caia, o Xévora e o Abrilongo há um mundo de magia, entre o sonho e a realidade. Há um ambiente e uma comunidade com vida, que merecem ser estudados e protegidos”.
Ouguela é uma aldeia rural do Concelho de Campo Maior. Aqui, entre o Caia, o Xévora e o Abrilongo desde sempre que as populações viveram em comunhão com a natureza, cultivando a terra, pescando nas águas límpidas dos rios e vivendo em equilíbrio com a natureza.
Aqui ainda vivem a Abetarda, o Sisão e o Grou. Aqui as Bogas e os Barbos ainda sobem o rio para desovarem e para se alimentarem. Aqui o vimieiro e o salgueiro ainda dão a matéria prima com que os mais velhos nos ensinam a construir galritos, cestos e todo o tipo de artesanato.
Aqui lembram-se as técnicas tradicionais de trabalhar a terra, “de dar e tirar” dela a subsistência de todo um povo. Lembram-se também as “Estórias”, as alegrias e tristezas e os saberes ancestrais que compõem a memória cultural de um povo.
Aqui, com o apoio de organizações ambientais como o GEDA de Campo Maior, procurámos criar espaços vivos para o convívio com a natureza e a educação ambiental.
Aqui, em Ouguela, procurámos estudar as artes e os saberes ancestrais, fazendo deles o ponto de partida para os ensinamentos escolares. Desta forma, os alunos tornaram-se em construtores da sua própria aprendizagem e tomaram atitudes intervenientes na defesa da sua herança cultural e ambiental.
Juntos, estudámos a fauna e a flora locais, procurando contribuir para a preservação das espécies em vias de extinção; procedemos à colocação de ninhos e ao estudo das espécies existentes em redor da aldeia; promovemos a recolha, reutilização, e reciclagem do papel e de outros produtos; a redução da produção de resíduos provenientes do consumo das sociedades modernas; a necessidade de poupança de energia e de utilização de energias renováveis.
Em Ouguela desenvolvemos actividades de educação ambiental e de intervenção comunitária que congregaram a escola e a comunidade, em particular os idosos, que participaram na construção da horta pedagógica, recuperando os saberes tradicionais e tornando-os parte integrante da formação cívica e cultural das novas gerações.
Com estas actividades procurámos, de igual modo, permitir a criação de espaços de troca, partilha e aprendizagem entre a escola e a comunidade, contribuindo para a criação de uma escola inclusiva e reforçando os laços e a identificação entre ambas as instituições.
De igual modo procurámos partilhar estas actividades com os nossos parceiros europeus da Grécia, Alemanha, Roménia, Suécia, Itália e Espanha, com os quais desenvolvemos o projecto “De mãos dadas por uma escola melhor” que pretende reforçar os laços entre as diversas instituições vivas da comunidade.
A Internet e a intercomunicação permitiram transmitir para além do horizonte aquilo que é a razão de ser desta comunidade, trazendo de volta mensagens de esperança que criaram uma verdadeira espiral de solidariedade para com o desejo deste povo de ver valorizada a sua cultura.
Em cada dia, em Ouguela, os alunos trabalham conscientes de que a sua riqueza cultural é valorizada pelos seus colegas de escolas distantes e sabendo que o seu trabalho de pesquisa, recolha e reconstituição das tradições é valorizada por todos os que estão ligado à educação.
A Internet ensinou assim os alunos a aprender com os pais e com os avós, pois são esses os conteúdos que mais receptividade apresentam junto dos colegas com quem comunicam. Por outro lado, aprendendo com os seus familiares, os alunos aprenderam que podem ser eles mesmos “aprendizes de Pigmaleão”, transmitindo preciosos conhecimentos sobre a sua cultura não só aos seus colegas alunos mas, igualmente, aos professores que carinhosamente os incentivam a continuar no seu trabalho.
Desta forma, a Internet e todos os que através dela se juntaram aos 89 professores de Ouguela, deixaram um pouco de si no processo de aprendizagem e crescimento dos alunos. Cada um dos correspondentes tornou-se assim num actor privilegiado da afirmação de uma comunidade e contribuiu de forma decisiva para o crescimento destes alunos como elementos activos, críticos, participativos e conscientes da sua riqueza cultural, ambiental, histórica e paisagística. Riqueza essa que assim se afirmará como meio privilegiado para para a formação das futuras gerações de Ouguelenses.
