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Enquanto os lembrarmos, eles continuam vivos.
A memória é a maior homenagem.
Não esqueceremos!
M.L.
Um caniche é um cão irritante que ladra estupidamente quando menos é preciso
À chegada encontramos dois irmãos no finalzinho da adolescência e, ao fim de umas horas passadas na sua companhia, despedimo-nos já de um avô, embora acabado de casar. Ao longo desta vida e das que lhes estão associadas passa a história da Itália, da Europa, do Mundo. Está lá tudo. Esperanças, lutas, coragem, resignação, conformismo. Perspectivas femininas e masculinas do mundo. Discussão de estereótipos. O ponto de vista de crianças e de velhos. Opções contrárias perante o mesmo desafio. A sociedade e a forma de encarar a doença mental. Ao longo daquelas horas recordamos todas as canções que foram famosas ao longo de 40 anos...
Há poucos dias, estava numa reunião com várias pessoas que tratavam de projectos na área da infância, quando uma deles a referir-se a determinada instituição, teve um acto falhado que provocou um ataque de riso contagiante. Para quem entrasse desprevenido, seria um verdadeiro espectáculo ver dúzia e meia de pessoas com idade para terem juízo, sem serem capazes de parar de rir. E tudo porque alguém, candidamente, em vez de dizer, como tinha imaginado, que os nossos superiores pretendiam "extinguir" determinado serviço, tropeçou na palavra e disse “...como querem exterminá-lo” Podem imaginar a galhofa que por ali foi. Todos fomos contribuindo com algumas brilhantes ideias para transfigurar o ministro Bagão em Schwarzenegger.
Pronto. Se calhar há muita outra gente com responsabilidades, se calhar os países mais desenvolvidos deveriam pensar nas consequências de certas políticas que tomam levianamente, se calhar mesmo países com mais recursos do que nós também foram atingidos. Ouvi tudo isso, e concordo. Costuma-se dizer que da primeira todos caem mas da segunda cai quem quer... Ou seja, por outras palavras, uma primeira vez podemos ser apanhados de surpresa ( ? ) mas daí para a frente é mesmo puro desleixo, para não lhe chamar crime. E isto já é dito com alguma boa vontade, que desde que me lembro sempre ouvi falar de incêndios de Verão, com maior ou menor dimensão... E confirmo que algumas das causas que motivaram os incêndios do Agosto passado continuam perfeitamente activas: as matas por limpar, os aceiros impedidos, o lixo acumulado. Basta aparecerem outra vez meia dúzia de incendiários para o que restou das nossas matas desaparecerem.