quinta-feira, 25 de novembro de 2004

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Bairro Alto, Calhariz

ontem, depois das 8 da noite. ela estava sentada na paragem do 28, velhota, coxa, de bengala, cheirando a peixe. quando fecharam a frutaria do outro lado da rua deixaram um saco com fruta em cima do caixote do lixo. um jovem que passava olhou para o seco, pegou nele, a velhota levanta-se, acelera o passo para atravessar a rua, ‘o saco é para mim’, mas o rapaz pede para o partilhar, e assim o fazem, vai o jovem para o Camões com um grande sorriso.

a velhota fica, pousa o saco da fruta, e começa a respigar o contentor do lixo

(5 minutos antes partilhava com a Sabine do WIP os novos bares e clubes de jazz de Viena onde gostamos de gastar dinheiro)

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Pai Natal

No Público de Hoje:

"Baixa de Lisboa Iluminou-se para o Natal
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2004

Passavam poucos minutos das 18h quando o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, ligou um interruptor de uma caixa de electricidade e colocou ontem toda a Baixa a luzir. Os presentes na inauguração das iluminações de Natal da capital, entre eles rapazes e raparigas vestidos de amarelo, verde, azul e vermelho e segurando balões, aplaudiram e gritaram. Nas fachadas da Praça do Rossio acederam-se muitas luzinhas faiscantes. A estátua de D. Pedro IV passou a ter sete arcos cobertos de luzinhas brancas que culminam numa estrela luminosa, na parte de cima. A Rua Augusta passou a ter arcos grandes de luzinhas azuis e a Rua do Ouro exibia uma decoração mais conservadora, com os tradicionais balões e estrelas de luz amarela. A Rua do Carmo, essa, passou a ter uns arcos pequenos e com estrelas azuis. Os arcos estreitos de alumínio assentes na calçada prometem muitos tropeções. N.F."

Dá gosto ver como se gasta bem (e sumptuosamente)o dinheiro público. Até parece Las Vegas.


SC

sábado, 6 de novembro de 2004

Homo Stupidus

Este ano, so uma coisa podia ser pior que a vitoria do 'gang' do Mourinho na Champions. Ela aconteceu.

h

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Patrícia Portela

quem não teve a oportunidade de (re)ver Wasterband, pode ver hoje Flatland (Estreia Nacional, 22h, FORUM LISBOA)



“Flatland – Parte I (Para Cima e não para Norte)” é o primeiro de 4 episódios que contam a trágica vida de um Homem Plano que um dia descobre que lhe falta uma terceira dimensão.
Nesta primeira parte podemos seguir O Homem Plano na sua reflexão pelos mundos da bidimensionalidade e da perspectiva, até descobrir, um dia, que a sua existência no mundo 3D é apenas possível se existirem espectadores a olhar para ele.
Contente com a descoberta mas descontente com a dependência, o Homem Plano inicia uma estratégia para conquistar a sua imortalidade tridimensional.

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

XVI governo – 100 dias a asneirar

só hoje, por razões profissionais, fui ler o relatório dos 100 dias deste governo. para lá das mais de duas dezenas de “principais reuniões internacionais do Primeiro-Ministro” (entre elas com o “Presidente indigitado da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso”), reparei particularmente nas medidas do Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar: inaugurou o cais fluvial da Ermida, em Baião, e o porto de pesca da Gala, na Figueira da Foz, mas destaca a “Proibição da entrada e atracação do navio «Borndiep», chamado Barco do Aborto, no porto da Figueira da Foz.”

Teresa, tenho saudades dos teus louvores



O povo norte-americano "é um povo sem medo … É um povo que perante a ameaça se une e reage sem medo", a reeleição de Bush corresponde a uma "vitória popular", "(o resultado) é a confirmação que se trata de uma eleição americana e do povo americano, que é soberano", contrastando com a "opinião pública e publicada na Europa em defesa de John Kerry"

sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Querem ver que o gajo está a mudar-se...

"(...) O verde afasta o azul que ainda há pouco reinava sobre este cenário (...)"
in Sul, Miguel Sousa Tavares
Pode ser que assim eu passe a comprar os teus livros, ó Miguel!
Miguelinho (borrego)

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Jazzfellows

MANIFESTO (com 4-5 anos?)

Nós não temos um nome, temos uma identidade. Construímos AMIZADES.

