Exorcizar os males do que passou em sábado frio de aleluia, com um judas salazarento (em pleno rebentamento). Queimou-se o Judas. Queimem-se os Judas. Para o ano há mais.
não sei se respondo ou se pergunto. sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho. de súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. a minha ebriedade é a da sede e a da chama. com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. o que eu amo não sei. amo em total abandono. sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente. indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. não sou a destruição cega nem a esperança impossível. sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.
“se isso piorar não tenha problemas em ir a um hospital público, tem prioridade até sobre grávidas em trabalho de parto” (Conceição Silva, médica, Centro de Saúde de Santo Condestável)
... que pagar quase 700 euros na CUF dos Mellos para me dizerem que não sabem a qualidade das pedras dos meus rins, é ficar de castigo em casa, baby sitter do cunhado da bolha que foi a um jantar na antiga FIL de apoio ao fascizóide do PPortas
(Marta, João, protejam o Che Francisco de certas conversas)