quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

cinema iraniano (para o Filipe)



empresto-te o Abbas Kiarostami, livro editado pela Cinemateca Portuguesa que a minha querida mãe me ofereceu no Natal e o Dez que ofereci a uma socióloga urbana e pós-materialista que considero mais iraniana que indiana



ordinário

o senhor Pôncio. ainda bem que (ontem) não foi o camarada Lello

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

, este é o Jordão de que me recordo




«Jordão nasceu em Benguela, Angola, a 9 de Agosto de 1952.

As características que possuía davam-lhe garantias para se tornar um grande futebolista. Mas, um professor de ginástica convenceu-o de que as suas qualidades estavam mais viradas para o atletismo, e por isso inscreveu-o nos campeonatos de Angola.

Sem treinar, Jordão sagrou-se vice-campeão dos 80 metros. Uma lesão, nesta competição, afastou-o das pistas e do futebol.

No dia 28 de Agosto de 1977 ingressou no Sporting. O sonho de criança tornou-se real.

Jordão teve uma estreia auspiciosa num jogo contra o Vasco da Gama, onde a equipa brasileira perdeu por 2-1 e os dois golos da formação verde e branca foram marcados pela mais recente estrela da companhia.

A carreira do atleta «leonino» ficou marcada pelas lesões que sofreu ao serviço do futebol.

Jordão foi uma das figuras mais carismáticas dentro do Sporting. Ao serviço do Clube conquistou dois campeonatos nacionais nas épocas de 1979/80 e 1981/82; duas Taças de Portugal nas temporadas de 1977/78 e 1981/82 e uma Supertaça em 1981/82. Venceu a Bota de Prata em 1979/80, marcando 31 golos no Campeonato Nacional.

Ao longo da carreira marcou 247 golos em jogos oficiais, ao serviço de seis clubes.

Representou a Selecção Nacional "A" por 43 vezes e marcou 15 golos. Estreou-se com a camisola das «quinas» no dia 29 de Março de 1972, num jogo frente ao Chipre (4-0).

Realizou o último jogo a 25 de Janeiro de 1989, em Atenas, contra a Grécia (2-1). Fez parte da equipa que conquistou o segundo lugar na Minicopa, em 1972 e no Europeu de 1984 classificou-se em 3º lugar.»

(Do website oficial do Sporting Clube de Portugal)

JHJ

Observatório Diário Económico

que o jornal tenha um Observatório que reúne semestralmente 14 personalidades públicas para avaliar o país, magnífico. que Manuela Ferreira Leite esteja nas Finanças, Marcelo Rebelo de Sousa na Vida Política e Suzana Toscano na Administração Pública / Justiça, óptimo. agora, Diogo Lucena na Segurança Social e Maria José Nogueira Pinto na Solidariedade Social!?!?!? talvez privatização da segurança social e caridade social

9 de Abril de 2005, Fórum Lisboa



Cinemateca Portuguesa, para ouv(i)er





João Ferreira do Amaral

ontem, a televisão confundiu-o com Ernâni Lopes e João César das Neves. ainda teve sorte, não o confundiram com Eduardo Catroga

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Francisco Ferreira (para o Bernardo)

(também em Elmetacin ao Poste)

Era ainda o tempo do “avante, avante p’lo Benfica, que uma aura triunfante glorifica”, estrofe do primeiro hino do clube (…). Era já o tempo de Francisco Ferreira (…). Esquerdino nato, vigília fazia na intermediária, tipo lugar-tenência. (…) era alguém perfeito no domínio da posição, alguém com sonora voz de comando, alguém que lutava até à exaustão. Era um líder. Incontestado. (…)
Ultrapassou o meio milhar de jogos, entre particulares e oficiais, rubricando 60 golos. Venceu quatro Campeonatos e seis Taças de Portugal. Com a saída de Francisco Albino, durante nove anos envergou, orgulhosamente, a braçadeira de capitão. (…) Ao serviço da Selecção, em Fevereiro de 1949, disputou um Itália-Portugal (4-1), na cidade de Génova. O comendador Novo, presidente do Torino, a melhor equipa transalpina nessa altura, ficou rendido à prestação de Francisco Ferreira. Tal como o Real Madrid, alguns anos antes, também o clube italiano solicitou os seus ofícios. (…) Quando a sua festa de homenagem começava a ganhar contornos, Francisco Ferreira telefonou ao líder do Torino, convidando o melhor conjunto europeu a participar no evento. O Benfica haveria de vencer por 4-3. (…) Poucas horas depois, o avião despenhou-se sobre a basílica de Superga, naquela que foi uma das maiores tragédias do futebol mundial.

(in Memorial Benfica – 100 Glórias)

laicidade ao almoço

na Fundação Medeiros e Almeida os almoços são agradáveis, a oferta é diversificada e saborosa, o serviço simpático e rápido, o espaço é muito frequentado por raparigas bonitas, 'executive style'

esta, de saia rosa-clã, sentou-se, apoiou os cotovelos na mesa, uniu as mãos, cerrou os olhos, mexeu os lábios, benzeu-se

espero que no meu país, continuando laico, os crentes possam continuar também a manifestar a sua fé em locais públicos

À Ton Image

(para a Mariana Silva e o Nuno Garcia)


evitei ver na Festa do Cinema Francês o Haute Tension “que tira partido do grande ecrã, à semelhança de um John Carpenter em grande forma”, por minutos antes ter visto À Ton Image

e quinta, depois da meia-noite na RTP1, Christine, O Carro Assassino



o preço certo

acho que foi no primeiro dia do ano que vislumbrei 'o preço certo em euros' com convidados especiais: Quim Barreiros, Rui Veloso, Toy e Jorge Palma. Jorge Palma? sim, como diria a camarada Teresa Guilherme, quem tem ética passa fome

Jordão (para o João)



O apodo de Gazela Negra até ficava bem a Jordão. Ágil e felino, foi mais uma pérola descoberta na inesgotável África, pelo Benfica, nos prodigiosos anos 60. Espírito Santo, José Águas, Costa Pereira e Santana eram já saudade; Coluna e Eusébio aproximavam-se do final da carreira; Nené, Shéu e Jordão seriam os herdeiros do aroma africano.