Viva Ouguela!...
Viva o Alentejo!....
Viva Portugal!...
António Gadanha, Ricardo Encarnação e António Mendes
Escola e comunidade de Ouguela
Aos amigos do Cão de Guarda:
Parabéns pela democratização deste espaço!...
Isto é o verdadeiro "Empowerment"
Vocês São os maiores...
quinta-feira, 8 de abril de 2004
Ele há cada vício...
Aqui há uns dias li no "meu" BdE um post do Luís Rainha a que achei graça por me ter identificado muitíssimo com a situação. Sendo nova nestas andanças de net, blogs, posts, liks, - o que para aqui vai de termos exóticos ! – esta mania deu-me forte. Se passo um dia sem aqui vir, sinto falta, imagine-se. E tendo conseguido uns dias de férias longe de Lisboa, vim de portátil e tudo, ainda assim perdesse qualquer coisa. E, se em Lisboa tenho a netcabo que não me trás surpresas, perdida numa aldeia tenho de recorrer a outro servidor e ia-me passando quando ao chegar vi que o telefone não estava operacional! Quando a irritação passou, deu-me um ataque de riso daqueles que parece não acabarem. Só visto! Que ridículo incrível esta autêntica dependência...
Quando durante a minha adolescência mantive um diário (e ainda foi ao longo de uns 5 ou 6 anos) não sentia a mesma necessidade compulsiva de escrever. Também é certo que aqueles cadernos só eram lidos por mim própria e aqui tenho sempre a ideia de que alguém dará uma espreitadela – e fico toda orgulhosa quando há um comentário a comprová-lo.
Mas esta “adolescência” blogística também vai com certeza ser ultrapassada, e eu vou conseguir atingir a maturidade serena de quem olimpicamente faz aqui uma visita quando tem algo de verdadeiramente sério e importante a dizer. Ups! Nesse caso fechava já a porta. Algo de sério? Estou parva, ou quê?
M.L.
Quando durante a minha adolescência mantive um diário (e ainda foi ao longo de uns 5 ou 6 anos) não sentia a mesma necessidade compulsiva de escrever. Também é certo que aqueles cadernos só eram lidos por mim própria e aqui tenho sempre a ideia de que alguém dará uma espreitadela – e fico toda orgulhosa quando há um comentário a comprová-lo.
Mas esta “adolescência” blogística também vai com certeza ser ultrapassada, e eu vou conseguir atingir a maturidade serena de quem olimpicamente faz aqui uma visita quando tem algo de verdadeiramente sério e importante a dizer. Ups! Nesse caso fechava já a porta. Algo de sério? Estou parva, ou quê?
M.L.
Também acho
Encontrei neste blog um texto muito bom, mas como não consegui o endereço certo para o linkar vou reproduzi-lo todo com a "devida vénia" ao autor
Uma percentagem significativa dos portugueses ou nasceram ou foram educados depois do 25 de Abril, e muitos deles encaram aquela data como mais uma data histórica; como sucede com todas as datas históricas, não é raro que encontremos mesmo alguma ignorância.
Pessoalmente considero o 25 de Abril uma data histórica, e que como tal deve ser considerada. Para quem teve que se confrontar com o regime anterior e com todas as suas consequências é, muito provavelmente, a data política mais importante das suas vidas; foi a liberdade, o fim de uma guerra para onde se era mandado sem o direito de a questionar, foi a aquisição de novos valores políticos e civilizacionais, foi um país embriagado pela própria liberdade.
É uma data tão importante que sentimos alguma dor quando um jovem revela pouco conhecimento ou mesmo algum desprezo pela mesma.
Ao contrário do que muitos pensam considero que isso não tem nada de grave, sendo mesmo uma inevitabilidade. Nós, os que com mais ou menos idade já vamos tendo o estatuto de cotas, conhecemos a diferença; os mais jovens ainda bem que não a conhecem.
Mas, mais importante do que conseguirem fazer uma linda redacção sobre o 25 de Abril é que encarem o autoritarismo como um absurdo, e que assumam o direito à indignação como um acto natural da nossa sociedade; e nesse aspecto, sem terem vivido o 25 de Abril e mesmo sem lhe darem a devida importância, são portadores dos seus valores, são os verdadeiros protagonistas da profunda mudança civilizacional que Portugal sofreu graças ao 25 de Abril.
