zé
terça-feira, 23 de maio de 2006
segunda-feira, 22 de maio de 2006
poemas que ficam (vi)
A poem should be palpable and mute
As a globed fruit,
Dumb
As old medallions to the thumb,
Silent as the sleeve-worn stone
Of casement ledges where the moss has grown--
A poem should be wordless
As the flight of birds.
*
A poem should be motionless in time
As the moon climbs,
Leaving, as the moon releases
Twig by twig the night-entangled trees,
Leaving, as the moon behind the winter leaves,
Memory by memory the mind--
A poem should be motionless in time
As the moon climbs.
*
A poem should be equal to:
Not true.
For all the history of grief
An empty doorway and a maple leaf.
For love
The leaning grasses and two lights above the sea--
A poem should not mean
But be
Archibald MacLeish
SC
sexta-feira, 19 de maio de 2006
poesia urbana
segunda-feira, 15 de maio de 2006
domingo, 14 de maio de 2006
quinta-feira, 11 de maio de 2006
poemas que ficam (v)
You begin this way:
this is your hand,
this is your eye,
that is a fish, blue and flat
on the paper, almost
the shape of an eye.
This is your mouth, this is an O
or a moon, whichever
you like. This is yellow.
Outside the window
is the rain, green
because it is summer, and beyond that
the trees and then the world,
which is round and has only
the colors of these nine crayons.
This is the world, which is fuller
and more difficult to learn than I have said.
You are right to smudge it that way
with the red and then
the orange: the world burns.
Once you have learned these words
you will learn that there are more
words than you can ever learn.
The word hand floats above your hand
like a small cloud over a lake.
The word hand anchors
your hand to this table,
your hand is a warm stone
I hold between two words.
This is your hand, these are my hands, this is the world,
which is round but not flat and has more colors
than we can see.
It begins, it has an end,
this is what you will
come back to, this is your hand.
Margaret Atwood
SC
quarta-feira, 10 de maio de 2006
E Ainda...
Setúbal eu tenho pena
De não te saber cantar
Tu és mote de um poema
Que ninguém pode ensinar
Se a beleza em qualquer lado
Se medisse com dinheiro
Com a princesa do Sado
Comprava-se o mundo inteiro
Onde é que existe
Um rio azul igual ao meu
Que em certos dias tem a mesma cor que o céu
Minha cidade é um presépio é um jardim
Queria guarda-la inteirinha só para mim
Setúbal terra morena
Onde tudo te fica bem
Tens a beleza serena
Do rosto de minha mãe
Oh rio Sado de águas mansas
Para o mar vais a correr
Não leves as minhas esperanças
Sem esperanças, não sei viver
BB
terça-feira, 9 de maio de 2006
Todos ao Jamor!
Em Setúbal nasceu
Um clube pequenino
Que ficou bem na memória
E com os anos cresceu
Entranhado no destino
Com o nome de Vitória
Agora já foi igual
Aos grandes de tradição
O Vitória faz das suas
Quer dentro de Portugal
Ou em qualquer outra nação
Perde uma não perde duas
REFRÃO:
VIVA O VITÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
É O VITÓRIA
QUE PÕE TUDO EM SOBRESSALTO
VIVA O VITÓRIA
EQUIPA DE TRADIÇÃO
VIVA O VITÓRIA
CLUBE DO MEU CORAÇÃO
CANTEMOS TODOS ESTA MARCHA DE LOUVOR
CANTEMOS TODOS SEJA LÁ ONDE FOR
VIVA O VITÓRIA
QUE NOS FAZ CRIAR GLÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
GRITEMOS VIVA O VITÓRIA
Vitória tens o bairrismo
Adeptos do coração
Que te sabem proteger
Ganhando com brilhantismo
Jogando com correcção
E também sabes perder
Quando em dias de final
Se chegares à vitória
És por todos saudado
Equipa de Portugal
És a honra és a glória
Desta cidade do Sado
REFRÃO:
VIVA O VITÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
É O VITÓRIA
QUE PÕE TUDO EM SOBRESSALTO
VIVA O VITÓRIA
EQUIPA DE TRADIÇÃO
VIVA O VITÓRIA
CLUBE DO MEU CORAÇÃO
CANTEMOS TODOS ESTA MARCHA DE LOUVOR
CANTEMOS TODOS SEJA LÁ ONDE FOR
VIVA O VITÓRIA
QUE NOS FAZ CRIAR GLÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
GRITEMOS VIVA O VITÓRIA
BB
em audição
Slow movesA compromise between honesty and lies
To lead me past, their sly disguise
My moves are slow but soon they'll know
Behind the scenes they grow their schemes
Hiding intentions, revealing only fractions
Their moves are slow but soon you'll know
They'll keep on whispering their mantras
We'll keep on whispering our mantras
My moves are slow but soon they'll know
Their moves are slow but soon you'll know
SC
poemas que rondam (viii)
Amores frágeis sob o voo irisado das aves, amores de uma noite profunda ou de uma tarde amena entre o regaço de outras mãos. Amores de um país onde tudo se esquece entre uma aurora e outra.
Paulo Teixeira
As Imaginações da Verdade
SC
segunda-feira, 8 de maio de 2006
este fim-de-semana houve:
b) de negativo, a perspectiva de continuar a dupla Vieira e Veiga
zé
Fica Para o Ano...
Koeman;
mais Beto;
mais Moreto;
mais Nuno Gomes;
mais Filipe Viera a dizer para não o fazerem falar;
mais Veiga a tentar enfrentar o Pinto da Costa;
Obrigado, os outros clubes agradecem!
BB
sábado, 6 de maio de 2006
Em Silêncio: Tool - 10.000 Days
From a distance
Vicariously, I
Live while the whole world dies
You all need it too - don't lie.
1. Vicarious
You're the only one who can hold your head up high,
Shake your fists at the gates saying:
"I have come home now!
Fetch me the spirit, the son, and the father
Tell them their pillar of faith has ascended.
It's time now!
My time now!
Give me my, give me my wings!"
4. 10.000 Days (Wing, pt 2)
Alex Grey
sexta-feira, 5 de maio de 2006
"...dois amigos separados à nascença pela ideologia."