(in Memorial Benfica – 100 Glórias)


quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

amantes



Firenze, Agosto de 2000, uma exposição de fotografia, pintura, guarda-roupa, do Zefirelli sobre a Callas, com a música sempre presente

nunca mais chega o filme com a Fanny Ardant e o Jeremy Irons




Cinemateca Portuguesa, hoje




segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

Genova (actualização)



Genova capital da cultura lembra Lisboa em 1994 e o Porto em 2001, zonas históricas degradadas em obras, um rio a chamar por nós, iniciativas deslumbrantes para quem perdeu a magia do império e a recupera durante uns meses. até final de Janeiro ainda será possível ver a exposição Arti&Architettura 1900-2004, originais de António Sant’Elia (como é possível que a sua obra tenha sido fruto de menos de 30 anos de vida, apenas até 1916?), Ivan Leonidov e toda a beleza do marxismo-leninismo-soviético, e Joaquín Torres Garcia (há 75 anos percursor da obra de José Soromenho, sem este o saber)



mas durante todo o ano vale a pena deambular pelo cemitério de Staglieno (ainda mais bonito que o de Šibenik)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

desaires?

um desaire do Benfica é uma espinha encravada na garganta do Bagão!

zé (benfiquista e cidadão)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

femme fatal



é pena



20 de Fevereiro de 2005

há um novo cartaz da Câmara Municipal de Lisboa que diz algo como 'tira as pantufas, sai do sofá e anda de patins'. é para aplicar daqui a 2 meses, pais, tias, avós, velhotas do bairro, para os por a andar de patins

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

o sistema

se a A.D.Oliveirense for hoje eliminada da Taça de Portugal pelo Sport Lisboa e Benfica, só haverá um nome a acusar: Santana e Bagão (esta é parecida com aquele cujo coração só tinha uma cor: azul e branca)

arte periférica (II)



arte periférica



mercearia de bairro, Ajuda, Lisboa

há muito tempo que não o via, está mais magro (velhota)

tenho perdido peso nestas últimas semanas, ando a trabalhar mais

mas é para correr com eles?

sim, sim, somos todos precisos

a ver se os pomos a andar de patins duma vez por todas

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

outro Natal é preciso

(ou já te converteste às luzes natalícias?)

… As lágrimas corriam-lhe enquanto se ouvia A Internacional.

Mas Ruža era crente. À medida que se aproximava o Natal, ela fazia sempre algo, ora limpava o pó, ora trocava os cortinados, ora ia ao cabeleireiro, ora vestia melhor as crianças, mas ele limitava-se a olhar, carrancudo. Sabia o que se estava a passar. Dois ou três dias antes do Natal chamava-a junto de si e dava-lhe um sermão: «Na minha casa o Natal não se festejará. Eu decidi-me uma vez por todas e não quero fazer como alguns. Lá fora é comunista, mas em casa parece a catedral de Zagrebe. Mas tu, perfeitamente, se queres o Natal, leva as crianças para casa da tua mãe ou para casa da minha. Festeja quanto quiseres, mas não me metas nisso.» E Ruža pegava nas crianças e um ano festejava em casa da mãe, outro na da sogra. A certa altura, aparecia, como passando por acaso, também Ivo T., vestido como num dia normal, sentava-se à mesa, como que por acaso bebia e petiscava, felicitava aqueles que festejavam e sublinhava: «A liberdade religiosa é garantida no socialismo.»


a ponte de Norman Foster



fosse El Puerto de Santa Maria perto de Millau como é de Cadiz

doce gerúndio



obrigado Luíza, Sheila, Horacio, obrigado Barcelona, obrigado Lula

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim


chegará a primavera um mês mais cedo?


Eros



os desenhos, a música de Caetano Veloso sobre Michelangelo Antonioni, a água e o mar, as sombras de Steven Soderbergh em Robert Downey Jr, os vestidos e a câmara ao retardador de Wong Kar Wai, não chegam para tornar Eros um filme sensual

existe erotismo e sensualidade sim, mas no Imortal do Enki Bilal (mais ainda na trilogia Nikopol em livro que no filme, especialmente em A Mulher Armadilha), n’A Vida é um Milagre de Emir Kusturica, ou numa das últimas crónicas da Faíza Hayat (Sagoate)



terça-feira, 14 de dezembro de 2004

As noites de Sarajevo (II)



… vários Outonos depois dos dias de Sarajevo, vejo que há algo inapreensível que une a guerra e o amor, pois a promessa de uma vida eterna caminha sempre ao lado da horrenda presença da morte. Há qualquer coisa que os iguala, possivelmente porque o amor e a guerra deslizam sobre um fio invisível que pode conduzir à queda. Na guerra não há vitórias, apenas umas quantas derrotas para repartir; não há heróis, apenas vítimas, incluindo os que sobrevivem e também aqueles que escrevem e falam sobre elas. E o amor? Se esperamos muito dele, podemos ver que, algum tempo depois, tudo o que resta entre os nossos dedos é apenas um pedaço do nada. Alma não está, a sua voz já não ecoa nos meus ouvidos, é como se se tivesse esfumado da vida ou nunca tivesse existido. Talvez agora escreva apenas num intento vão de recuperar o que perdi, de ter o seu fantasma junto a mim e guardá-lo à sombra da minha vida.