Que se indignem perante o abuso, que se revoltem contra a injustiça, que digam o que a cada momento o que lhes vai na alma, que digam não à subserviência e ao despotismo e, mesmo sem o saber, estarão a interpretar melhor os valores do 25 de Abril do que as gerações que o protagonizaram e que, não rara vezes, são portadores de hábitos e princípios inquinados por um passado de ditadura.
O único acrescento é que eu chamaria Fascismo ao fascismo e não eufemísticamente "regime anterior", mas é apenas um pormenor. O nosso fascismo teve características próprias, mas os valores que o caracterizavam estavam lá...
M.L.
Quando as paredes começaram a falar
A palavra tanto tempo presa, soltou-se enfim.
O desejo de falar era tanto que até os muros falavam.
Nem sempre o talento de quem fazia estes murais era do tamanho do seu entusiasmo. Fizeram-se alguns lindos, de outros só ficava a boa vontade.
Mas essa, ninguém a pode negar.
M.L.
quarta-feira, 7 de abril de 2004
O que o tempo faz...
Há um ano, as forças que invadiram o Iraque, diziam-se forças de “Libertação” e, a acreditar-se no que aparecia escrito em certa imprensa, parecia que Bush julgava de facto que seria recebido com flores e palmas. Passado um ano, vemos aparecerem outros termos. Hoje já ouvi falar em Forças de Ocupação ( não é bem uma libertação...), ouvi falar em “Resistência”, fala-se numa unidade conjuntural de sunitas e xiitas. E nada disto dito em imprensa de esquerda.
O tempo é um grande mestre!
M.L.
O tempo é um grande mestre!
M.L.
Código e Educação
Hoje foi o Dia Mundial da Saúde, e parece que foi escolhido como tema as mortes na estrada e os problemas inerentes à Prevenção Rodoviária. Tirando o facto de me parecer um pouco estranha esta escolha, não me parece exactamente um “problema de saúde”, não tenho dúvidas em considerar o tema importantíssimo.
(O que diz respeito à saúde foca-se na eficiência com que as vítimas dos acidentes são atendidas, e isso parece-me uma questão de organização e eficiência de meios – helicópteros, por exemplo, que ainda é um meio raro de recolha de feridos.)
Mas vi discutida na imprensa e sobretudo rádio e TV, com muita insistência, o conhecimento do código nas Cartas de Condução. Com toda a franqueza, não acredito que os acidentes aconteçam por desconhecimento do Código! Admito que, por vezes, acontecem por não se cumprirem as regras, mas não por não as conhecer... É, como muita coisa em Portugal, as leis existem e são boas, só que não se cumprem. E quanto ao código, até acho o exame extremamente exigente e cheio de picuinhas. O que faz muita falta para uma boa prevenção é educação.
É vulgar um condutor conduzir como se a estrada fosse apenas sua e os outros fossem uns importunos, uns “penetras” que estão ilegalmente na sua propriedade. E são esses condutores arrogantes que, por nem pensarem na existência dos outros, muitas vezes provocam acidentes completamente evitáveis. Assim como a condução sob o efeito do álcool. Claro que pode haver excepções, mas o costume de países onde até se bebe muito ao fim de semana, mas sorteiam um elemento do grupo para ficar com a chave do carro – e esse só bebe sumo, parece-me de apoiar. Porque se perguntarmos à pessoa que está a soprar no balão, se está mesmo O. K., ela dirá que sim. É preciso estar mesmo muito alcoolizado para achar que não tem os reflexos impecáveis. E depois é o que se vê.
Não, isto é uma questão de mentalidade e educação e não tem nada a ver com conhecimento das Leis do Código.
M.L.
(O que diz respeito à saúde foca-se na eficiência com que as vítimas dos acidentes são atendidas, e isso parece-me uma questão de organização e eficiência de meios – helicópteros, por exemplo, que ainda é um meio raro de recolha de feridos.)
Mas vi discutida na imprensa e sobretudo rádio e TV, com muita insistência, o conhecimento do código nas Cartas de Condução. Com toda a franqueza, não acredito que os acidentes aconteçam por desconhecimento do Código! Admito que, por vezes, acontecem por não se cumprirem as regras, mas não por não as conhecer... É, como muita coisa em Portugal, as leis existem e são boas, só que não se cumprem. E quanto ao código, até acho o exame extremamente exigente e cheio de picuinhas. O que faz muita falta para uma boa prevenção é educação.
