domingo, 9 de janeiro de 2005

Para o Zé


2-1

BB

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

the economist (II)

só adianta resolver os problemas da segurança social martelando (literalmente) a cabeça dos economicistas do ministério da fazenda

Rosana…



não sejas como a Susana


o senhor Ministro, coitado!

representante do Fórum Não Governamental para a Inclusão Social, referindo-se ao senhor Negrão


Susana...



vai continuar parado à porta de casa? sempre evitas ser condutora de fim-de-semana (e não aumentas a sinistralidade automóvel)


quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

zapping

para à noite evitar a SIC-N e o senhor Bagão, passar entre o AXN e a RTP1




human being



bendito blasfemo em Buenos Aires



Léon Ferrari

Colin McRae



O piloto escocês Colin McRae, antigo campeão mundial de ralis, sofreu ontem um aparatoso acidente, mas sem consequências físicas para os pilotos, e abandonou a grande prova africana de todo-o-terreno, o Barcelona-Dakar

devia continuar com um Ford Focus (mesmo que não Blue Saphira Light)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

o meu Sporting

(na Ajuda) resíduos da construção popular e social de Lisboa nos séculos passados, que constituem o bairro do Rio Seco, antigo alfobre de associativismo operário e de resistência anti-salazarista, de que constitui um bom exemplo o Sporting Clube do Rio Seco

cinema iraniano (para o Filipe)



empresto-te o Abbas Kiarostami, livro editado pela Cinemateca Portuguesa que a minha querida mãe me ofereceu no Natal e o Dez que ofereci a uma socióloga urbana e pós-materialista que considero mais iraniana que indiana



ordinário

o senhor Pôncio. ainda bem que (ontem) não foi o camarada Lello

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

, este é o Jordão de que me recordo




«Jordão nasceu em Benguela, Angola, a 9 de Agosto de 1952.

As características que possuía davam-lhe garantias para se tornar um grande futebolista. Mas, um professor de ginástica convenceu-o de que as suas qualidades estavam mais viradas para o atletismo, e por isso inscreveu-o nos campeonatos de Angola.

Sem treinar, Jordão sagrou-se vice-campeão dos 80 metros. Uma lesão, nesta competição, afastou-o das pistas e do futebol.

No dia 28 de Agosto de 1977 ingressou no Sporting. O sonho de criança tornou-se real.

Jordão teve uma estreia auspiciosa num jogo contra o Vasco da Gama, onde a equipa brasileira perdeu por 2-1 e os dois golos da formação verde e branca foram marcados pela mais recente estrela da companhia.

A carreira do atleta «leonino» ficou marcada pelas lesões que sofreu ao serviço do futebol.

Jordão foi uma das figuras mais carismáticas dentro do Sporting. Ao serviço do Clube conquistou dois campeonatos nacionais nas épocas de 1979/80 e 1981/82; duas Taças de Portugal nas temporadas de 1977/78 e 1981/82 e uma Supertaça em 1981/82. Venceu a Bota de Prata em 1979/80, marcando 31 golos no Campeonato Nacional.

Ao longo da carreira marcou 247 golos em jogos oficiais, ao serviço de seis clubes.

Representou a Selecção Nacional "A" por 43 vezes e marcou 15 golos. Estreou-se com a camisola das «quinas» no dia 29 de Março de 1972, num jogo frente ao Chipre (4-0).

Realizou o último jogo a 25 de Janeiro de 1989, em Atenas, contra a Grécia (2-1). Fez parte da equipa que conquistou o segundo lugar na Minicopa, em 1972 e no Europeu de 1984 classificou-se em 3º lugar.»