Air Nostrum

conheci-a num voo entre o Porto e Barcelona, fiquei agradavelmente surpreendido e deliciado. voltei a encontrá-la ao regressar de Torino: as hospedeiras mais bonitas e simpáticas, o mais saboroso serviço de bordo

aviones pequeños, grandes detalles…

Genova



Genova capital da cultura lembra Lisboa em 1994 e o Porto em 2001, zonas históricas degradadas em obras, um rio a chamar por nós, iniciativas deslumbrantes para quem perdeu a magia do império e a recupera durante uns meses. até final de Janeiro ainda será possível ver a exposição Arti&Architettura 1900-2004, originais de António Sant’Elia (como é possível que a sua obra tenha sido fruto de menos de 30 anos de vida, apenas até 1916?), Ivan Leonidov e toda a beleza do marxismo-leninismo-soviético, e Joaquín Torres Garcia (há 75 anos percursor da obra de José Soromenho, sem este o saber)



mas durante todo o ano vale a pena deambular pelo cemitério de Staglieno (ainda mais bonito que o de Šibenik)

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Todos somos ibéricos, com uma língua diferente

Mário Soares, em entrevista ao El Mundo, 5 de Diciembre de 2004

Torino (IV)



recorda o meu pai, que guarda o artigo de jornal da época (Maio de 1949), a grandiosa equipa do Torino, falecida nas colinas da cidade, ao regressar da festa de despedida do capitão do Benfica vencedor da Taça Latina. o Torino era campeão pela 5ª vez consecutiva e praticava um futebol criativo e ofensivo, que viria a desaparecer e a transformar o Calcio no catenaccio depois desse desastre-catástrofe.

no sábado o Torino ocupava o 3º lugar da 2ª divisão do Cálcio, depois de ter empatado na véspera a zero, num jogo pior que muitos solteiros vs casados, 98 anos depois da sua fundação.

comprei a camisola do Torino, com a cor ‘granata’ sangue de toro, espero usá-la no próximo domingo, autorize o médico na 5ª




As noites de Sarajevo

Agora, ao escrever sobre os dias de Sarajevo, consigo ver o seu rosto e escutar a sua voz com o mesmo timbre sonoro e ritmado. Alma permanece na minha memória como uma sombra viva num cenário de tiros e de morte. Questiono-me se está escrito no destino humano que a destruição e o amor podem conviver, como duas forças que se repelem e que, ao mesmo tempo, se unem como uma energia necessária para empurrar as nossas vidas.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Torino (III)



hoje, às 22h30, Porta Nuova


Torino (II)

Al Bue Rosso: Dolcetto di Dogliani 14% vol., bresaola con rucola, bue brosato al borolo, crema di marroni

Torino

Tuttosport, Giovedi, 2 Dicembre 2004, pag. 6, Coppa UEFA: Finale 18 Maggio a Lisbona, Stadio da Luz

terça-feira, 30 de novembro de 2004

wake up

(para a Mariana S e o Miguel G)


You have a star that shines on my life and I have a glow that sparkles with your light. How could you leave this without saying goodbye, because you have a star that shines on my life. For once in a while you could care about me. It’s a chase for simplicity.

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Kieslowski, por Danis Tanovic

Après la tournée mondiale en fanfare de son No Man’s land, plus rien n’arrête Danis Tanovic. Premier coup d’éclat: le voilà qui succède à Tom Tykwer (Heaven) pour adapter le second volet de la trilogie écrite par feu Kieslowski. L’enfer en question sera celui vécu par une famille lorsque le pater revient après un séjour en taule. La distribution est par contre paradisiaque: Carole Bouquet, Emmanuelle Béart, Marie Gillain, Karin Viard, Miki Manojlovic entre autres. Le cinéaste passera ensuite du noir familial à l’ombre des espions, un univers déjà parcouru pour Monica Bellucci, héroïne de Ship High in Transit. (n. 84)


The Gift

(Sónia Tavares)

As pessoas que criaram anticorpos em relação aos Gift são as mesmas que têm em casa discos dos Massive Attack, dos Radiohead ou da Björk (in Y, Público)

Barghouthi, um novo Mandela?




quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Esta 6ª com o Público por apenas mais dez euros.






sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Bairro Alto, Calhariz

ontem, depois das 8 da noite. ela estava sentada na paragem do 28, velhota, coxa, de bengala, cheirando a peixe. quando fecharam a frutaria do outro lado da rua deixaram um saco com fruta em cima do caixote do lixo. um jovem que passava olhou para o seco, pegou nele, a velhota levanta-se, acelera o passo para atravessar a rua, ‘o saco é para mim’, mas o rapaz pede para o partilhar, e assim o fazem, vai o jovem para o Camões com um grande sorriso.

a velhota fica, pousa o saco da fruta, e começa a respigar o contentor do lixo

(5 minutos antes partilhava com a Sabine do WIP os novos bares e clubes de jazz de Viena onde gostamos de gastar dinheiro)

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Pai Natal

No Público de Hoje:

"Baixa de Lisboa Iluminou-se para o Natal
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2004

Passavam poucos minutos das 18h quando o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, ligou um interruptor de uma caixa de electricidade e colocou ontem toda a Baixa a luzir. Os presentes na inauguração das iluminações de Natal da capital, entre eles rapazes e raparigas vestidos de amarelo, verde, azul e vermelho e segurando balões, aplaudiram e gritaram. Nas fachadas da Praça do Rossio acederam-se muitas luzinhas faiscantes. A estátua de D. Pedro IV passou a ter sete arcos cobertos de luzinhas brancas que culminam numa estrela luminosa, na parte de cima. A Rua Augusta passou a ter arcos grandes de luzinhas azuis e a Rua do Ouro exibia uma decoração mais conservadora, com os tradicionais balões e estrelas de luz amarela. A Rua do Carmo, essa, passou a ter uns arcos pequenos e com estrelas azuis. Os arcos estreitos de alumínio assentes na calçada prometem muitos tropeções. N.F."

Dá gosto ver como se gasta bem (e sumptuosamente)o dinheiro público. Até parece Las Vegas.