Gostamos de coisas bonitas e do que as cidades e o campo têm de bom para ensinar. Flores, chuva, mar, música, livros, álcool, petiscos, abraços, pessoas e conversas longas pela noite fora, cheias de silêncios e de palavras. Pegamos na vontade de estarmos juntos e transformamo-la no acto de o fazermos. Queremos construir uma casa cheias de portas e janelas, sem senhas de entrada onde toda a gente possa caber e as palavras DIVERSIDADE e LIBERDADE façam sempre parte dos livros do dia.

Recusamos os rótulos e os ismos e passamos ao lado dos preconceitos, mas estamos longe da perfeição.

O nosso projecto é CRIATIVO e POLÍTICO porque interventivo em pequenos núcleos, mas não é politicamente correctoi.

Actuamos à noite e durante o dia, indiscriminadamente, e temos poisos específicos, embora muitos de nós não tenham um amor especial aos pombos ou às estátuas. Nos dias de muito calor, movemo-nos pela sombra e normalmente optamos pelo lado esquerdo da rua, mas a ideologia que nos une é a das emoções e das boas sensações da existência. Somos mundanos sem sermos superficiais e gostamos todos de dançar, de massagens nas costas e de festinhas no cabelo. Alguns de nós gostam de futebol. Outros de desportos radicais.

Exigimos o fim do embargo a Cuba, o reconhecimento do estado Palestiniano e o direito do Povo Maubere a ser livre e independente. Somos pelo fim do terrorismo económico. Sofremos com a pobreza e com a fome, lutamos contra a exclusão social e todas as formas de desigualdade e discriminação, mas nunca fomos nem Mr nem Miss Mundo.

Não gostamos de chavões mas substituímos sempre "globalização" por "aldeia global". Somos fraternos ao vivo e pela net. Somos todos diferentes e não pretendemos ser iguais.

Quando nos virem, talvez fiquem com a sensação que nos conhecem de qualquer lado.

Nós não temos um nome, mas temos uma identidade.

SC e zé

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

NOVOS CONTACTOS

O Mundo é de todos!

VERBA VOLANT, SCRIPTA MANENT

publicus.sociale@europe.com / publicus.sociale@aljazeera.com



http://publicus.blog-city.com/

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

O HORROR

Quero acreditar que é mentira. Tenho de acreditar que é mentira! É que li que A Síria testou em Junho armas químicas sobre a população de Darfur e recuso-me a acreditar.
Chega!
Afinal foi só um jornal que falou nisto. Foi inventado de certeza. Mas só pensar-se nisso já arrepia.

M.L.

Ser mãe é:

Chamaram-me a atenção para um post chamado naturalmente
Ser mãe é do Blog Controversa Maresia, e não posso deixar repetir aqui esse conselho que me deram. Vão lá ler!
Porque, para além da ironia, sente-se que existe também um profundo amor no que está escrito. É certo, ser Mãe é aquilo e... o que está nas entrelinhas.
M.L.

Dança de moscas gestores

Acabei de ouvir na rádio.
Os presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António de Sousa e Mira Amaral, foram afastados dos cargos pelo ministro das Finanças
Vamos ver qual vai ser a grande alteração.
O programa segue dentro de momentos. O programa neo-liberal, entenda-se.
M.L.

Pois é!


Também dá que pensar...
Não será que andamos com ideias-feitas?
M.L.

Carreiras de professores

Esta é que é uma surpresa! Pelo menos para quem não pertence a este grupo profissional, mão se imagina que na carreira de professor exista um leque tão aberto de remunerações.
Mas diz-nos o relatório «Um olhar sobre a educação. Indicadores de 2004» que os «professores em topo de carreira em Portugal auferem vencimentos mais elevados que na média dos restantes países da OCDE [.....]e em contrapartida, no início de carreira um professor português ganha 15.873 euros, face a 18.702 ganhos pelos professores na média dos países da OCDE» Ups!?
A explicação é que até ao 7º escalão as subidas são pequenas e só ao fim de 26 anos se começa a ganhar melhor, diz o Sindicato. Pois, mas porquê? Não serão licenciados da função pública? Assim como me parece incrível esta dança das cadeiras anual, por causa das colocações, também estranho a diferença de vencimentos. Ou há moralidade...
PS - Se qualquer modo, esta comparação é um pouco falaciosa, porque tudo isto se passa dentro da nossa pequenez de vencimentos. Decerto que serão "mais elevados" em relação aos demais colegas, mas não dá para comparar com salários da "outra europa".
M.L.