(Do website oficial do Sporting Clube de Portugal)

JHJ

Observatório Diário Económico

que o jornal tenha um Observatório que reúne semestralmente 14 personalidades públicas para avaliar o país, magnífico. que Manuela Ferreira Leite esteja nas Finanças, Marcelo Rebelo de Sousa na Vida Política e Suzana Toscano na Administração Pública / Justiça, óptimo. agora, Diogo Lucena na Segurança Social e Maria José Nogueira Pinto na Solidariedade Social!?!?!? talvez privatização da segurança social e caridade social

9 de Abril de 2005, Fórum Lisboa



Cinemateca Portuguesa, para ouv(i)er





João Ferreira do Amaral

ontem, a televisão confundiu-o com Ernâni Lopes e João César das Neves. ainda teve sorte, não o confundiram com Eduardo Catroga

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Francisco Ferreira (para o Bernardo)

(também em Elmetacin ao Poste)

Era ainda o tempo do “avante, avante p’lo Benfica, que uma aura triunfante glorifica”, estrofe do primeiro hino do clube (…). Era já o tempo de Francisco Ferreira (…). Esquerdino nato, vigília fazia na intermediária, tipo lugar-tenência. (…) era alguém perfeito no domínio da posição, alguém com sonora voz de comando, alguém que lutava até à exaustão. Era um líder. Incontestado. (…)
Ultrapassou o meio milhar de jogos, entre particulares e oficiais, rubricando 60 golos. Venceu quatro Campeonatos e seis Taças de Portugal. Com a saída de Francisco Albino, durante nove anos envergou, orgulhosamente, a braçadeira de capitão. (…) Ao serviço da Selecção, em Fevereiro de 1949, disputou um Itália-Portugal (4-1), na cidade de Génova. O comendador Novo, presidente do Torino, a melhor equipa transalpina nessa altura, ficou rendido à prestação de Francisco Ferreira. Tal como o Real Madrid, alguns anos antes, também o clube italiano solicitou os seus ofícios. (…) Quando a sua festa de homenagem começava a ganhar contornos, Francisco Ferreira telefonou ao líder do Torino, convidando o melhor conjunto europeu a participar no evento. O Benfica haveria de vencer por 4-3. (…) Poucas horas depois, o avião despenhou-se sobre a basílica de Superga, naquela que foi uma das maiores tragédias do futebol mundial.

(in Memorial Benfica – 100 Glórias)

laicidade ao almoço

na Fundação Medeiros e Almeida os almoços são agradáveis, a oferta é diversificada e saborosa, o serviço simpático e rápido, o espaço é muito frequentado por raparigas bonitas, 'executive style'

esta, de saia rosa-clã, sentou-se, apoiou os cotovelos na mesa, uniu as mãos, cerrou os olhos, mexeu os lábios, benzeu-se

espero que no meu país, continuando laico, os crentes possam continuar também a manifestar a sua fé em locais públicos

À Ton Image

(para a Mariana Silva e o Nuno Garcia)


evitei ver na Festa do Cinema Francês o Haute Tension “que tira partido do grande ecrã, à semelhança de um John Carpenter em grande forma”, por minutos antes ter visto À Ton Image

e quinta, depois da meia-noite na RTP1, Christine, O Carro Assassino



o preço certo

acho que foi no primeiro dia do ano que vislumbrei 'o preço certo em euros' com convidados especiais: Quim Barreiros, Rui Veloso, Toy e Jorge Palma. Jorge Palma? sim, como diria a camarada Teresa Guilherme, quem tem ética passa fome

Jordão (para o João)



O apodo de Gazela Negra até ficava bem a Jordão. Ágil e felino, foi mais uma pérola descoberta na inesgotável África, pelo Benfica, nos prodigiosos anos 60. Espírito Santo, José Águas, Costa Pereira e Santana eram já saudade; Coluna e Eusébio aproximavam-se do final da carreira; Nené, Shéu e Jordão seriam os herdeiros do aroma africano.