SC

sábado, 6 de novembro de 2004

Homo Stupidus

Este ano, so uma coisa podia ser pior que a vitoria do 'gang' do Mourinho na Champions. Ela aconteceu.

h

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Patrícia Portela

quem não teve a oportunidade de (re)ver Wasterband, pode ver hoje Flatland (Estreia Nacional, 22h, FORUM LISBOA)



“Flatland – Parte I (Para Cima e não para Norte)” é o primeiro de 4 episódios que contam a trágica vida de um Homem Plano que um dia descobre que lhe falta uma terceira dimensão.
Nesta primeira parte podemos seguir O Homem Plano na sua reflexão pelos mundos da bidimensionalidade e da perspectiva, até descobrir, um dia, que a sua existência no mundo 3D é apenas possível se existirem espectadores a olhar para ele.
Contente com a descoberta mas descontente com a dependência, o Homem Plano inicia uma estratégia para conquistar a sua imortalidade tridimensional.

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

XVI governo – 100 dias a asneirar

só hoje, por razões profissionais, fui ler o relatório dos 100 dias deste governo. para lá das mais de duas dezenas de “principais reuniões internacionais do Primeiro-Ministro” (entre elas com o “Presidente indigitado da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso”), reparei particularmente nas medidas do Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar: inaugurou o cais fluvial da Ermida, em Baião, e o porto de pesca da Gala, na Figueira da Foz, mas destaca a “Proibição da entrada e atracação do navio «Borndiep», chamado Barco do Aborto, no porto da Figueira da Foz.”

Teresa, tenho saudades dos teus louvores



O povo norte-americano "é um povo sem medo … É um povo que perante a ameaça se une e reage sem medo", a reeleição de Bush corresponde a uma "vitória popular", "(o resultado) é a confirmação que se trata de uma eleição americana e do povo americano, que é soberano", contrastando com a "opinião pública e publicada na Europa em defesa de John Kerry"

sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Querem ver que o gajo está a mudar-se...

"(...) O verde afasta o azul que ainda há pouco reinava sobre este cenário (...)"
in Sul, Miguel Sousa Tavares
Pode ser que assim eu passe a comprar os teus livros, ó Miguel!
Miguelinho (borrego)

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Jazzfellows

MANIFESTO (com 4-5 anos?)

Nós não temos um nome, temos uma identidade. Construímos AMIZADES.

Gostamos de coisas bonitas e do que as cidades e o campo têm de bom para ensinar. Flores, chuva, mar, música, livros, álcool, petiscos, abraços, pessoas e conversas longas pela noite fora, cheias de silêncios e de palavras. Pegamos na vontade de estarmos juntos e transformamo-la no acto de o fazermos. Queremos construir uma casa cheias de portas e janelas, sem senhas de entrada onde toda a gente possa caber e as palavras DIVERSIDADE e LIBERDADE façam sempre parte dos livros do dia.

Recusamos os rótulos e os ismos e passamos ao lado dos preconceitos, mas estamos longe da perfeição.

O nosso projecto é CRIATIVO e POLÍTICO porque interventivo em pequenos núcleos, mas não é politicamente correctoi.

Actuamos à noite e durante o dia, indiscriminadamente, e temos poisos específicos, embora muitos de nós não tenham um amor especial aos pombos ou às estátuas. Nos dias de muito calor, movemo-nos pela sombra e normalmente optamos pelo lado esquerdo da rua, mas a ideologia que nos une é a das emoções e das boas sensações da existência. Somos mundanos sem sermos superficiais e gostamos todos de dançar, de massagens nas costas e de festinhas no cabelo. Alguns de nós gostam de futebol. Outros de desportos radicais.

Exigimos o fim do embargo a Cuba, o reconhecimento do estado Palestiniano e o direito do Povo Maubere a ser livre e independente. Somos pelo fim do terrorismo económico. Sofremos com a pobreza e com a fome, lutamos contra a exclusão social e todas as formas de desigualdade e discriminação, mas nunca fomos nem Mr nem Miss Mundo.

Não gostamos de chavões mas substituímos sempre "globalização" por "aldeia global". Somos fraternos ao vivo e pela net. Somos todos diferentes e não pretendemos ser iguais.

Quando nos virem, talvez fiquem com a sensação que nos conhecem de qualquer lado.

Nós não temos um nome, mas temos uma identidade.

SC e zé

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

NOVOS CONTACTOS

O Mundo é de todos!

VERBA VOLANT, SCRIPTA MANENT

publicus.sociale@europe.com / publicus.sociale@aljazeera.com



http://publicus.blog-city.com/

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

O HORROR

Quero acreditar que é mentira. Tenho de acreditar que é mentira! É que li que A Síria testou em Junho armas químicas sobre a população de Darfur e recuso-me a acreditar.
Chega!
Afinal foi só um jornal que falou nisto. Foi inventado de certeza. Mas só pensar-se nisso já arrepia.

M.L.

Ser mãe é:

Chamaram-me a atenção para um post chamado naturalmente
Ser mãe é do Blog Controversa Maresia, e não posso deixar repetir aqui esse conselho que me deram. Vão lá ler!
Porque, para além da ironia, sente-se que existe também um profundo amor no que está escrito. É certo, ser Mãe é aquilo e... o que está nas entrelinhas.
M.L.

Dança de moscas gestores

Acabei de ouvir na rádio.
Os presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António de Sousa e Mira Amaral, foram afastados dos cargos pelo ministro das Finanças
Vamos ver qual vai ser a grande alteração.
O programa segue dentro de momentos. O programa neo-liberal, entenda-se.
M.L.

Pois é!


Também dá que pensar...
Não será que andamos com ideias-feitas?
M.L.