É vulgar um condutor conduzir como se a estrada fosse apenas sua e os outros fossem uns importunos, uns “penetras” que estão ilegalmente na sua propriedade. E são esses condutores arrogantes que, por nem pensarem na existência dos outros, muitas vezes provocam acidentes completamente evitáveis. Assim como a condução sob o efeito do álcool. Claro que pode haver excepções, mas o costume de países onde até se bebe muito ao fim de semana, mas sorteiam um elemento do grupo para ficar com a chave do carro – e esse só bebe sumo, parece-me de apoiar. Porque se perguntarmos à pessoa que está a soprar no balão, se está mesmo O. K., ela dirá que sim. É preciso estar mesmo muito alcoolizado para achar que não tem os reflexos impecáveis. E depois é o que se vê.
Não, isto é uma questão de mentalidade e educação e não tem nada a ver com conhecimento das Leis do Código.
M.L.
O espírito de Abril não pode envelhecer
Era criança neste dia.
Hoje é um adulto.
Tenho de acreditar, quero acreditar, que quem desenhou estas pessoas, este tanque, estas flores, hoje tenha a noção daquilo que ganhou nesse dia. Não pode estar um adulto amolecido e conformado. Quem viveu isto, não o esquece.
M.L.
terça-feira, 6 de abril de 2004
Acerca das papoilas
Vi hoje as primeiras papoilas do ano.
É sabido que o “símbolo” da Primavera costumam ser as andorinhas. Entre nós, é o animal migratório por excelência e quando partem ou chegam as andorinhas é sempre sinal de mudança de estação. É bonito o espectáculo, muito elegantes, em bandos, as andorinhas e a Primavera fazem um lindo par. Mas para mim, o que me faz sentir mesmo no íntimo que vem aí a luz, o sol, os dias grandes, é quando começo a ver papoilas. Sinto uma alegria interior quase sem motivo, para mim é a primavera.
É uma flor muito especial. Completamente selvagem, não há papoilas de estufa, não se compram em floristas. Podia ser um dos motivos de eu gostar tanto, esse toque de rebeldia, de ser mesmo flor do campo.
(É certo que falo disto em Portugal, onde se costuma ver num campo todo verde, entre margaridas, malmequeres, ou outras florinhas silvestres, uma ou outra mancha vermelha. Há países onde se cultivam campos de papoilas com outras intenções que não estéticas, como sabemos.)
Mas não é apenas esse aspecto “selvagem” e popular que me agrada na papoila. Gosto pela sua fragilidade. Gosto pela sua leveza. Por ser uma flor de existência breve. Não há ramos de papoilas envoltos em papel e com laçarote. Não se vêem numa jarra de um dia para outro. E é vermelha. Não há dúvidas quanto a isso, não as conheço de outra cor. Se a flor de Abril não fosse o cravo poderia ser a papoila.
M.L.
É sabido que o “símbolo” da Primavera costumam ser as andorinhas. Entre nós, é o animal migratório por excelência e quando partem ou chegam as andorinhas é sempre sinal de mudança de estação. É bonito o espectáculo, muito elegantes, em bandos, as andorinhas e a Primavera fazem um lindo par. Mas para mim, o que me faz sentir mesmo no íntimo que vem aí a luz, o sol, os dias grandes, é quando começo a ver papoilas. Sinto uma alegria interior quase sem motivo, para mim é a primavera.
É uma flor muito especial. Completamente selvagem, não há papoilas de estufa, não se compram em floristas. Podia ser um dos motivos de eu gostar tanto, esse toque de rebeldia, de ser mesmo flor do campo.
(É certo que falo disto em Portugal, onde se costuma ver num campo todo verde, entre margaridas, malmequeres, ou outras florinhas silvestres, uma ou outra mancha vermelha. Há países onde se cultivam campos de papoilas com outras intenções que não estéticas, como sabemos.)
Mas não é apenas esse aspecto “selvagem” e popular que me agrada na papoila. Gosto pela sua fragilidade. Gosto pela sua leveza. Por ser uma flor de existência breve. Não há ramos de papoilas envoltos em papel e com laçarote. Não se vêem numa jarra de um dia para outro. E é vermelha. Não há dúvidas quanto a isso, não as conheço de outra cor. Se a flor de Abril não fosse o cravo poderia ser a papoila.