(in Memorial Benfica – 100 Glórias)


quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

amantes



Firenze, Agosto de 2000, uma exposição de fotografia, pintura, guarda-roupa, do Zefirelli sobre a Callas, com a música sempre presente

nunca mais chega o filme com a Fanny Ardant e o Jeremy Irons




Cinemateca Portuguesa, hoje




segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

Genova (actualização)



Genova capital da cultura lembra Lisboa em 1994 e o Porto em 2001, zonas históricas degradadas em obras, um rio a chamar por nós, iniciativas deslumbrantes para quem perdeu a magia do império e a recupera durante uns meses. até final de Janeiro ainda será possível ver a exposição Arti&Architettura 1900-2004, originais de António Sant’Elia (como é possível que a sua obra tenha sido fruto de menos de 30 anos de vida, apenas até 1916?), Ivan Leonidov e toda a beleza do marxismo-leninismo-soviético, e Joaquín Torres Garcia (há 75 anos percursor da obra de José Soromenho, sem este o saber)



mas durante todo o ano vale a pena deambular pelo cemitério de Staglieno (ainda mais bonito que o de Šibenik)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

desaires?

um desaire do Benfica é uma espinha encravada na garganta do Bagão!

zé (benfiquista e cidadão)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

femme fatal



é pena



20 de Fevereiro de 2005

há um novo cartaz da Câmara Municipal de Lisboa que diz algo como 'tira as pantufas, sai do sofá e anda de patins'. é para aplicar daqui a 2 meses, pais, tias, avós, velhotas do bairro, para os por a andar de patins

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

o sistema

se a A.D.Oliveirense for hoje eliminada da Taça de Portugal pelo Sport Lisboa e Benfica, só haverá um nome a acusar: Santana e Bagão (esta é parecida com aquele cujo coração só tinha uma cor: azul e branca)

arte periférica (II)



arte periférica



mercearia de bairro, Ajuda, Lisboa

há muito tempo que não o via, está mais magro (velhota)

tenho perdido peso nestas últimas semanas, ando a trabalhar mais

mas é para correr com eles?

sim, sim, somos todos precisos

a ver se os pomos a andar de patins duma vez por todas

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

outro Natal é preciso

(ou já te converteste às luzes natalícias?)

… As lágrimas corriam-lhe enquanto se ouvia A Internacional.

Mas Ruža era crente. À medida que se aproximava o Natal, ela fazia sempre algo, ora limpava o pó, ora trocava os cortinados, ora ia ao cabeleireiro, ora vestia melhor as crianças, mas ele limitava-se a olhar, carrancudo. Sabia o que se estava a passar. Dois ou três dias antes do Natal chamava-a junto de si e dava-lhe um sermão: «Na minha casa o Natal não se festejará. Eu decidi-me uma vez por todas e não quero fazer como alguns. Lá fora é comunista, mas em casa parece a catedral de Zagrebe. Mas tu, perfeitamente, se queres o Natal, leva as crianças para casa da tua mãe ou para casa da minha. Festeja quanto quiseres, mas não me metas nisso.» E Ruža pegava nas crianças e um ano festejava em casa da mãe, outro na da sogra. A certa altura, aparecia, como passando por acaso, também Ivo T., vestido como num dia normal, sentava-se à mesa, como que por acaso bebia e petiscava, felicitava aqueles que festejavam e sublinhava: «A liberdade religiosa é garantida no socialismo.»


a ponte de Norman Foster



fosse El Puerto de Santa Maria perto de Millau como é de Cadiz

doce gerúndio



obrigado Luíza, Sheila, Horacio, obrigado Barcelona, obrigado Lula

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim


chegará a primavera um mês mais cedo?


Eros



os desenhos, a música de Caetano Veloso sobre Michelangelo Antonioni, a água e o mar, as sombras de Steven Soderbergh em Robert Downey Jr, os vestidos e a câmara ao retardador de Wong Kar Wai, não chegam para tornar Eros um filme sensual

existe erotismo e sensualidade sim, mas no Imortal do Enki Bilal (mais ainda na trilogia Nikopol em livro que no filme, especialmente em A Mulher Armadilha), n’A Vida é um Milagre de Emir Kusturica, ou numa das últimas crónicas da Faíza Hayat (Sagoate)



terça-feira, 14 de dezembro de 2004

As noites de Sarajevo (II)