Carreiras de professores

Esta é que é uma surpresa! Pelo menos para quem não pertence a este grupo profissional, mão se imagina que na carreira de professor exista um leque tão aberto de remunerações.
Mas diz-nos o relatório «Um olhar sobre a educação. Indicadores de 2004» que os «professores em topo de carreira em Portugal auferem vencimentos mais elevados que na média dos restantes países da OCDE [.....]e em contrapartida, no início de carreira um professor português ganha 15.873 euros, face a 18.702 ganhos pelos professores na média dos países da OCDE» Ups!?
A explicação é que até ao 7º escalão as subidas são pequenas e só ao fim de 26 anos se começa a ganhar melhor, diz o Sindicato. Pois, mas porquê? Não serão licenciados da função pública? Assim como me parece incrível esta dança das cadeiras anual, por causa das colocações, também estranho a diferença de vencimentos. Ou há moralidade...
PS - Se qualquer modo, esta comparação é um pouco falaciosa, porque tudo isto se passa dentro da nossa pequenez de vencimentos. Decerto que serão "mais elevados" em relação aos demais colegas, mas não dá para comparar com salários da "outra europa".
M.L.

Assim se vê a força da esquerda

É que a mão esquerda foi desprezada durante séculos. Ainda não há muitos anos, chegava-se a atar a mão esquerda ao corpo da criança para a obrigar a utilizar a direita. Eu sei bem isso, que sou filha de dois canhotos contrariados... Ora afinal: Poderão existir, em todo o mundo, mais pessoas canhotas do que inicialmente se julgava . Pois é. Os estudos feitos só avaliavam quem usava a mão esquerda para escrever. E os outros? Os canhotos “não assumidos”? Reparem quantas pessoas há que apesar de escreverem com a direita (pudera...) utilizam a outra para a maioria das actividades ? Muito interessante. Os esquerdinos saem do armário.
M.L.

Adeus às Armas

Desta vez é que é. Sempre parece que o Serviço Militar Obrigatório termina no Domingo
É que já atingiram os tais 12 mil suficientes para se fazer um exército. Portanto, se eu entendo bem, agora passa a ser uma profissão como outra qualquer. Sei que este tema é polémico. Há quem ache que a guerra é séria demais para ficar nas mãos de militares. E que a profissionalização é uma faca de dois gumes. Eu não me pronuncio.

M.L.

Desde que haja alunos...

Vai ser cá uma alegria. Já se imaginou?
As aulas abrem, mas durante quatro dias é só para reinar. Professor fóra dia santo na escola!
É que a Divulgação da lista de colocação de professores foi adiada para segunda-feira . Mas nada de alegrias excessivas, ó rapaziada, que «malgrado este atraso, num número significativo de escolas o ano lectivo iniciar-se-á conforme previsto, a 16 de Setembro ». Certo. É uma questão de saber onde começa a ser um número significativo. Parece que o sindicato dos professores prevê que 90 por cento das escolas da região centro não comecem aulas a 16 de Setembro É significativo. Já são 10%!!!! É qualquer coisa. Já imaginaram o que seria essa percentagem no nosso ordenado...
Senhora Ministra, tenha dó. Porque não assumir que se meteu num grande buraco? Tem acontecido tanta vez.


M.L.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

Separação de águas

A lógica é uma coisa engraçada. Uma espécie de ginástica do pensamento. E a propósito da dificuldade em definir limites para certas categorias dei por mim a pensar que só há um modo de dividir seja o que fôr em 2. Vamos ver se pensam como eu: Uma pessoa ou está a dormir ou está acordada. Está suja ou está limpa. Está a mentir ou a dizer a verdade. Uma coisa é nova ou usada. É pesada ou leve. É simples ou complicada. Errado, não é verdade? Com este tipo de exemplo, entra logo pelos olhos dentro que há um número infinito de categorias entre os dois pontos. É que separar águas é quase impossível!
E aqui vem o truque da lógica. É acrescentar a palavrinha NÃO. Já está. Divisão perfeita: o novo e o não-novo, o simples e o não-simples, a mentira e a não-mentira, o pesado e o não-pesado.
Mas agora vem a pirueta do pensamento que a lógica não abrange: falta a definição exacta do primeiro conceito. O que quer dizer “novo” ? O que é exactamente “sujo”? Lá vamos outra vez na montanha russa, sem uma indiscutível definição todo o raciocínio se desmorona. De facto a linguagem e a comunicação é bem difícil!
M.L.

Peões

Na questão do trânsito, peões somos todos. É elementar. Todo o indivíduo que utiliza um transporte, tem de entrar e sair dele. Sou capaz de imaginar os super-vips, que têm carro com motorista e se limitam a atravessar o passeio para entrar no carro, e depois a sair e atravessar outro passeio, ou entrada de vivenda. Contudo quero acreditar que mesmo esses, de vez em quando precisam de andar uns metros a pé... Bom, portanto, está assente que peões somos todos. Então, qual a motivação que leva as pessoas a não respeitar o código dos peões? Não estou a acusar, eu também pertenço ao grupo. Está uma passadeira a uns metros de distância, mas se eu quero ir para a porta mesmo em frente do outro lado da rua, para que é que vou até lá? Como reconheci, eu mesma farto-me de fazer isso. Mas já me confunde quando essa acção se torna uma gincana arriscadíssima, o que muitas vezes acontece. O percurso que agora faço para ir trabalhar passa em frente da estação de barcos da Praça do Comércio. Quando chega um barco, vê-se grupos de pessoas, a corta-mato, por entre os carros e autocarros para chegarem à sua paragem. A passagem está um pouco distante, só que o risco é mesmo risco de vida! Mas logo a seguir, na zona a seguir ao Cais do Sodré, acho que a razão está toda com os peões. A distância entre duas passadeiras é inacreditável! Uma pessoa ou atravessa no Cais do Sodré ou vai atravessar em Santos! Haja bom-senso, por favor.
M.L.