Assim se vê a força da esquerda

É que a mão esquerda foi desprezada durante séculos. Ainda não há muitos anos, chegava-se a atar a mão esquerda ao corpo da criança para a obrigar a utilizar a direita. Eu sei bem isso, que sou filha de dois canhotos contrariados... Ora afinal: Poderão existir, em todo o mundo, mais pessoas canhotas do que inicialmente se julgava . Pois é. Os estudos feitos só avaliavam quem usava a mão esquerda para escrever. E os outros? Os canhotos “não assumidos”? Reparem quantas pessoas há que apesar de escreverem com a direita (pudera...) utilizam a outra para a maioria das actividades ? Muito interessante. Os esquerdinos saem do armário.
M.L.

Adeus às Armas

Desta vez é que é. Sempre parece que o Serviço Militar Obrigatório termina no Domingo
É que já atingiram os tais 12 mil suficientes para se fazer um exército. Portanto, se eu entendo bem, agora passa a ser uma profissão como outra qualquer. Sei que este tema é polémico. Há quem ache que a guerra é séria demais para ficar nas mãos de militares. E que a profissionalização é uma faca de dois gumes. Eu não me pronuncio.

M.L.

Desde que haja alunos...

Vai ser cá uma alegria. Já se imaginou?
As aulas abrem, mas durante quatro dias é só para reinar. Professor fóra dia santo na escola!
É que a Divulgação da lista de colocação de professores foi adiada para segunda-feira . Mas nada de alegrias excessivas, ó rapaziada, que «malgrado este atraso, num número significativo de escolas o ano lectivo iniciar-se-á conforme previsto, a 16 de Setembro ». Certo. É uma questão de saber onde começa a ser um número significativo. Parece que o sindicato dos professores prevê que 90 por cento das escolas da região centro não comecem aulas a 16 de Setembro É significativo. Já são 10%!!!! É qualquer coisa. Já imaginaram o que seria essa percentagem no nosso ordenado...
Senhora Ministra, tenha dó. Porque não assumir que se meteu num grande buraco? Tem acontecido tanta vez.


M.L.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Separação de águas

A lógica é uma coisa engraçada. Uma espécie de ginástica do pensamento. E a propósito da dificuldade em definir limites para certas categorias dei por mim a pensar que só há um modo de dividir seja o que fôr em 2. Vamos ver se pensam como eu: Uma pessoa ou está a dormir ou está acordada. Está suja ou está limpa. Está a mentir ou a dizer a verdade. Uma coisa é nova ou usada. É pesada ou leve. É simples ou complicada. Errado, não é verdade? Com este tipo de exemplo, entra logo pelos olhos dentro que há um número infinito de categorias entre os dois pontos. É que separar águas é quase impossível!
E aqui vem o truque da lógica. É acrescentar a palavrinha NÃO. Já está. Divisão perfeita: o novo e o não-novo, o simples e o não-simples, a mentira e a não-mentira, o pesado e o não-pesado.
Mas agora vem a pirueta do pensamento que a lógica não abrange: falta a definição exacta do primeiro conceito. O que quer dizer “novo” ? O que é exactamente “sujo”? Lá vamos outra vez na montanha russa, sem uma indiscutível definição todo o raciocínio se desmorona. De facto a linguagem e a comunicação é bem difícil!
M.L.

Peões

Na questão do trânsito, peões somos todos. É elementar. Todo o indivíduo que utiliza um transporte, tem de entrar e sair dele. Sou capaz de imaginar os super-vips, que têm carro com motorista e se limitam a atravessar o passeio para entrar no carro, e depois a sair e atravessar outro passeio, ou entrada de vivenda. Contudo quero acreditar que mesmo esses, de vez em quando precisam de andar uns metros a pé... Bom, portanto, está assente que peões somos todos. Então, qual a motivação que leva as pessoas a não respeitar o código dos peões? Não estou a acusar, eu também pertenço ao grupo. Está uma passadeira a uns metros de distância, mas se eu quero ir para a porta mesmo em frente do outro lado da rua, para que é que vou até lá? Como reconheci, eu mesma farto-me de fazer isso. Mas já me confunde quando essa acção se torna uma gincana arriscadíssima, o que muitas vezes acontece. O percurso que agora faço para ir trabalhar passa em frente da estação de barcos da Praça do Comércio. Quando chega um barco, vê-se grupos de pessoas, a corta-mato, por entre os carros e autocarros para chegarem à sua paragem. A passagem está um pouco distante, só que o risco é mesmo risco de vida! Mas logo a seguir, na zona a seguir ao Cais do Sodré, acho que a razão está toda com os peões. A distância entre duas passadeiras é inacreditável! Uma pessoa ou atravessa no Cais do Sodré ou vai atravessar em Santos! Haja bom-senso, por favor.
M.L.