… vários Outonos depois dos dias de Sarajevo, vejo que há algo inapreensível que une a guerra e o amor, pois a promessa de uma vida eterna caminha sempre ao lado da horrenda presença da morte. Há qualquer coisa que os iguala, possivelmente porque o amor e a guerra deslizam sobre um fio invisível que pode conduzir à queda. Na guerra não há vitórias, apenas umas quantas derrotas para repartir; não há heróis, apenas vítimas, incluindo os que sobrevivem e também aqueles que escrevem e falam sobre elas. E o amor? Se esperamos muito dele, podemos ver que, algum tempo depois, tudo o que resta entre os nossos dedos é apenas um pedaço do nada. Alma não está, a sua voz já não ecoa nos meus ouvidos, é como se se tivesse esfumado da vida ou nunca tivesse existido. Talvez agora escreva apenas num intento vão de recuperar o que perdi, de ter o seu fantasma junto a mim e guardá-lo à sombra da minha vida.

Air Nostrum

conheci-a num voo entre o Porto e Barcelona, fiquei agradavelmente surpreendido e deliciado. voltei a encontrá-la ao regressar de Torino: as hospedeiras mais bonitas e simpáticas, o mais saboroso serviço de bordo

aviones pequeños, grandes detalles…

Genova



Genova capital da cultura lembra Lisboa em 1994 e o Porto em 2001, zonas históricas degradadas em obras, um rio a chamar por nós, iniciativas deslumbrantes para quem perdeu a magia do império e a recupera durante uns meses. até final de Janeiro ainda será possível ver a exposição Arti&Architettura 1900-2004, originais de António Sant’Elia (como é possível que a sua obra tenha sido fruto de menos de 30 anos de vida, apenas até 1916?), Ivan Leonidov e toda a beleza do marxismo-leninismo-soviético, e Joaquín Torres Garcia (há 75 anos percursor da obra de José Soromenho, sem este o saber)



mas durante todo o ano vale a pena deambular pelo cemitério de Staglieno (ainda mais bonito que o de Šibenik)

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Todos somos ibéricos, com uma língua diferente

Mário Soares, em entrevista ao El Mundo, 5 de Diciembre de 2004

Torino (IV)



recorda o meu pai, que guarda o artigo de jornal da época (Maio de 1949), a grandiosa equipa do Torino, falecida nas colinas da cidade, ao regressar da festa de despedida do capitão do Benfica vencedor da Taça Latina. o Torino era campeão pela 5ª vez consecutiva e praticava um futebol criativo e ofensivo, que viria a desaparecer e a transformar o Calcio no catenaccio depois desse desastre-catástrofe.

no sábado o Torino ocupava o 3º lugar da 2ª divisão do Cálcio, depois de ter empatado na véspera a zero, num jogo pior que muitos solteiros vs casados, 98 anos depois da sua fundação.

comprei a camisola do Torino, com a cor ‘granata’ sangue de toro, espero usá-la no próximo domingo, autorize o médico na 5ª




As noites de Sarajevo

Agora, ao escrever sobre os dias de Sarajevo, consigo ver o seu rosto e escutar a sua voz com o mesmo timbre sonoro e ritmado. Alma permanece na minha memória como uma sombra viva num cenário de tiros e de morte. Questiono-me se está escrito no destino humano que a destruição e o amor podem conviver, como duas forças que se repelem e que, ao mesmo tempo, se unem como uma energia necessária para empurrar as nossas vidas.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Torino (III)



hoje, às 22h30, Porta Nuova


Torino (II)

Al Bue Rosso: Dolcetto di Dogliani 14% vol., bresaola con rucola, bue brosato al borolo, crema di marroni

Torino

Tuttosport, Giovedi, 2 Dicembre 2004, pag. 6, Coppa UEFA: Finale 18 Maggio a Lisbona, Stadio da Luz

terça-feira, 30 de novembro de 2004

wake up

(para a Mariana S e o Miguel G)


You have a star that shines on my life and I have a glow that sparkles with your light. How could you leave this without saying goodbye, because you have a star that shines on my life. For once in a while you could care about me. It’s a chase for simplicity.