«Eu não sou assim»

Vou entrar numa de auto-crítica. Ou não sei bem se a palavra crítica é a correcta, antes uma auto-análise.
Eu oiço, vejo, encontro, muitas pessoas, que ao admitiram alguns comportamentos que de alguma forma as prejudicaram, ou prejudicaram outros, usam a expressão: «Eu sou assim!» que tanto pode ser «sou assim e, paciência...» como «sou assim, e quem não gostar que se afaste». Mas o sentido é sempre de que não há nada a fazer. Nasceram assim, e a mudança é impossível - também não respiram debaixo de água, nem batem asas no céu. E creio que essa atitude é irritante para os outros mas lhes dá um certo consolo.
E quase os invejo. Eu tenho passado a vida a fazer burradas, e a pensar depois .”Como foi possível?!” Mas foi. Como se afinal “eu fosse assim”...
Tal como não pedir comprovativos de cursos que frequento com a ideia romântica de que o importante é ficar a saber. E depois como provo que sei? De não guardar documentos que imagino ninguém precisar de ver, e enganar-me. De só combinar preços de trabalhos no final de estarem feitos, com o risco de nunca vir a receber nada por isso. É que tem sido mesmo umas a seguir às outras e de cada vez o arrependimento tem sido maior. Como se de facto existisse um padrão de comportamento claramente totó. Mas custa-me admitir : Eu sou assim: totó!
M.L.

Obrigado, ...

... João.

Assobios

O Dr. Santana foi ouvir a Madonna. É lá com ele. Eu não iria, mas isso de gostos, cada um tem os seus. E lá que foi um acontecimento mediático, dos que ele gosta, ninguém pode negar. Agora... Surpresa!!! . Imagine-se que os espectadores o receberam ao assobio. Já não há respeito. Mas enfim, foi um baptismo: « O primeiro-ministro, Santana Lopes, recebeu ontem à noite a sua primeira grande vaia pública». Parabéns, Dr, Santana, afinal a sua popularidade é grande. Mesmo entre fãs da Madona, o que dá para imaginar que o leque de desapoio é bem aberto.

PS - Se calhar houve engano. Eram assobios de apreço à cantora. Foi, mas foi, uma confusão.
M.L.


Mais pobres e mais agressivos

Não é de estranhar. Uma coisa, normalmente, arrasta a outra. Dizia-se que “casa onde não há pão...”. Mas apesar de tudo, das censuras que faço, gosto muito da minha terra. E dói-me vê-la apontada como o segundo ... a contar do fim ou seja Portugal apenas à frente da Grécia entre os antigos Quinze no que toca à pobreza . Tanto quanto entendo, são dados fiáveis, do gabinete estatístico da União Europeia, o Eurostat. E ficamos também a saber que a violência subiu de um modo notável. Onde estão os “brandos costumes”? Devem ter ido atrás do pão.
M.L.


Justiça e bons exemplos

Não sou daquelas que acha que cada profissional tem de ser infalível quando “pratica a sua profissão”. Oiço muitas vezes comentários do tipo “olha, é psicólogo e está deprimido” ou “não deve ser bom pintor que a casa dele está a precisar de ser pintada”. Sei muito bem que uma coisa é a vida profissional e a outra particular, doméstica. E ainda mais, também sei que não são dois ou três casos, que podem servir para acusar um grupo profissional, o que acontece demasiadas vezes.
Pondo isto como ponto prévio, chamou-me a atenção que seja o terceiro processo instaurado a um juiz, na sequência de declarações no âmbito do processo Casa Pia . Em que ficamos? Há segredo de justiça, pelo menos formalmente, ou os próprios juizes saltam por cima desse pormenor? Por maior que seja a pressão da Comunicação Social, este é mesmo um campo onde devem dar o exemplo. Assim não vale.
M.L.

País real

Enquanto em Lisboa tropeçamos em pedintes constantemente ( basta sair de casa, parar em cruzamentos, andar de metro, por vezes apenas entrar num café ) vamos tendo a ideia falsa de que o “mal” está concentrado por aqui e as coisas no resto do país são menos gritantes. Se calhar o caso é esse: “menos gritantes”. A pobreza é mais envergonhada. Mas afinal verifica-se que
Em Guimarães, há 700 famílias inscritas na lista de pedidos de habitação social e perto de duas centenas a solicitar apoio alimentar
.
«É dramático» diz o Presidente da Câmara. Não há dúvidas. Porque o que se lê é que é uma pobreza escondida, tímida, diferente da que se vê na capital porque apesar da miséria custa-lhes recorrer a uma ajuda. Ainda doi mais.
Existe uma instituição chamada Fraterna que conjuga todas as ONGs de apoio para além da ajuda oficial. E afirma que «a lista tem vindo a aumentar e o perfil das pessoas que solicitam os apoios é cada vez mais diversificado». É este o nosso país. A nossa política social.
M.L.

Bowling for Columbine

Ora bem. Em 1994 Bill Clinton assinou uma proibição de fabrico e venda de armas semi-automáticas. Essa medida seguiu-se a uma série de tiroteios com armas semi-automáticas no estado da Califórnia, de que resultaram 34 mortos
Passaram-se 10 anos e a lei caducou. Óptimo. Podem voltar a matar-se à vontade.
Desculpem-me. Este tema é tão grave que não há humor possível. Mas custa ver uma cegueira tão grande. Como é possível continuar a vender-se armas de morte desta maneira. Será que aquela gente não aprende?
M.L.

Devemos ter ouvido discursos diferentes

Ontem à noite, estive a ouvir o Senhor Ministro das Finanças e fiquei na mesma. Não me disse nada que não soubesse. Minto. Disse-me uns números que eu não sabia mas que também não me adiantam muito. Sou tão saloia, que o dinheiro para além de um certo valor, deixa de ter sentido, é uma abstracção. Para mim, essas coisas das macro-economias são chinês. Falar em dois mil milhões de euros, é uma abstracção.
Portanto o que me disse foi mesmo muito vago. Entendi que ele não quer mas vai continuar a precisar de receitas extraordinárias. Bem. Já calculava. O resto para mim foram coisas completamente vagas.
Mas... o meu aparelho de TV não deve andar lá muito bom. Possivelmente o do Sr. Luis Delgado é de uma marca melhor, porque ele conseguiu ouvir Bagão Felix claro, objectivo, com metas, e sem promessas demagógicas . Que bom aparelho. Quero ver se arranjo um desses para mim.
M.L.

