rever o Dinis e o Gil, antever a derrota por 0-1 a 21 de Fevereiro e a vitória 2-1 em Liverpool, antecipar a festa do título no final de Abril frente ao Vitórria, saírem os cromos do Record do Chalana (a semana passada), do Diamantino (ontem) e do Rui Costa (hoje), cheirar o sol na foz do Arelho
zé
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
fim de mês: o pior
ida a Fátima na 6ª feira, a capa do Local do Público de sábado sobre a demolição do cinema Europa, multa da EMEL perto do departamento quando é sábado e ainda não passam das 14 horas, descobrir um Roteiro da Freguesia da Ajuda e não encontrar a Abastecedora da Memória, comer coiratos mal passados, nevar em Lisboa e estar em Setúbal, as derrotas do Benfica na Superliga, do Portimonense do Diamantino na Liga de Honra e do Atlético na III Divisão, perder o Cronenberg na Cinemateca e a Sarajevo de Godard em For Ever Mozart
zé
zé
venham mais cinco
Há uma espécie de clara lucidez que certos momentos nos emprestam, que, às vezes, é verdade evidente e outras não, mas ainda assim nos vai chegando. A certa altura, diz Eça, sobre portugal e os portugueses,“a alma de um povo define-se bem a si mesma pelos heróis que ela escolhe para amar e para cercar de lendas”. Que dizer, então, de um tempo e de um país que faz caminhar as suas escolhas em direcção a um qualquer cavaco-mito? Que grandeza ou vontade haverá em nós agora? E daqui a 3, 5, 10 anos? Nove de Março é já aqui.SC
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
perto de mais (II)
sempre a aliança, como no não te movas

nem moral nem imoral, humano, com uma pitada de sorte e de culpa
zé

nem moral nem imoral, humano, com uma pitada de sorte e de culpa
zé
sábado, 28 de janeiro de 2006
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
insularidade?

Aeroport de Bruxelles, € 22,50
Travelshopping da república, € 18,00
Travelshopping Açores, € 16,00
zé
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
poemas que ficam (iii)
Como eu amei as raparigas lá de casa
discretas fabricantes da penumbra
guardavam o meu sono como se guardassem
o meu sonho
repetiam comigo as primeiras palavras
como se repetissem os meus versos
povoavam o silêncio da casa
anulando o chão os pés as portas por onde
saíam
deixando sempre um rastro de hortelã
traziam a manhã
cada manhã
o cheiro do pão fresco da humidade da terra
do leite acabado de ordenhar
(se voltassem a passar todas juntas agora
veríeis como ficava no ar o odor doce e materno
das manadas quando passam)
aproximavam-se as raparigas lá de casa
e eu escutava a inquieta maresia
dos seus corpos
umas vezes duros e frios como seixos
outras vezes tépidos como o interior dos frutos
no outono
penteavam-se
e as suas mãos eram leves e frescas como as folhas
na primavera
não me lembro da cor dos olhos quando olhava
os olhos das raparigas lá de casa
mas sei que era neles que se acendia
o sol
ou se agitava a superfície dos lagos
do jardim com lagos a que me levavam de mãos dadas
as raparigas lá de casa
que tinham namorados e com eles
traíam
a nossa indefinível cumplicidade
eu perdoava sempre e ainda agora perdoo
às raparigas lá de casa
porque sabia e sei que apenas o faziam
por ser esse o lado mau de sua inexplicável bondade
o vício da virtude da sua imensa ternura
da ternura inefável do meu primeiro amor
do meu amor pelas raparigas lá de casa.
Emanuel Félix
Habitação das Chuvas
SC
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
almoço pelo bairro (II)
aproveitar para comparar duas estranhas faces da mesma moeda: Veiga hoje de manhã a criticar o senhor Nuno e M. Sousa Tavares ontem à noite a elogiar os quasi-400 jogos do 99 do fcp
zé
zé
À propos...


The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
SC
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Utopia
Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
zé
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu
desafio
Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?
zé
sábado, 21 de janeiro de 2006
o incompreendido
“Diagnosticar é relativamente fácil, actuar revela-se um caminho bem mais tortuoso e incompreendido. Eu que o diga.”
(ex-ministro da Segurança Social e do Trabalho e das Finanças, in Expresso, ontem)
zé
(ex-ministro da Segurança Social e do Trabalho e das Finanças, in Expresso, ontem)
zé
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