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Kieslowski, por Danis Tanovic

Après la tournée mondiale en fanfare de son No Man’s land, plus rien n’arrête Danis Tanovic. Premier coup d’éclat: le voilà qui succède à Tom Tykwer (Heaven) pour adapter le second volet de la trilogie écrite par feu Kieslowski. L’enfer en question sera celui vécu par une famille lorsque le pater revient après un séjour en taule. La distribution est par contre paradisiaque: Carole Bouquet, Emmanuelle Béart, Marie Gillain, Karin Viard, Miki Manojlovic entre autres. Le cinéaste passera ensuite du noir familial à l’ombre des espions, un univers déjà parcouru pour Monica Bellucci, héroïne de Ship High in Transit. (n. 84)


The Gift

(Sónia Tavares)

As pessoas que criaram anticorpos em relação aos Gift são as mesmas que têm em casa discos dos Massive Attack, dos Radiohead ou da Björk (in Y, Público)

Barghouthi, um novo Mandela?




quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Esta 6ª com o Público por apenas mais dez euros.






sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Bairro Alto, Calhariz

ontem, depois das 8 da noite. ela estava sentada na paragem do 28, velhota, coxa, de bengala, cheirando a peixe. quando fecharam a frutaria do outro lado da rua deixaram um saco com fruta em cima do caixote do lixo. um jovem que passava olhou para o seco, pegou nele, a velhota levanta-se, acelera o passo para atravessar a rua, ‘o saco é para mim’, mas o rapaz pede para o partilhar, e assim o fazem, vai o jovem para o Camões com um grande sorriso.

a velhota fica, pousa o saco da fruta, e começa a respigar o contentor do lixo

(5 minutos antes partilhava com a Sabine do WIP os novos bares e clubes de jazz de Viena onde gostamos de gastar dinheiro)

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Pai Natal

No Público de Hoje:

"Baixa de Lisboa Iluminou-se para o Natal
Quarta-feira, 17 de Novembro de 2004

Passavam poucos minutos das 18h quando o presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, ligou um interruptor de uma caixa de electricidade e colocou ontem toda a Baixa a luzir. Os presentes na inauguração das iluminações de Natal da capital, entre eles rapazes e raparigas vestidos de amarelo, verde, azul e vermelho e segurando balões, aplaudiram e gritaram. Nas fachadas da Praça do Rossio acederam-se muitas luzinhas faiscantes. A estátua de D. Pedro IV passou a ter sete arcos cobertos de luzinhas brancas que culminam numa estrela luminosa, na parte de cima. A Rua Augusta passou a ter arcos grandes de luzinhas azuis e a Rua do Ouro exibia uma decoração mais conservadora, com os tradicionais balões e estrelas de luz amarela. A Rua do Carmo, essa, passou a ter uns arcos pequenos e com estrelas azuis. Os arcos estreitos de alumínio assentes na calçada prometem muitos tropeções. N.F."

Dá gosto ver como se gasta bem (e sumptuosamente)o dinheiro público. Até parece Las Vegas.


SC

sábado, 6 de novembro de 2004

Homo Stupidus

Este ano, so uma coisa podia ser pior que a vitoria do 'gang' do Mourinho na Champions. Ela aconteceu.

h

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Patrícia Portela

quem não teve a oportunidade de (re)ver Wasterband, pode ver hoje Flatland (Estreia Nacional, 22h, FORUM LISBOA)



“Flatland – Parte I (Para Cima e não para Norte)” é o primeiro de 4 episódios que contam a trágica vida de um Homem Plano que um dia descobre que lhe falta uma terceira dimensão.
Nesta primeira parte podemos seguir O Homem Plano na sua reflexão pelos mundos da bidimensionalidade e da perspectiva, até descobrir, um dia, que a sua existência no mundo 3D é apenas possível se existirem espectadores a olhar para ele.
Contente com a descoberta mas descontente com a dependência, o Homem Plano inicia uma estratégia para conquistar a sua imortalidade tridimensional.