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

O Ovo de Colombo

Pronto. Tudo o que ia escrever, está já escrito e melhor do que eu faria, pelo Luís Rainha . Mas como já vinha com esta engatilhada, não vou perder o post...
Como se trata de saúde é mais de chorar, mas a verdade é que dá vontade de rir. Uma ideia genial. Lembram-se de uma palavra de ordem que era "os-ricos-que-paguem-a-crise"? Era natural, quem tinha dinheiro, pagava. Agora temos que "os-doentes-que-paguem-o-tratamento". E porque não? Não adoecessem, ora então!? Fiquei mesmo interessada, um governo tipo Robin dos Bosques, que tira aos que têm mais, para subsidiar os pobrezinhos. São medidas de longo alcance e, em breve, os países nórdicos que tinham uma política social razoável, virão em fila a Portugal perguntar como se faz. Há para aí uns ricaços, que quando se sentam mal dispostos decidem ir entupir as urgências dos hospitais. É mal. Não se faz. E ficam 8 horas ali até serem atendidos enquanto o seu motorista lhes vai trazendo um termos com café e uns pastelinhos de nata. O Ambrósio trás "algo", à senhora do chapéu amarelo, enquanto ela espera por ser atendida. Agora isso vai acabar! A patroa do Ambrósio vai pagar muito mais do que o próprio Ambrósio, a não ser que... Espera, a não ser que, ele declare aquilo que ganha ( não tem outro remédio) e ela prove ter o salário mínimo nacional. E porque não?
O chocante nesta história é o reconhecimento público da fuga aos impostos e uma completa aceitação dessa situação. Com a maior franqueza, pagaria sem resmungar a minha parte de impostos se sentisse que era uma situação partilhada. Certo, estamos todos no mesmo barco, faz sentido remarmos mesmo contra a maré. Mas TODOS. Assim não.
M.L.

Mérito


A palavra é bonita. MÉRITO. É esdrúxula, e o E muito aberto dá-lhe uma certa alegria. Também é um pouco imponente
- M É R I T O ! Assim a modos que como uma condecoração, "pelo seu mérito, ofereço-lhe esta medalha". Tá, tá, tá, tá !!! E, pelo que se ouviu agora, quem trabalha para a função pública vai ser classificado segundo o seu mérito, o que só lhes fica bem. Claro que se põe o problema de quem avalia o mérito de quem. Mas isso fica para uma segunda investigação. Por hoje o que me fez pensar foi a informação de que as pessoas passariam a ser pagas segundo o respectivo "mérito" ou por outras palavras, pelo seu desempenho. Portanto, o que me parece até muito bem, colegas de trabalho com desempenhos diferentes passarão a receber ordenados diferentes. E agora vem a tal perguntinha antipática: Essa avaliação chega a todos os cargos? Vamos ter ministros a ganhar menos do que outros? Estou ansiosa por ver. Por exemplo, a Ministra da Educação...
M.L.

Regresso ou ...férias?


Há cerca de 4 meses e meio, escrevi aqui "Adeus, até ao meu regresso". Estava de abalada para outro blog onde
colaborei durante todo este tempo. Lá diverti-me, emocionei-me, vibrei, conheci muita gente (virtualmente) e fiquei a simpatizar fortemente com alguns outros bloggers. Uma experiência muito enriquecedora. Sinto-me sinceramente grata por ma terem proporcionado e a poder ter vivido. São estas coisas que dão colorido à vida para não ser de um cinzentismo bem triste.
É claro que escrever no Cão de Guarda é um acto de cuco - estou a esconder uns ovos num ninho que não fiz. Mas a verdade é que esta porta aberta é uma tentação. Fica tudo muito mais fácil, o trabalho da criação do blog está feito, e este senhorio não podia ser mais simpático.
Se hoje aqui volto é porque estou numa pausa de meditação. Um blog colectivo como aquele onde estive levanta por vezes emoções difíceis de gerir. Precisamos de pausa. Até aí tudo bem, mas o complicado é a tal blogodependência, como já lá reconheci. Habituei-me de tal forma a escrever diariamente que, se me falta a droga, entro a ressacar. Difícil, não é? Valha-me o Cão de Guarda !
De modo que, enquanto o dono do Cão deixar, vou ficando por aqui. Se quem por aqui passar for atirando um ossinho ( e, como pedir não custa, com alguma carne...) ficava muito agradecida.
M.L.

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

do Bósforo à Capadócia

Gurme, deģişik lezzetleri tatmaktan zevk almakla kalmayıp, sırtını yasladıģı kültürden de haberdar olanlara denir. Bir meslek olarak görmemek lazım.


segunda-feira, 23 de agosto de 2004

Chavela Vargas

Que no somos iguales, dice la gente
Que tu vida y mi vida se van a perder,
Que yo soy muy canalla y que tú eres decente,
Que dos seres distintos no se pueden querer

Pero yo ya te quise y no te olvido
Y morir en tus brazos es mi ilusión
Di con todas tus fuerzas
Lo que soy en tu vida
Di también que me quieres
Y que te quiero yo

Y vámonos, donde nadie nos juzgue
Donde nadie nos diga que hacemos mal
Ay, vámonos, alejados del mundo
Donde no haya justicia
Ni leyes, ni nada, nomás nuestro amor

Que no somos iguales
Qué nos importa
Nuestra historia de amores
Tendrá que seguir
Pero alguien me dijo
Que la vida es muy corta
Y esta vez para siempre
Yo he venido por ti

Pero quiero que sepas
Que no te olvido
Que si vienes conmigo
Es por amor
Yo no entiendo esas cosas
De las clases sociales
Sólo sé que me quieres
Y que te quiero yo