À esquerda temos o Bibliotecário Anarquista;
À direita temos o eMOLESKINE;
O combate ideológico dá-se no Epicurtas Vs Anarquista.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
... entrelinhas ...
«Se tivermos sonhos pequenos a nossa capacidade de sucesso também será limitada. Desistir dos sonhos é abdicar da felicidade…»
Augusto Cury (psicólogo / escritor)
esquisso-a4

esquisso-a4 :: "a galeria virtual, das artes em geral"
quarta-feira, 3 de maio de 2006
«Reality has a well-known liberal bias»

Quatro dias depois, o NY Times decidiu, finalmente, fazer referência àquilo que nos últimos dias tem sido o tema central da blogosfera norte-americana. Todos os anos, os correpondentes dos media a trabalhar na casa branca organizam um jantar de homenagem ao presidente. Pelo menos durante os últimos 10 anos, o momento alto da noite acontece quando o presidente sobe ao pódio para uma performance satírica sobre a sua relação com os media. Ficou famosa a performance de Clinton no último ano em que foi presidente, quando mostrou um vídeo do seu dia-a-dia na casa branca. Não menos famosa, foi a apresentação, há dois anos, de George W., quando mostrou uma fotografia sua a espreitar para baixo de um móvel na sala oval e a ilustrou com o infeliz comentário «Those weapons of mass destruction have got to be somewhere».
Este ano, em mais um momento fraco da sua história enquanto presidente, George W. presenteou a audiência de 2600 convidados com uma performance ridícula. Mas o melhor da noite estava reservado para o que se passou a seguir. Igualmente tradicional, mas com menos impacto, é a performance satírica de alguém convidado pelos jornalistas. Um género de resposta à sátira do presidente. Este ano, o convidado foi Stephen Colbert. O mesmo que trabalhou com John Stewart no «Daily Show». Fazendo curta uma história longa, a performance de Stephen Colbert foi tão incisiva sobre o presidente e a relação deste com os media, que os últimos pura e simplesmente a ignoraram na cobertura que fizeram do evento. O melhor é ver o vídeo. Em três partes: um; dois; três.
João
terça-feira, 2 de maio de 2006
À propos...
9. A verdade apanha-se com enganossonhei aos vinte anos durante três avé-marias
que eu tinha-me roubado a minha vida
depois de treler o monte dos vendavais
decidi ir contra a futilidade do romance
fui apanhado aos vinte e dois anos
em plena capicua inocente e rua
em amantíssima posse viral
a verdade apanha-se com enganos
aos vinte e três outonos apaixonei-me doze vezes
e nem sempre pelas mesmas almas
mas sobrevivi a um coração míope
pedro sena-lino
SC
segunda-feira, 1 de maio de 2006
Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
zé
sábado, 29 de abril de 2006
esquisso-a4 sugere: Paulo Abrunhosa