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

XVI governo – 100 dias a asneirar

só hoje, por razões profissionais, fui ler o relatório dos 100 dias deste governo. para lá das mais de duas dezenas de “principais reuniões internacionais do Primeiro-Ministro” (entre elas com o “Presidente indigitado da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso”), reparei particularmente nas medidas do Ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar: inaugurou o cais fluvial da Ermida, em Baião, e o porto de pesca da Gala, na Figueira da Foz, mas destaca a “Proibição da entrada e atracação do navio «Borndiep», chamado Barco do Aborto, no porto da Figueira da Foz.”

Teresa, tenho saudades dos teus louvores



O povo norte-americano "é um povo sem medo … É um povo que perante a ameaça se une e reage sem medo", a reeleição de Bush corresponde a uma "vitória popular", "(o resultado) é a confirmação que se trata de uma eleição americana e do povo americano, que é soberano", contrastando com a "opinião pública e publicada na Europa em defesa de John Kerry"

sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Querem ver que o gajo está a mudar-se...

"(...) O verde afasta o azul que ainda há pouco reinava sobre este cenário (...)"
in Sul, Miguel Sousa Tavares
Pode ser que assim eu passe a comprar os teus livros, ó Miguel!
Miguelinho (borrego)

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Jazzfellows

MANIFESTO (com 4-5 anos?)

Nós não temos um nome, temos uma identidade. Construímos AMIZADES.

Gostamos de coisas bonitas e do que as cidades e o campo têm de bom para ensinar. Flores, chuva, mar, música, livros, álcool, petiscos, abraços, pessoas e conversas longas pela noite fora, cheias de silêncios e de palavras. Pegamos na vontade de estarmos juntos e transformamo-la no acto de o fazermos. Queremos construir uma casa cheias de portas e janelas, sem senhas de entrada onde toda a gente possa caber e as palavras DIVERSIDADE e LIBERDADE façam sempre parte dos livros do dia.

Recusamos os rótulos e os ismos e passamos ao lado dos preconceitos, mas estamos longe da perfeição.

O nosso projecto é CRIATIVO e POLÍTICO porque interventivo em pequenos núcleos, mas não é politicamente correctoi.

Actuamos à noite e durante o dia, indiscriminadamente, e temos poisos específicos, embora muitos de nós não tenham um amor especial aos pombos ou às estátuas. Nos dias de muito calor, movemo-nos pela sombra e normalmente optamos pelo lado esquerdo da rua, mas a ideologia que nos une é a das emoções e das boas sensações da existência. Somos mundanos sem sermos superficiais e gostamos todos de dançar, de massagens nas costas e de festinhas no cabelo. Alguns de nós gostam de futebol. Outros de desportos radicais.

Exigimos o fim do embargo a Cuba, o reconhecimento do estado Palestiniano e o direito do Povo Maubere a ser livre e independente. Somos pelo fim do terrorismo económico. Sofremos com a pobreza e com a fome, lutamos contra a exclusão social e todas as formas de desigualdade e discriminação, mas nunca fomos nem Mr nem Miss Mundo.

Não gostamos de chavões mas substituímos sempre "globalização" por "aldeia global". Somos fraternos ao vivo e pela net. Somos todos diferentes e não pretendemos ser iguais.

Quando nos virem, talvez fiquem com a sensação que nos conhecem de qualquer lado.

Nós não temos um nome, mas temos uma identidade.

SC e zé

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

NOVOS CONTACTOS

O Mundo é de todos!

VERBA VOLANT, SCRIPTA MANENT

publicus.sociale@europe.com / publicus.sociale@aljazeera.com



http://publicus.blog-city.com/

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

O HORROR

Quero acreditar que é mentira. Tenho de acreditar que é mentira! É que li que A Síria testou em Junho armas químicas sobre a população de Darfur e recuso-me a acreditar.
Chega!
Afinal foi só um jornal que falou nisto. Foi inventado de certeza. Mas só pensar-se nisso já arrepia.

M.L.

Ser mãe é:

Chamaram-me a atenção para um post chamado naturalmente
Ser mãe é do Blog Controversa Maresia, e não posso deixar repetir aqui esse conselho que me deram. Vão lá ler!
Porque, para além da ironia, sente-se que existe também um profundo amor no que está escrito. É certo, ser Mãe é aquilo e... o que está nas entrelinhas.
M.L.