M.L.
Silêncios
Acabo de ver, agora mesmo, no Barnabé
este cartaz e impressionou-me mais do que qualquer dos outros que eles têm publicado. Já aqui gabei e magnífica ideia que eles tiveram em reconstituir os cartazes da época. Na altura tinha dito que também tinha tido a mesma ideia, de publicar todos os dias algo alusivo ao 25 de Abril, e de facto assim tenho feito. Mas a minha homenagem é um pouco á minha dimensão. Tenho publicado o que vou encontrando e que faz sentido para mim. O Barnabé, com a explêndida colecção de cartazes de época, tem feito reviver aos mais antigos emoções várias, da comoção, à irritação, à ironia, ao enternecimento.
Este de hoje não é o famoso cartaz da Maioria Silênciosa que desencadeou o 28 de Setembro e sim o que o combateu. Mas o "boneco" está lá, e ainda arrepia. E até a designação provocatória e insultuosa de "silenciosa" quando se algo se tinha conquistado era exactamente o direito á palavra, já dava logo vontade de discutir. O curioso é que essa atitude se mantem muito. Encontramos ainda muito por aí, gente que se vitimiza conscientemente dizendo que "nem diz nada" insinuando com isso que tem muito que dizer mas não pode... É uma atitude que me irrita bastante. Essas pessoas poderão dizer que não encontram palavras, ou não têm o dom de saber falar, ou por pessimismo acham que ninguém os vai ouvir. Agora escolher o silêncio como opção, e chutar a responsabilidade para os outros parece-me...Não queria ser agressiva e risquei a palavra que me ocorreu. Como vou dizer? ...um receio injustificado! Quem lhes faria mal se se queixassem?
E a tal Maioria Silenciosa, foi o que se viu... Silêncio podia existir, mas maioria???
M.L.
este cartaz e impressionou-me mais do que qualquer dos outros que eles têm publicado. Já aqui gabei e magnífica ideia que eles tiveram em reconstituir os cartazes da época. Na altura tinha dito que também tinha tido a mesma ideia, de publicar todos os dias algo alusivo ao 25 de Abril, e de facto assim tenho feito. Mas a minha homenagem é um pouco á minha dimensão. Tenho publicado o que vou encontrando e que faz sentido para mim. O Barnabé, com a explêndida colecção de cartazes de época, tem feito reviver aos mais antigos emoções várias, da comoção, à irritação, à ironia, ao enternecimento.
Este de hoje não é o famoso cartaz da Maioria Silênciosa que desencadeou o 28 de Setembro e sim o que o combateu. Mas o "boneco" está lá, e ainda arrepia. E até a designação provocatória e insultuosa de "silenciosa" quando se algo se tinha conquistado era exactamente o direito á palavra, já dava logo vontade de discutir. O curioso é que essa atitude se mantem muito. Encontramos ainda muito por aí, gente que se vitimiza conscientemente dizendo que "nem diz nada" insinuando com isso que tem muito que dizer mas não pode... É uma atitude que me irrita bastante. Essas pessoas poderão dizer que não encontram palavras, ou não têm o dom de saber falar, ou por pessimismo acham que ninguém os vai ouvir. Agora escolher o silêncio como opção, e chutar a responsabilidade para os outros parece-me...Não queria ser agressiva e risquei a palavra que me ocorreu. Como vou dizer? ...um receio injustificado! Quem lhes faria mal se se queixassem?
E a tal Maioria Silenciosa, foi o que se viu... Silêncio podia existir, mas maioria???
M.L.
segunda-feira, 5 de abril de 2004
Saudosismos
Houve um filme aí dos anos 50 ou 60, de René Clair, que em português teve o título de "O Vagabundo dos Sonhos" mas creio que em francês se chamava "Les belles de nuit" que, não sendo nada de muito especial, abordava um tema interessante. Bastante optimista, como de uma forma geral os deste realizador, tipo Kapra à francesa, era protagonizado por um actor que morreu muito novo, Gérard Philipe. Este encarnava um jovem músico em males de amor e de dinheiro que durante a noite ia sonhando com o mundo, em épocas sucessivamente mais remotas. Esses sonhos iam-se justificavando porque no momento em que decorria a história existia um velhote, rabugento, que implicando com tudo o que se passava na actualidade, repetia como um refrão: "Ah, no meu tempo...No meu tempo é que era!" e concluía-se que "no tempo dele" a vida era bastante cor-de-rosa.