Vámonos, donde nadie nos juzgue
Donde nadie nos diga que hacemos mal
Ay, vámonos, alejados del mundo
Donde no haya justicia,
Ni leyes, ni nada nomás nuestro amor
Que no somos iguales
Qué nos importa


nomes

que têm em comum a Vanessa Solange, a Cátia Gisela, a Olga Carina, a Severina Daniela, a Cátia Cristina, o Frederico Eugénio, o Manuel Filipe?


sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Debates socialistas

(Vital Moreira, ontem, no Causa Nossa)

É de louvar que os socialistas tenham decidido travar perante a opinião pública os debates sobre a eleição do próximo líder do Partido, na sequência da súbita saída de Ferro Rodrigues, após o desenlace da crise política que terminou na nomeação do actual Governo. Mas, perante várias tomadas de posição verbalmente pouco contidas dos candidatos e dos seus apoiantes mais excitados, não será descabido lembrar-lhes que depois das eleições e da vitória de um deles todos continuarão membros do mesmo partido e terão de cooperar na realização dos seus objectivos. Por isso, seria aconselhável alguma moderação nas palavras e nas atitudes. O crédito público do partido também passa por aí.


a Europa Social

o maior alargamento da história da União Europeia, ocorrido a 1 de Maio, será/ia porventura o seu maior desafio e a sua mais ansiada oportunidade. a perspectiva duma Europa do Atlântico ao Bósforo, e do que revelará em termos económicos e sociais, procurando dar resposta aos desafios transversais que a Cimeira de Lisboa agendou para esta década, no sentido de tornar a União Europeia a mais dinâmica e competitiva economia, criando emprego e garantindo um desenvolvimento social e ambiental sustentáveis, pareciam desafios ambiciosos e fascinantes.

mas com as eleições europeias de Junho chegou um novo presidente da comissão, que “considera difícil que a União Europeia a 25 consiga alcançar o objectivo de se tornar na economia mais competitiva do mundo em 2010. Por isso, vai propor aos Estados-membros a alteração da data.” (TSF). da data? mais importante será o relançamento das políticas sociais, designadamente pela articulação e acompanhamento da estratégia europeia de emprego, dos planos nacionais de acção para a inclusão e da coordenação aberta da política europeia de pensões, entre outras não menos exigentes missões.

ou será que quando o “antigo primeiro-ministro português considera que a opinião pública está agora mais preparada para aceitar reformas e garante que, actualmente, existe uma maior consciência para os problemas da competitividade económica”, se prepara para uma maior flexibilização, sem segurança, da Europa Social?


terça-feira, 17 de agosto de 2004

louvor n.º 527/2004

"... honra as suas capacidades de portuguesa e de mulher."


sexta-feira, 13 de agosto de 2004

louvor n.º 519/2004

(de Teresa Caeiro, ex-Secretária de Estado da Segurança Social)

"A essência da segurança social são as pessoas, as suas vidas, alegrias e desgraças."


quarta-feira, 11 de agosto de 2004

tribuna da desonra

custa muito ver o Eusébio misturado com o senhor Vieira e o senhor Félix


segunda-feira, 2 de agosto de 2004

Aljezur 30.07.2004

a todos os estimados/as
clientes que ainda näo
informo que a moagem
vai ficar fechada para
o moleiro também descansar
um pouco que será do
01.08.2004 a 15 do mesmo

reabre dia 16.08.2004

bom trabalho para quem
trabalha e boas férias
para quem tem férias
obrigado a todos.

(assinatura inelegível)

quinta-feira, 22 de julho de 2004

catenaccios conspirativos (II)

um clube que tenta envergonhar outro para vender lugares cativos, é um clube que se envergonha. os 'dirigentes' do Benfica estão ao nível deste governo atabalhoado


terça-feira, 20 de julho de 2004

alívio (II)

(TSF online)
 
Santana faz balanço positivo de 1º dia como PM

Santana Lopes fez esta segunda-feira um balanço positivo do primeiro dia como primeiro-ministro. À saída de uma missa de homenagem a Sá Carneiro, Santana anunciou que o orçamento de Estado vai ser apresentado dentro do prazo.
 
Neste primeiro dia «estivemos a preparar o programa do novo governo, a apresentar a assembleia, a preparar o orçamento do Estado, a fazer alguns pontos de situação relacionados com esta época do ano, como os incêndios, a descentralização, a segurança nas praias», disse Santana Lopes.«Em termo de política externa, o novo ministro da Agricultura (Carlos da Costa Neves) esteve hoje em Bruxelas num concelho de ministros», acrescentou.«Garanti também que o orçamento de estado será apresentado na data, a 12 de Outubro, apesar deste intervalo na actividade governativa»


sábado, 17 de julho de 2004

Marlboro Sarajevo

Ivo T. era e ficou comunista ... com um cravo vermelho no bolso ... como se estivesse esquecido que o 1.º de Maio já não se festeja ... faz de conta que não vê nem ouve, e quando tem mesmo de ver, responde com um emblema bósnio, um manguito.
Em sessenta e qualquer coisa elegeram Ivo T. para presidente da câmara. Chegava ao trabalho de bicicleta, como quem não quisesse distinguir-se dos operários. Tinha sempre as marcas das molas nas calças e a marca do assento atrás ... Este Tristac também o tinha comprado para ajudar a indústria nacional, e não como alguns que compravam Mercedes e ajudavam o capitalismo. Não passou nem um mês, Ivo T. demitiu-se ... Contava depois que não podia com criminosos.
...
E quando Tito faleceu, Ivo T. fechou-se no quarto e até à manhã seguinte bebeu um litro de gin ... E quando no funeral todos aqueles presidentes se levantaram enquanto baixavam Tito ao túmulo, levantou-se Ivo T. também. As lágrimas corriam-lhe enquanto se ouvia A Internacional.
... «Na minha casa o Natal não se festejará. Eu decidi-me uma vez por todas e não quero fazer como alguns. Lá fora é comunista, mas em casa parece a Catedral de Zagrebe» ...
Ivo T. dava-se bem com todos excepto com os ladrões ...