Paulo Abrunhosa por: esquisso-a4
Com a ajuda do Cão de Guarda, pretendo divulgar o meu blog, e em particular neste mês a obra de Paulo Abrunhosa.
No mês de Abril, o esquisso-a4 pôs em destaque, também em tom de homenagem a vida e obra de Paulo Abrunhosa. “O Paulo era um príncipe da palavra”, disse um dia seu irmão Pedro, e é também essa a ideia que o esquisso pretende realçar. Alguns dos textos / versos, que o próprio Paulo se recusava a classificar de poesia, foram ao longo deste mês colocados entre os vários posts. Dotado de uma escrita no mínimo diferente, sobretudo no contexto literário actual, onde cada vez menos as rimas são usadas, o que parece simples e básico, é na verdade de elaborado conteúdo.
Pedro Santos (croqui)
esquisso-a4

esquisso-a4 :: "a galeria virtual, das artes em geral"
sexta-feira, 28 de abril de 2006
quinta-feira, 27 de abril de 2006
"Blog da precaridade"

No Vidas Precárias diz:
O Vidas Precárias não pretende ser um Blog sobre a Precariedade. Pretende ser um Blog da precariedade. Construído com as opiniões, as denúncias, as experiências de quem sofre na pele vidas sem presente e sem futuro. Vidas a prazo. Sempre adiadas e sempre interrompidas. O nosso pedido é, portanto, simples. Enviem-nos os vossos textos para este
BMC
quarta-feira, 26 de abril de 2006
Baseado em Factos Reais. !Cuidado: Contem Humor!
No programa Opinião Pública da Sic Notícias, sobre um assunto relacionado com um relatório do SIS (a notícia). Uma mulher enquanto via telefone dava sua opinião, conseguiu por os termos: skinheads, nazis, nacionalismo e ANARQUIA, na mesma (curta) frase, e como sinónimos.
Ri-me angustiado/indignado/maravilhado pela inspirada frase e fiquei a olhar para os pulsos; o David que dormia, acordou, cuspiu a chucha a uma distância recorde (25 polegadas), berrou furiosamente e bolsou-se todo.
Não guardo ressentimentos da inspirada mulher, até a admiro. Por isso, como sei que ela vem hoje ás 3AM a este blog, deixo-lhe aqui uma definição (curta) do Anarquismo.
Anarquismo é uma palavra que deriva da raiz grega αναρχία an (não, sem) e archê (governador) e que designa um termo amplo que abrange desde teorias políticas a movimentos sociais que advogam a abolição do Estado enquanto autoridade imposta e detentora do monopólio do uso da força. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica, defendendo tipos de organizações horizontais e libertárias.
A própria definição adoptada pela maioria dos dicionários, mostra a deturpação etimológica que a palavra anarquismo sofreu durante o tempo.
Uma das visões do senso comum sobre o tema é na verdade o que se considera "anomia", ou seja, ausência de leis. O anarquismo não se relaciona com a prática da anomia. Os anarquistas rejeitam esta denominação, e o anarquismo enquanto teoria política nada tem a ver com o caos ou a confusão.
Grupos distintos têm compreensões diferentes quanto à abolição dos governos e à organização social que disso resultaria.
O anarquismo busca a total liberdade do indivíduo e da comunidade, para conseguir se baseia nos seguintes princípios: Anti-Autoritarismo, Humanismo, Acção Directa, Apoio Mútuo.
BMCterça-feira, 25 de abril de 2006
segunda-feira, 24 de abril de 2006
sexta-feira, 21 de abril de 2006
terça-feira, 18 de abril de 2006
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Abril (II) (cont.)
Barcelona fervilha e as pessoas deslocam-se, aos milhares, alegres, ociosas por entre as ruas e beijam-se muito ao sol e com o vento nos cabelos. Batem palmas aos músicos que tocam na praia, logo a seguir a uma Paella almoçada no Cal Pinxu. E perdem-se nas praças e pracetas, polvilhadas de lojas trendy, bicicletas, cafés e esplanadas que surpreendem nas esquinas do labirinto de luz e sombras que é a cidade.Barcelona é diversa, plural, estrangeira e catalã. Urbe marítima a respirar liberdade. E fervilha, fervilha…
SC
Abril (II)
Contam-se pelos dedos de uma mão, as cidades que me fizeram sentir em casa. Uma, duas, três, talvez. A mão quase toda, mas ainda assim...e...agora, agora esta.Barcelona fervilha. Apetece palmilhá-la infindavelmente. Ramblas abaixo até ao mar. Laietana acima rumo à Praça Catalunha e dali em direcção a Eixample. Ver Picasso, Tapiès, Miró. Correr Passeigs, Avingudas, Carrers. Comer tapas ao final da tarde em Barceloneta. Perder o rumo no Bairri Gòtic ou entre as bancas de fruta da Boqueria ou do Born, onde há sumo fresco acabado de fazer. Espreitar lojas de marionetas na Carrer Princesa. Comprar bolachas recheadas com chocolate doce (si us plau!) na terra onde ele foi inventado. Olhar a casa Milá e o Palau da Música, com concertos de hora-a-hora.
SC
sexta-feira, 14 de abril de 2006
quinta-feira, 13 de abril de 2006
quarta-feira, 12 de abril de 2006
terça-feira, 11 de abril de 2006
pequeno apontamento
SC
segunda-feira, 10 de abril de 2006
primavera
or truth can live with right and wrong
or molehills are from mountains made
-long enough and just so long
will being pay the rent of seem
and genius please the talent gang
and water most encourage flame
as hatracks into peachtrees grow
or hopes dance best on bald men's hair
and every finger is a toe
and any courage is a fear
-long enough and just so long
will the impure think all things pure
and hornets wail by children stung
or as the seeing are the blind
and robins never welcome spring
nor flatfolk prove their world is round
nor dingsters die at break of dong
and common's rare and millstones float
-long enough and just so long
tomorrow will not be too late
worms are the words but joy's the voice
down shall go which and up come who
breasts will be breasts and thighs will be thighs
deeds cannot dream what dreams can do
-time is a tree (this life one leaf)
but love is the sky and i am for you
just so long and long enough
e.e.cummings
SC
Abril (I)
1 mês
zé
sexta-feira, 7 de abril de 2006
quinta-feira, 6 de abril de 2006
Turismo ibérico