O dito músico-sonhador na noite seguinte, procurava esse el-dorado que era a tal época do velhote, e no seu sonho onde as personagens viviam com outras roupagens e outros hábitos mas mais ou menos os mesmos problemas, aparecia de novo o mesmo velhote integrado nessa outra era, com a lenga-lenda de que “no meu tempo é que era”. Já se está a ver que tudo ia regredindo de noite para noite, renascença, idade média, antiguidade, acabando ( ? ) na pré-história com o velho a fugir de um mamute e a gritar que “no meu tempo é que era”.
A moralidade da história era de que todas as épocas se equivalem e a nossa nem era assim tão má como isso. Lembro-me de vez em quando desse filme, perante certos “esquecimentos” das pessoas. É claro que, para quem tem hoje 30 anos ou menos, o 25 de Abril é História. E faz parte da natureza humana ser um pouco como o velhote e acreditar que hoje é mau portanto dantes deveria ser melhor. E, infelizmente, a mensagem que muitas vezes passa é que o que não havia antes do 25 era apenas liberdade de opinião, mas o resto nem era assim tão mau como isso...
Ora era muito bom, que enquanto ainda estão vivos e com memória, os que viveram nos anos 60, 50, 40, testemunhassem o que era o dia a dia desse tempo. Que dissessem que, embora a liberdade de opinião fosse a parte do iceberg que se via e portanto era óbvia e inegável, a falta de liberdade era um cancro que roía toda a sociedade com as consequências mais devastadoras. Era a cultura, a ciência, a economia, o dia a dia mais comezinho e aparentemente inocente que era afectado. Por favor expliquem aos jovens a quem já oiço dizer que também não era tão mau como isso...
Pois era sim. Era pior do que isso.
M.L.
O dito músico-sonhador na noite seguinte, procurava esse el-dorado que era a tal época do velhote, e no seu sonho onde as personagens viviam com outras roupagens e outros hábitos mas mais ou menos os mesmos problemas, aparecia de novo o mesmo velhote integrado nessa outra era, com a lenga-lenda de que “no meu tempo é que era”. Já se está a ver que tudo ia regredindo de noite para noite, renascença, idade média, antiguidade, acabando ( ? ) na pré-história com o velho a fugir de um mamute e a gritar que “no meu tempo é que era”.
A moralidade da história era de que todas as épocas se equivalem e a nossa nem era assim tão má como isso. Lembro-me de vez em quando desse filme, perante certos “esquecimentos” das pessoas. É claro que, para quem tem hoje 30 anos ou menos, o 25 de Abril é História. E faz parte da natureza humana ser um pouco como o velhote e acreditar que hoje é mau portanto dantes deveria ser melhor. E, infelizmente, a mensagem que muitas vezes passa é que o que não havia antes do 25 era apenas liberdade de opinião, mas o resto nem era assim tão mau como isso...
Ora era muito bom, que enquanto ainda estão vivos e com memória, os que viveram nos anos 60, 50, 40, testemunhassem o que era o dia a dia desse tempo. Que dissessem que, embora a liberdade de opinião fosse a parte do iceberg que se via e portanto era óbvia e inegável, a falta de liberdade era um cancro que roía toda a sociedade com as consequências mais devastadoras. Era a cultura, a ciência, a economia, o dia a dia mais comezinho e aparentemente inocente que era afectado. Por favor expliquem aos jovens a quem já oiço dizer que também não era tão mau como isso...
Pois era sim. Era pior do que isso.
M.L.
Arte para Carlos Paredes
(por José Luís Peixoto)
A história do homem é a memória. É uma memória que está dentro de um tempo que tanto pode ter passado, como pode estar a acontecer neste momento, como pode esperar-nos no fim de uma estrada futura. A história do homem somos nós a viver com ele, por ele, através dele. A história do homem é um milagre que existe sempre onde o conseguirmos ouvir, ver, sentir.
zé
A história do homem é a memória. É uma memória que está dentro de um tempo que tanto pode ter passado, como pode estar a acontecer neste momento, como pode esperar-nos no fim de uma estrada futura. A história do homem somos nós a viver com ele, por ele, através dele. A história do homem é um milagre que existe sempre onde o conseguirmos ouvir, ver, sentir.
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