quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

… nous mourrons pour elle.



estás em férias?

às 15h30 na Cinemateca


vamos?



susana

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

em audição (na cidade)



eu sou um homem na cidade / que manhã cedo acorda e canta /
e por amar a liberdade / com a cidade se levanta

vou pela estrada deslumbrada / da lua cheia de Lisboa /
até que a lua apaixonada / cresce na vela da canoa

sou a gaivota que derrota / todo o mau tempo no mar alto /
eu sou o homem que transporta / a maré povo em sobressalto

o Festival Cinematográfico ideal

Aquele que apresentar o último filme (inédito) de Orson Welles, de Hitchcock, de Renoir, de Rossellini, de Godard, de Buñuel, de Visconti, de Josef von Sternberg ou então aquele que constituísse uma reabilitação das obras-primas mal conhecidas: L’Atalante…

(Truffaut a J.C.Monteiro em Julho de 62)

De Quoi A Besoin L’Amour? (em audição)



e não deixar de sonhar nunca (II)



“há os que sonham a dormir, há os que sonham acordados.”

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

hoje, recomeça a cura

logo, depois dos 3-0 aos pastéis, depois da ressaca, vou recomeçar o tratamento

sábado, 16 de dezembro de 2006

a Europa é…



estar em Bruxelas numa reunião de indicadores de protecção social e inclusão social e receber uma chamada da Lusa para me pronunciar sobre a decisão da Câmara Municipal de Lisboa em relação ao antigo cinema Europa em Campo de Ourique



sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

regozijo


stick to the plan

susana

UEFA cup

em Fevereiro, as minhas preferências vão para Sevilha, Paris (a minha aposta) e Amesterdão, mas não é de excluir o turismo em Israel ou na Roménia (ir a Vigo não, será preciso passar pelo Dragão e deverão estar perturbados pela eliminação da Taça de Portugal)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Bom Natal

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

a -dos-muros (revisited and upgraded)


Enfrentar a cidade assim, fria e soalheira, devolve-nos à evidência esses lugares onde a alma acorda, arrancando-nos ao torpor do verão, em que o corpo se remete à condição de mero albergue dos sentidos. Percorrê-la assim, mãos e nariz gelados, devolve-nos à existência viva, ao mundo dos planos. Edificações. Negações do impossível.

Sonhar? Claro. Porque o frio no sangue quente é isso. Cumpridor da eterna função. Conservar. Enrijecer. Despertar.

susana

outras geo-grafias




(este vai dedicado ao meu irmão André)



susana


segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

e não deixar de sonhar nunca



em audição (agora que isto está deserto)


Dá-me a tua melhor faca
para cortarmos isto em dois e amanha esquecer.

breve intróito (still)

Chego a uma casa nova e trago os velhos fantasmas.
Os visíveis, inexpugnáveis. Os que não descansam.
Mudo a digamos vida repartida em móveis e estantes.
Os meus solícitos avisam que estou a prazo.
Que sempre que me habituo desvalorizo o património.
Os caixotes são deles território como o céu e as paredes.
Se não deixei a sombra não expulsei também esta companhia.
Eles são inquilinos, vitalícios como o medo.
Uma vita nuova exige novíssimos tormentos.
E esta é apenas vida velha em divisões mais amplas.
Quis que não viesse alguma carga desnecessária, memórias e bibelôs.
Veio tudo, espectral e sem fadiga.
Veio dividido em espelhos e duendes que nunca tive.
Veio nos amuletos sem efeito, nas fotos onde já não apareço.
Vidrinhos que cortam no escuro.
Hologramas meus amigos faz décadas.
Cada objecto que inauguro ganha o seu deus malévolo.
Que reina na casa toda como os lares nos romanos.
Eles sabem que me venceram.
É altura mais que doméstica para me juntar a eles

Pedro Mexia

susana