[A Marta - claro! - disse-me que se eu escrevesse este post, ela revelaria que eu torci pelo Benfica. O prazer de escrever o post é maior do que o receio de se saber que gritei «golo» quando o Simão falhou a oportunidade na segunda parte.]
João
quarta-feira, 5 de abril de 2006
poemas que ficam (iv)
que viajar é poder partir-se para o lugar
em frente,
que cada lugar só impressiona porque sugere
a visibilidade do próximo.
E que no fim, quando abandonamos tudo
e já não ouvimos senão o repique dos sinos,
as paisagens deixam de existir para não
passar do que a respiração liberta.
“O que nos conduz é podermos sepultar o
corpo noutro lugar;
porque em todos os sítios passados deixámos o corpo
à vista do lugar mais próximo.”
Percebi, sem que mostrasse algum temor,
que havia descoberto a transparência do mundo,
que fora auxiliado pela face
suspensa dos viajantes.
E lembrei-me como o tempo havia de ensinar,
desde a juventude à velhice,
que onde a beleza assola habituamo-nos a uma pausa nos
olhos, nas mãos e nos olhos, que são o que nos diz do
pouco do que nos fica sempre.
Rui Coias, 2000
A função do Geógrafo
SC
segunda-feira, 3 de abril de 2006
domingo, 2 de abril de 2006
sábado, 1 de abril de 2006
Porque ainda há quem não conheça: Wikipédia.
A Wikipédia é uma enciclopédia livre que está sendo construída por milhares de colaboradores de todo o mundo. Este é um site baseado no conceito de WikiWiki, o que significa que qualquer internauta, inclusive você, pode editar o conteúdo de qualquer artigo acionando o link "Editar esta página" que é mostrado em quase todas as páginas do site. O projeto Wikipédia foi iniciado em janeiro de 2000 e já foram criados mais de 1 milhão de artigos em dezenas de línguas (124 301 artigos na versão em português). Todos os dias, centenas de colaboradores de todas as partes do mundo editam milhares de artigos e criam muitos artigos inteiramente novos.

































